terça-feira, fevereiro 13, 2007

Estão de brincadeira

Depois de dias lendo os noticiários pelo Brasil chega-se às seguintes conclusões:
  1. Não podemos discutir a violência sobre o "calor da emoção"
  2. Os fascínoras que mataram João são vítimas da sociedade, ou seja os culpados somos nós que o oprimimos com o "capitalismo selvagem"
  3. Redução da maioridade é uma espécie de crime contra os direitos humanos
Não! Eu me recuso a aceitar a culpa pela incopetência do Estado (os 3 poderes) na garantia da minha segurança. O regime de progressão penal é uma vergonha. Um dos assassinos de João já tinha sido internado 4 vezes e condenado 2 vezes. A última por assalto a mão armada rendeu-lhe 4 anos e meio e lógico, foi solto com 1 ano. Por que o Estado deixa este animal na rua? Vejam que o termo animal não está entre aspas. Não esqueci delas.

A esmagadora maioria dos moradores de favelas não participam de crimes (graças a Deus) e mostra claramente que não é o meio que nos define. Aliás as principais vítimas da violência são pobres, que vivem a margem destes criminosos. A pobreza não é motivo para uma pessoa tornar-se um criminoso. Vejam que boa parte dos crimes são por motivos fúteis e ligados ao tráfico de drogas. O que se quer é o velho e bom dinheiro fácil. Trabalhar? Nem pensar.

Daqui a pouco o Chico Buarque vai colocar a culpa na classe média, aquela que paga os olhos da cara para vê-lo cantar. Já aviso de antemão: pago meus impostos em dia para, entre outras coisas, garantir dinheiro para a segurança pública. Também pago para garantir educação de base para os brasileiros. Não tenho culpa se o Estado gasta a maior parte deste dinheiro para manter seu gigantismo e alimentar a corrupção. Portanto, antes de mais nada Chico, vá te catar!

Fernando Gabeira vai a cada dia ganhando minha admiração. Foi um dos únicos que falou algo de coerente nesta corrente de "não vamos discutir sobre impacto da emoção". Disse que isso pressupõe que haverá uma situação de normalidade após o impacto da barbárie cometida. Não há normalidade. Basta passar numa banca e ler a capa de qualquer jornal como o dia: tem sempre um crime bárbaro e muito sangue. Quando se discutirá então a violência?

Por último se alguém souber por favor me indique uma ONG que defenda a sociedade contra a violência. Que defenda um menino como João. Uma só. Please!

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