sábado, fevereiro 17, 2007

Um austríaco, um russo, um francês, um inglês e... um outro inglês!

O jornalista Kennedy Alencar defende que ceder as exigências da Bolívia foi uma atitude muito inteligente de Lula, mesmo sobre pressão da "oposição e parte da sociedade". Segundo ele, se Lula endurecesse na defesa dos interesses brasileiros estaria colocando Morales mais ainda na esfera de Hugo Chavez. Com a atitude que tomou demonstrou a liderança do Brasil na América Latina.

Confesso que cheguei a pensar se realmente não estaria eu totalmente errado. Foi só unir um pouco de bom senso que vi que não. Quer dizer que para evitar que Morales seja pior tem que se concordar com o que é ruim? Não faz o menor sentido.

A história ensina mais do que se imagina. Um dia um austríaco, líder de um outro país, assinou um pacto com um russo. Faz algum tempo. Um inglês e um francês ficaram preocupados. Parece que esse russo não era lá essas coisas. Em seguida esse austríaco começou a anexar países. Novamente o francês e o inglês se reuniram e resolveram que era melhor não fazer nada senão o austríaco ficaria mais amigo ainda do russo. Um outro inglês, fumante e beberrão não concordou. Começou a falar. Disse que se não parassem o austríaco naquele momento depois seria muito mais difícil. Falaram que ele estava gagá, que seu tempo tinha passado.

Anos depois chamaram este inglês. E pediram para que ele resolvesse o problema, pois realmente o apetite do austríaco não tinha se saciado. Aliás o francês tinha perdido sua casa. Até o russo já estava com medo. O inglês no meio da suas baforadas foi lacônico. Tudo bem. Resolveria a parada.

Mas a custa de sangue, suor e lágrimas.

Não, ainda bem que o índio boliviano não é o austríaco. Embora o coronel venezuelano lembre o russo. Mas o raciocínio é válido, e mostra que a tese de Kennedy Alencar não se sustenta. Infelizmente nos falta o inglês de charutos e garrafas de uísque.

E vamos em frente. A história realmente não nos ensina nada.

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