terça-feira, dezembro 12, 2006

Morte de Pinochet

Parece que a grande notícia aqui foi a morte do ex-ditador chileno Augusto Pinochet. Não vou entrar aqui em maiores discussões. Não aprovo ditadores, seja de que lado for. Não considero que o Estado deve estar acima das liberdades individuais da população. Infelizmente a América Latina virou nas décadas de 60 e 70 campo de disputa entre a democracia e o socialismo. E todo continente foi afetado em maior ou menor grau. O custo para o Chile não se tornar socialista foi muito mais pesado do que no Brasil, onde nosso regime militar terminou vinte anos de governo com o inacreditável saldo de 450 mortos ou desaparecidos. Não comparo vidas humanas, mas 450 mortes não são 50 mil nem 200 mil. Boa parte destes estava com armas nas mãos em atividades como sequestro, roubo de bancos ou guerrilha. Outra parte não.
O presidente da república foi claro em seu pronunciamento oficial: Pinochet representou uma período sombrio na América Latina.
Dentro de alguns dias será a vez de Fidel Castro. Também ditador e também com muitas mortes no currículo. Dirá a mesma coisa? Claro que não.
Teremos luto oficial com bandeira a meio pau.
Uma vergonha que terei o desprazer de assistir.
Melhor sorte tiveram os chilenos que são hoje o país que mais cresce na AL, enquanto que Cuba no máximo é o maior exportador de... cubanos! E usando qualquer meio de transporte que boie.
E assim vamos vivendo nossa utopia.

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