segunda-feira, novembro 13, 2006

Sair do Iraque? Não tão cedo camaradas...

Em 1975 ativistas pela paz e democratas comemoravam o fim da guerra do vietnã. Os soldados americanos estavam voltando e a matança estava terminada.
Claro que ninguém comenta que retirada as tropas ianques o governo comunista do vietnã promoveu um pequeno massacre contra seus "irmãos" do sul e Camboja. O saldo? Estima-se em três milhões de mortes, o triplo do conflito bélico. Um dos maiores genocídios da era moderna.
Com a vitória nas eleições americanas os democratas anunciam planos para a retirada em 6 meses. Pago para ver. Primeiro porque como uma das semelhanças dos democratas com nossos esquerdistas é a diferença do discurso para a prática. Basta lembrar que foi Kennedy que iniciou a guerra do vietnã e Clinton bombardeou uma fábrica de remédios no Sudão.
E depois porque a vitória democrata não foi tão contundente como a imprensa tenta vender. A maioria é estreita e nos referendos os democratas perderam a maioria. O eleitor americano continua sendo essencialmente conservador e não foi apenas o fracasso do Iraque que derrotou Bush.
Contaram também a posição desastrosa na questão da imigração e o aumento do gasto público, que revoltou até membros mais conservadores do partido republicano. Ainda mais que um dos motivos foi intervensão estatal na educação, coisa que o americano médio tem verdadeiro horror. Um dos pilares do sistema americano é a liberdade das instituições de ensino.
Pois agora, na prática, democratas terão que sair do discurso e apresentar soluções não só para o problema do Iraque, mas sobretudo para o problema da Coréia do Norte.
E esta é a questão mais espinhosa do momento. Como evitar o avanço do programa nuclear dos coreanos?
Com a palavra os democratas....

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