terça-feira, fevereiro 06, 2007

Sobre patrulhamento das divisas

César Maia apresenta em seu ex-blog um alerta sobre o patrulhamento de fronteiras no Estado do Rio. O patrulhamento estático simples é inócuo como pode ser entendido pelos seguintes itens:


1. A Força Nacional -apoiará o patrulhamento nas divisas do Estado do Rio- junto as receitas estadual e federal, a polícia militar e civil, e a polícia rodoviária. Se o objetivo é interromper a entrada de droga pesada e armas no Estado do Rio, transportada por atacadistas, com todo o respeito, de pouco adiantará. Bem, serve para ajudar a fiscalização do ICMS.

2. Do ponto de vista técnico -explica um experimentado policial militar do Estado do Rio, hoje na reserva- o patrulhamento na divisa deve ser apoiado por helicópteros e um grupo móvel de rápido deslocamento. O tráfico de drogas e armas,rodoviário, envia na frente um ou dois carros precursores que informam se há patrulhamento. Se houver a carga -é desviada para estradas vicinais ou estacionada em um posto, aguardando. Para isto basta um celular ou rádio-celular. Quando um helicóptero identifica o movimento estranho de um veiculo kms antes da divisa, pousa ao lado e manda estacionar e chama o grupo móvel.

3. Um patrulhamento nas divisas deve ter apoio da guarda costeira. Os navios de carga lançam cargas de droga ao mar e iates ou barcos de pesca vêm pegá-las. Os Iates Clubes devem ter fiscalização permanente. Nos EUA -no final dos anos 70 e anos 80- era assim -via avioneta ou barcos lançando carga ao mar- que a cocaína entrava. Depois iates luxuosos com mulheres com pouca roupa como cenário, pescavam a carga que entrava livre e solta, pelos Iates Clubes. Com nossa defasagem tecnológica, é provável que o método hoje, aqui, seja o mesmo.

4. Da mesma forma -os containeres no porto- devem ter uma fiscalização com amostragem triplicada.

5. O tráfico de armas e drogas, trabalha num diagrama de alternativas. Há que fechar muito mais buracos deste queijo suíço que as meras e explícitas divisas.

6. Mesmo apenas nas divisas -um grupo estacionado por muitas horas, é inócuo. Melhor seria fechar de surpresa. Ou fechar um trecho de -digamos 5 kms- na frente e atrás- com vários grupos e ir liberando. Ou então as precursoras das drogas e armas só vão ter trabalho de desviar ou parar, pois sequer há helicóptero de apoio.

7. Se a fiscalização do ICMS estiver ali com bons fiscais, mesmo o fechamento estático de divisas com a cobertura da Força Nacional, vai se fartar de identificar notas frias, etc....Recomenda-se no caso um acesso via laptop aos cadastros da secretaria de fazenda.

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