segunda-feira, dezembro 18, 2006

Vestibular por Sorteio

Sibá Machado, senador pelo PT do Acre, é um destes casos de nossa aberração eleitoral. Eleito como suplente de Marina Silva, não ficou nesta situação nem um único dia. Como Marina virou ministra de primeira hora da monarquia petista ganhou o mandato de bandeja. E se destacou nas CPIs, junto com a colega catarinense Ideli Salvatti, pela defesa ferrenha dos petistas flagrados com a mão na bufunfa.

Tudo indica que Marina sai do ministério na reforma que o presidente diz querer fazer. Sibá volta para onde nunca deveria ter saído, a suplência. Sua despedida é um projeto de lei que substitui o vestibular pelo sorteio de vagas.

Seu argumento é que trata-se de um critério mais justo e que acaba com a indústria dos cursinho. Diz que terá o apoio da classe média, que ficará livre de gastar com estes cursinhos.
Só na cabeça deste meu conterrâneo mesmo. Vê se eu vou querer que meus filhos, depois de anos de estudo, dependam de um sorteio para entrar numa faculdade. Existe uma coisa que os socialistas tem horror: a meritocracia.

Pois é esta meritocracia um dos fatores que levam uma nação para frente. Eu sei que as classes A, B e C são privilegiadas por poder pagar um estudo e cursinhos melhores para se preparar. Engraçado. Defendem que o Estado deve ser um imenso provedor de bens, por que o senador não propõe que se retire investimentos das universidades e utilize na educação de base? Que adianta investir na ponta de saída do sistema educacional quendo a base está falida?

Acho que universidade pública não precisaria ser necessariamente gratuida. Deveria ser gratuita para quem não pode pagar, e não para todos. Mais um custo que sobra para a classe média, um vilão dos socialistas, mas que sustenta a conta de suas demagogias.

2 comentários:

Anônimo disse...

Acredito que deve ser feita uma reforma na base do sistema de educacao.
Um sistema de ensino eficiente,porem, mais interessante,que de condicões das pessoas interagirem com o mundo real com inteligência.
Feito isso, que se discuta o que fazer nas universidades, vestibulares e tudo mais.

Anônimo disse...

O Sr. Rubens Alves defende a tese de que nem todos precisam cursar uma universidade.
Defende também o sistema de sorteio para ingresso no ensino superior.
Acho que muitas pessoas querem cursar uma universidade por uma questão de realização pessoal e não necessariamente para ter um bom cargo numa empresa.
Ai eu pergunto: diante da possibilidade de um candidato nunca ser sorteado,esse sistema não estaria negando ao infeliz cidadão o direito de se realizar tanto profissionalmente como pessoalmente?
Ora,Sr Rubens Alves,não adianta substituir um sistema injusto por outro.Precisamos de idéias que tragam solução.