segunda-feira, outubro 09, 2006

Mais Sobre o Debate

O presidente Lula e seus aceclas, alguns jornalistas e até alguns amigos disseram-se decepcionados com o debate. Queriam ver uma discussão programática. Não concordo, os programas estão disponíveis nos sites dos candidatos e são exaustivamente discutidos na propaganda eleitoral.
O debate é a arte do contraditório. Fora isso dá sono e ninguém aquenta ficar vendo durante duas horas o que vê todo dia por alguns minutos. O debate é sim para os candidatos pegarem o outro pelo pé e flagar um ao outro em contradição.
Num flagrante desrespeito à democracia, o presidente Lula fugiu de responder sobre os escândalos de corrupção durante todo seu governo. Entrevistas coletivas? Nem pensar. Só para terem uma idéia, o poderoso presidente americano semanalmente tem que dar entrevista coletiva, com os jornalistas fazendo todo tipo de perguntas. É de se esperar que um servidor do estado preste sim explicações dos atos do seu governo para a população.
Ontém finalmente um brasileiro teve a oportunidade de perguntar livremente ao presidente o que a imprensa e a população gostaria de perguntar. Aquelas perguntas que martelam nosso imaginário faz um ano: quem o traiu? como não sabia? como permitiu? de onde saiu o dinheiro pego com membros do seu partido para comprar dossiê fajuto?
Lula não teve como responder a estas perguntas. Embora tenha a resposta para a maioria destas.
Ficou furioso com a audácia de Alckmin. Imaginou que o candidato do PSDB não se atreveria a se dirigir como se dirigiu ao presidente da república.
Pois surpresa senhor presidente. Ali estava o candidato Lula, e não o chefe de governo do país. Em seu imaginário, considera-se um monarca, e nós seus súditos. Só fala o que quer, quando quer e sem contraditório.
Bem vindo a campanha de verdade!
O seu temor é que o povo, principalmente o mais pobre, o veja como candidato, e não mais como presidente. Aí a eleição vai para o brejo. Pois se desnudarmos o rei perceberemos que não tem a menor condição de dirigir os destinos do país.
Eu só gostaria de fazer uma pergunta:
Por que duas semanas antes da eleição foi anunciado um corte de 1,6 bilhões no orçamento para investimento e dois dias depois da eleição o corte foi transformado em liberação de 1,5 bilhões? E preferencialmente nos estados em que perdeu para Alckmin?
Mais uma pergunta que não tem como responder.
Pois no fundo este é o presidente: muita maquiagem e propaganda, muita metáfora de esquina, e nenhuma resposta para as questões pertinentes.

Um comentário:

Anônimo disse...

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Shane
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