quarta-feira, janeiro 17, 2007

Desfecho

Chegamos na rodoviária de Barra Mansa às 22:10. Sempre que chego lá fico lembrando de como era quando a conheci. O segundo andar era ocupado e era extremamente movimentada. Hoje resta apenas uma pálida sombra e um aspecto de abandono. A parte de cima virou igreja evangélica, como muitos cinemas e salões país a fora.

Enquanto ficava em minhas reminiscências o ônibus encostou. Estávamos esperando chegar o responsável pelo bagageiro quando surgiu uma destas figuras que topamos vez por outra.

Tratava-se de um jovem claramente obeso, comendo um cheseburger, que se deduzia pelo queijo escorrendo pelo queixo. No bolso de trás um maço de cigarro entreaberto. Chegou e foi logo anunciando:

__ Esse que vai para BH?

O motorista acentiu com aquela cara de que já viu este filme antes.

__ Pode beber no ônibus?

__ Não. Se beber vai descer na hora.

Brinco com minha sogra e tudo, mas naquela hora não desejei aquele companheiro de viagem para ninguém.

Nem mesmo para ela!

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