segunda-feira, setembro 18, 2006

Dom Casmurro por Millôr

Ano passado Millôr publicou um artigo na Veja comentando a obra imortal de Machado de Assis. Mas não tratou do ponto que até hoje é alvo de apaixonadas discussões, se Capitu teria ou não traído Bentinho. Neste ponto ele é taxativo:
Eu, porém, ao contrário dos erúditos, não tenho hipótese. Capitu deu pra Escobar. O narrador da história, Bentinho/Machado, só não coloca até o DNA de seu (do Escobar, claro) filho porque ainda não havia DNA...
A grande questão de seu artigo é outro. Levanta a possibilidade de Bentinho ter tido um caso com Escobar. Veja um trecho:
Escobar veio abrindo a alma toda, desde a porta da rua até o fundo do quintal. A alma da gente, como sabes, é uma casa com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro... Não sei o que era a minha. Mas como as portas não tinham chaves nem fechaduras, bastava empurrá-las e Escobar empurrou-as e entrou. Cá o achei dentro, cá ficou....
O texto completo está no link abaixo. Vale a pena!

http://cantodojota.go2net.ws/millordomcasmurro.html

3 comentários:

Anônimo disse...

Resposta a Millôr sobre Dom Casmurro
Se não fosse de alguém cujo estilo de produzir é o escracho de quase tudo para um público alvo que não tem tempo para refletir; seria repugnante... Por não se ater ao que o autor exatamente escreveu, e sim superficialmente se deu ao direito de usá-lo como Mote para pilhérias de consumo imediato.
Respeito o Senhor Millôr Fernandes pelo que sua pessoa representa para o seu grande público heterogêneo quanto à faixa etária, formação escolar e acadêmica, os amantes desse tipo de azedume presente dos seus comentários ─ direito e gosto a ser respeitado, todavia podendo ser comentado e até refutado... Parece-me que antecipadamente (como que de forma transcendental) Machado vislumbrou esse estilo literário e de agir em Millôr quando da sua Teoria do Medalhão ─ haja chalaça e mais chalaça, coisa comum aos medalhões reproduzirem em seus comentários, exatamente como Machado informa no final do seu conto sobre essa figura exótica.
Ridícula não é a Academia de Brasileiras Letras (porqunto, aquele autodidata de quem Millôr é desafeto foi seu primeiro presidente), também não, Shakespeare e de maneira nenhuma Machado de Assis; entretanto, medíocre é sim a peça teatral Otelo, o Mouro de Veneza do grande Shakespeare, a qual ganhou status de algo bom e de nível excelente na adaptação machadiana Dom Casmurro, cujas diversas interpretações, como esta de Millor. Contradiz o que disse o grande teatrólogo Eugênio Kusnet; que sentenciou ser necessário analisar cada personagem nos seus objetivos (o que ele é de fato na obra) ─ materializá-lo de forma objetiva dentro do enredo da mesma; e não nos darmos ao direito ilegítimo de achar isto ou aquilo sobre este ou aquele personagem de qualquer obra a revelia do que o autor de fato escreveu. Ver Blog REAL EVOLUÇÃO DA FEITURA DA OBRA DOM CASMURRO, endereço ─ www.verdadedomcasmurro.blogspot.com .
P. S. Não existe nenhum sair do armário e muito menos com essa conotação ─ embora todo o mundo assim afirme ─, no discurso do jovem apaixonado por Sócrates, Alcebíades na obra O Banquete de Platão... Quem não vê e entende o contrário disto; perdeu a oportunidade de ficar calado sobre o assunto. Ver final do Blog também de minha autoria O QUE É O PLC 122 OU A DITA LEI HOMOFÓBICA, endereço ─ www.verdaderespeitoejustica.blogspot.com . A síndrome ou psicose do ver ou de transportar esse pseudo “armário” para todos os lugares, nessa ou naquela pessoa ou até personagem de ficção, como é o caso aqui; chega às raias do ridículo por ser exatamente uma espécie de leitura de analfabeto funcional para o discurso do jovem homossexual Alcebíades ─ homoafetivo: o eufemismo plenamente correto, pois define esse sentimento e direito de assim sentir e fazer ─ o qual, tem que ser seriamente respeitado por todos nós, mas, sem a glamorização exacerbada que se tem dado.
Atenciosamente JORGE VIDAL

Marcos Guerson Jr disse...

Vidal, era só ter um pouco de paciência... Seu comentário não foi censurado, apenas não tinha sido moderado.

Anônimo disse...

Marcos, o puxão de orelhas (ter paciência) foi aceito... Tenho AVERSÃO ─ ler também o Blog SÓCRATES VERSUS PLATÃO VERSUS O AMOR VERSUS MACHADO, endereço www.socratesplataomachado.blogspot.com ─, e não fobia (grego, φόβος - medo fugindo) da coisa nojenta chamada CENSURA; daí, ao sentir cheiro dela (ainda que indevido) isto me terá do sério... Desculpa aqui pedida.
Atenciosamente JORGE VIDAL