terça-feira, abril 03, 2007

O controle aéreo no Brasil não é feito apenas por militares. Existem também civis, que inclusive possuem sindicato. Na página do Sindicato nacional dos Trabalhadores na Proteção do vôo pode-se ler, entre outros, o que se segue:


O capitalismo
Vivemos numa sociedade capitalista.
Na sociedade capitalista, existem muitas desigualdades. Basta ter olhos para ver. Uma minoria de pessoas concentra grande quantidade de bens materiais em seu poder: dinheiro, propriedades, mansões, carros, muita fartura e luxo. Por outro lado, a maioria das pessoas tem apenas o mínimo, e às vezes menos que o mi¬nimo, para sobreviver. Vivemos apertados em matéria de alimentação, casa, roupa, transporte, escola, saúde e lazer etc. Vemos também tantas conseqüências trágicas desta sociedade: subnutrição, mortalidade infantil, doenças endêmicas, menores e idosos abandonados, desemprego, prostituição, analfabetismo, crimina¬lidade, acidentes de trabalho, favelas . . .
É verdade que entre os dois gru¬pos existem camadas médias, que costumamos chamar de "classe média". Mas esta "classe média" não é uma classe fundamental, quer dizer, não é ela que determina a natureza da sociedade capitalista.

A mercadoria e seu valor
Na sociedade capitalista, vivemos rodeados de mercadorias. Alimentos, roupas, eletrodomésticos, arte, diversões, e até as próprias pessoas estão aí para ser comercializadas.
Mas como é a natureza da mercadoria? Como é que mercadorias que são tão diferentes entre si, como, por exemplo, arroz e sapatos, podem ser trocadas umas pelas outras, em certas proporções?
A mercadoria, antes de tudo, é um objeto que tem um duplo valor: o valor de uso e o valor de troca.
O valor de uso se baseia na qualidade própria da mercadoria, depende da necessidade e até do gosto de cada pessoa. Por isso, o valor de uso não dá para ser medido.
Acumulação do capital
Para conseguir taxas de lucros maiores, interessa aos capitalistas pagar salários baixos e aumentar a produtividade dos trabalhadores, além de evitar despesas que melhorariam as condições de trabalho e de vida dos operários (segurança, salubridade etc.). Evidentemente os interesses dos trabalhadores são contrários a estes. Então há uma luta constante entre as duas classes.
Vimos que o capitalista está sempre interessado em obter lucros, isto é, em extrair mais-valia do trabalhador. Mas para quê? Acima de tudo para ACUMULAR CAPITAL.
Claro que ele vai tomar uma parte do lucro para atender às suas necessidades, confortos e caprichos. Mas não é este o objetivo principal do capitalista, e sim a acumulação de capital, que além de ser um desejo dele, é também uma necessidade de cada capitalista, visto que se trata de uma sociedade de rígida competição

A Luta dos trabalhadores
Já vimos que há uma luta permanente entre burgueses e proletários, porque seus interesses econômicos são antagônicos. Os burgueses lutam para aumentar sua taxa de lucro. Para isto procuram, sempre que podem: rebaixar o salário real dos proletários; aumentar a produtividade pelo aumento da jornada de trabalho pelo aumento do ritmo do trabalho e também pela introdução de novas tecnologias; explorar, ainda mais, o trabalho da mulher e do menor; evitar despesas com a melhoria das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores etc.


Pois é essa "cathiguria" que vai controlar o espaço aéreo brasileiro. Os controladores merecem, ou mereciam, salários melhores do que recebem. Mas sou contra a tese que com bons salários a baderna termina. O sindicato deixa bem claro que está lutando contra o capitalismo e os "burgueses". Usam termos como "proletários", e apoiam-se numa interpretação rasteira do CAPITAL. Vão fazer greve e balburdia seja com que salário for, principalmente se o governo não for de "companheiro". É só aguardar.

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