segunda-feira, janeiro 29, 2007

Debate na Câmara

Mais ou menos como previsto.

Chinaglia fez dois discursos. Um para a tv e a imprensa, onde defendeu teto para os parlamentares, moralização da câmara, independência entre os poderes, etc. Outro foi entre linhas para os deputados eleitores. Deixou sub-entendido que cabe ao presidente da câmara respeitar por exemplo um projeto de iniciativa popular. Só tem um em discussão hoje: o da anistia de José Dirceu. Defendeu também que o teto deve ser o mesmo dos outros poderes, numa clara alusão a igualar o teto do judiciário. Como bom petista aproveitou para distorcer as palavras de Fruet. Um momento claro foi quando Fruet dizia que a candidatura de Chinaglia era apoiado por uns dos símbolos da derrocada moral do congresso. Na réplica Chinaglia afirmou que Fruet estava atacando seu próprio partido, já que inicialmente teria apoio do PSDB. Fruet não se furtou de citar de quem estava falando, apresentando o nome de Severino Cavalcanti como exemplo.

Aldo Rebelo, por mais que se esforçasse não conseguiu deixar de transmitir a imagem de quem foi abandonado ao relento pelo grande guia. Não sei como tem gente que acredita ainda em uma só palavra de Lula. Claramente o presidente não tem o menor apego à verdade, e usa e descarta aliados com facilidade. No mais tentou manter a imagem de sintonia com o governo.

Fruet já tem um grande mérito. Se não fosse candidato a disputa teria se resumido ao oferecimento de vagas (reais ou não) na nau Lula II. Não haveria nem debate público. Uma mensagem que achei bastante pertinente foi sobre uma diferença do legislativo para os demais poderes. Não podem querer comparar deputados com juízes. Os juízes são funcionários de carreiras, concursados e de cargo vitalício. Assim como grande parte do executivo. Os deputados são eleitos por 4 anos, e não podem portanto querer direitos iguais em todos os pontos.

Quem é o favorito? E claro que é Chinaglia. Já distribuiu 3 ministérios inteiros aos deputados. Se eleito não demorará muito a cobrarem a fatura, e os deputados descobrirão que nada vale a palavra do governo. Ficarão a ver navios. E será bem feito.

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