sábado, fevereiro 24, 2007

Irã Atômico

A coisa está cada vez pior no Oriente Médio. E ficaria muito pior com armas nucleares na confusão. Digo ficaria, porque não ficará. Não existe a menor possibilidade de Israel deixar que os iranianos desenvolvam estes artefatos. Com ou sem sanção da ONU. É questão de sobrevivência.

Desde a criação de Israel que os estados árabes e o Irã (que não é árabe) tem como objetivo nacional permanente varrer o país judeu da face da terra. Não é recuperar os territórios palestinos, é varrer literalmente os israelenses do Oriente Médio. Como não há possibilidade de conseguir este objetivo com guerra convencional utilizam extensamente o terrorismo enquanto esperam ter nas mãos uma "bomba sagrada".

É claro que os Estados Unidos apoiarão Israel na empreitada. E parece claro que franceses, alemães e russos vão protestar, um pouco mais leve desta vez pois sabem que o Irã realmente não pode ter armas nucleares. As esquerdas mundiais farão uma cruzada contra o "imperialismo americano", com tudo que tem direito. Mas como sempre será incapaz de propor uma solução para o problema. Talvez porque desta vez não tenha.

A guerra é inevitável? Não. Mas depende mais do Irã do que da comunidade internacional e da ONU. Israel não tem escolha nesta. Não adianta devolver os terrenos palestinos como querem muitos, não resolve o problema. Ou o Irã desiste da bomba santa ou Israel ataca. O que mais podem fazer os israelenses? Apelar para o bom senso dos Aiatolás?

O Mossad já trabalha com a informação de que no ritmo atual a bomba estará pronta em 2009. A associação Internacional de Energia Atômica admite que o Irão não tem seguido as recomendações e pelo contrário, tem acelerado seu programa. Tem que ser muito iludido (ou não) para imaginar que os propósitos iranianos são pacíficos. Energia não é problema para uma nação montada sobre um reserva gigante de petróleo.

Estamos chegando numa encruzilhada. Desta vez França, Rússia, China e Alemanha vão ter que tomar uma atitude firme. É melhor para todo mundo que a questão seja mediada pelo Conselho de Segurança da ONU, embora quase destruído pela invasão americana no Iraque. Pois a alternativa é Israel e Estados Unidos bombardearem o Irã. E eles não têm outra escolha.

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