quinta-feira, abril 19, 2007

Lógica de arbortista

Em post sobre o assunto comentei sobre o editorial da Folha de domingo sobre o aborto. Uma das coisas que questionei foi da onde se retira estatística sobre o número de abortos no Brasil se ele é ilegal. No programa Roda Viva o ministro da saúde citou novamente o número da folha: 1,1 milhões de abortos clandestinos em 2005.

Pois em artigo intitulado "Lógica de abortista" no JB de hoje o filósofo Olavo de Carvalho informou. Foi o Instituto Alan Guttmacher citado pela Folha como "centro de pesquisa de saúde reprodutiva e políticas públicas dos EUA". Olavo informa o que a Folha achou que não era relevante. Alan Gutmacher foi presidente da Planned Parenthood, entidade que agrega uma enorme rede de clínicas de aborto e seu instituto é uma parte desta rede. É parte interessada que curiosamente não foi descrita desta forma pelo jornal.

O filósofo questiona a solução da Folha para o dilema. Segundo o periódico nem a ciência nem a religião podem dar uma resposta satisfatória e universal sobre quando começa a vida. Supondo que seja verdade esta afirmação, caracteriza-se portanto uma dúvida: o feto possui vida ou não.

Diante da dúvida qual a posição do jornal: cabe aos legisladores defini-la. Olavo, como eu, defende que se existe a dúvida, o dever moral incontornável é abster desse ato até que a dúvida seja dirimida, se é que algum dia será. Ninguém tem direito à ação dúbia quando ela põe em risco uma possível vida humana.

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