domingo, junho 04, 2006

Resenha: O Descobrimento do Brasil


Gravado em 1993, O Descobrimento do Brasil apresenta a banda em seu auge. Era o 6º álbum de estúdio gravado pelo Legião e vinha após dois anos de turnês pelo Brasil.

É nesse álbum que o Legião Urbana mostra como cresceu musicalmente desde o lançamento do 1º álbum. No caso de Marcelo Bonfá chega a ser gritante. Sua bateria em faixas como A Fonte e Do espírito está perfeita em criatividade e técnica.

Renato Russo estava inspiradíssimo nas letras e o disco reflete muito a angústia da perda, seja da infância tragada pela violência (Giz) ou mesmo perdas amorosas (Os Barcos).

A combinação de violão e guitarra, marca registrada da banda, esteve perfeita o disco inteiro. É uma mistura constante de punk, folk, MPB, rock, se é que isso é possível!

La Nuova Gioventú e A Fonte lembram o início da banda. Rock direto, com influências punks e guitarra distorcida. Vinte e Nove e Vamos Fazer o Filme são aquelas músicas com bons arranjos que lembram o clima explorado no 2º álbum.

Em O Descobrimento do Brasil e Perfeição temos um uso criativo de rhythm tracks por parte de Bonfá, e acabaram tornando-se as músicas de trabalho do álbum.

A banda ainda se arrisca no lirismo explícito em O Passeio da Boa Vista e Love In The Afternoon.

Fechando o disco uma das mais belas composições do Legião. Só Por Hoje é maravilhosa e merece ser escutada repetidas vezes, mostrando que não só de Renato Russo vivia a Legião.

Infelizmente, esse foi o canto do cisne da banda, que nunca pode repetir um trabalho tão consistente e com tantas variações. Logo a AIDS levaria Renato e o Descobrimento do Brasil ficaria como uma espécie de testamento, mostrando o que era a Legião Urbana e o que era capaz de fazer.

3 comentários:

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