quinta-feira, setembro 21, 2006

Sem Esperanças

Vários amigos me repetem sem parar: não tem jeito, o Lula vai ser re-eleito no primeiro turno. Um colega que esteve recentemente em São Paulo perguntou a um camelô em quem ele iria votar. A resposta foi lacônica:
__ Em Lula né doutor.
__ Por que?
__ Porque ele vai ganhar mesmo...
Este é o maior trunfo do presidente. A população em geral se recusa a acreditar que ele possa perder. Pois sou teimoso, me recuso a acreditar que não haja esperança. Lula é o favorito, claro que é. Mas favoritos também perdem eleições!
Tenho a impressão que o castelo de Lula é de baralho. Por enquanto está firme, mas se por um instante o eleitor acreditar de verdade que ele possa perder vai ser como tirar uma carta da base. Vai desmoronar.
O que fico mais preocupado é que a população mais esclarecida ainda se divida em quem vai votar. Opinião todos podem ter, mas agora temos um caso claro de um presidente que montou uma verdadeira organização criminosa aparelhada em todos os tentáculos do Estado para se perpetuar no poder. E poucos estão vendo isso.
Alguns estão abrindo os olhos e cito como exemplo o editorial de Otávio Frias Filho na Folha de hoje:
O mais recente escândalo envolvendo Lula & Cia. tornou evidentes duas coisas. A primeira já era sabida desde pelo menos o escândalo do mensalão, há mais de um ano. Ou seja, a cúpula petista instalou uma máfia sindical-partidária no aparelho do Estado. A função dessa máfia é garantir condições para que Lula e seu grupo se eternizem no poder. O método é desviar recursos públicos e privados para financiar campanhas eleitorais, comprar adesões no Congresso e montar operações de intimidação contra eventuais adversários. Embora ocupando postos de pouca visibilidade, o que caracteriza os integrantes da máfia é a lealdade antiga e canina a Lula, o chefão. São operadores acostumados a agir nas sombras da delinqüência municipal. Sua ação é agora "legitimada" por intelectuais como Marilena Chaui e Rose Marie Muraro, para as quais o imoral é moral se for bom para a cúpula do partido. (...)Se houver segundo mandato, haverá muito trabalho para o Ministério Público, para o Judiciário e para o que restar de imprensa independente 'neste país'."


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