sexta-feira, fevereiro 16, 2007

E era FHC que queria vender o país...

Durante as duas campanhas eleitorais o atual (im)presidente não cansou de repetir uma ladainha: FHC e o PSDB tinham que ser impedidos de vender o país. Pois estou estarrecido com o que disse o nosso chefe de Estado ontém:

“Eu não esqueço que somos chefes de Estado de países soberanos, que precisamos agir como chefes de Estado, cada um em defesa de seu país; mas, antes de ser presidente da República, tu, na Bolívia, e eu, aqui no Brasil, nós éramos companheiros no movimento sindical, e não podemos permitir que essa nossa primeira relação seja diminuída porque hoje somos presidentes".


Somos um país de araque. Com todas as letras. ARAQUE. Como admitir que o Presidente da República diga em público que não só o seu compromisso como líder sindical é maior que o juramento de presidente, como ainda tem o disparate de dizer que a presidência não pode diminuir o primeiro.

Tudo isso para justificar o aumento de 250% do preço do gás boliviano. Segundo alguns é justo que paguemos o mesmo que a Argentina está pagando. Besteira completa. A Bolívia só está vendendo o que está vendendo porque a Petrobrás investiu para isso. A Argentina não, é apenas compradora.

E em troca o Presidente, Petrobrás e Itamaraty não vêem nada demais em ter sua usina surrupiada e ainda aceita romper os contratos existentes. Um precedente que só aumenta a insegurança jurídica no Brasil e na própria Bolívia.

O presidente da Petrobrás ainda ficou irritadinho com os jornalistas que queriam saber quem pagará esta conta. E não respondeu. Esta é a empresa brasileira estatal que melhor funciona no país, uma potência. Sei porque já trabalhei com ela. Imagina as outras.

Pois ficamos assim. O presidente diz que seu compromisso sindical é maior que a defesa dos interesses do seu país, o presidente da Petrobrás acha que não deve satisfação para a sociedade e o carnaval está aí. Ah, quem vai pagar o assalto boliviano? Aguarde em breve a sua conta de gás e alguns cortes no orçamento.

Não existe almoço grátis e o Estado não produz dinheiro. Ele pega o seu em forma de impostos. Quando Evo Morales rouba a petrobrás ele está roubando você. E seu presidente já disse que não tem nada com isso.

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