terça-feira, maio 22, 2007

Exigências dos "terroristas" da USP

Beira ao total ridículo a lista de 17 exigências que os vândalos que invadiram a reitoria a vinte dias apresentou à reitora da Universidade. Mostra bem o que esta gente pensa do dinheiro público. Segundo eles a sociedade não possui o menor direito sobre sua utilização, nem mesmo de saber para que serve.

Entre os itens apresentados existe um que me chamou a atenção de imediato: o governo incentiva a lógica mercantil do ensino. A tese é que a universidade não pode estar atrelada ao mercado real, deve ser consagrada ao ensino "puro", independente do mundo. Lembrei do slogam de uma faculdade canadense que minha irmã citou outro dia: uma faculdade real para um mundo real.

Não é à toa que a maioria dos alunos e dos professores que os apóiam sejam das ciências humanas e desprezem tanto as tecnológicas. Querem esquecer que muita das teses defendidas pelo grupelho, como o socialismo, foi experimentado na vida real e o resultado foi um completo desastre. Um autor como Friedman, cujas idéias conduziram EUA e Inglaterra à retomada do crescimento econômico na década de 80 é ignorado nas faculdades de economia, enquanto que os teóricos do atraso são citados à exaustão, como Maria da Conceição Tavares.

Em outro item pedem que planos e metas sejam de conhecimento de alunos e... funcionários! Que sejam de conhecimento dos alunos é até razoável, mas dos funcionários? Por que? Qual é a função que se deseja deles em uma universidade?

Sobre as moradias pedem a autonomia dos moradores sobre o espaço que utilizam. Parece piada, mas não é. O contribuinte paga a "hospedagem" e ainda tem que aceitar que se utilize o espaço, por exemplo, para escritório do MST. Só no Brasil...

Não sei mais o que a polícia está esperando. Está claro que os alunos não querem negociar nada. Estão furiosos com os editoriais contrários e a passada para trás da magnífica reitora. Querem pelo menos levar uns safanões dos policiais e bradar que a democracia está sendo agredida.

E está mesmo, por um grupo de indivíduos que se acham no direito de invadir um prédio público, depredá-lo, invadir arquivos confidenciais e não ser responsabilizado pela balbúrdia. O que fazem os pais destes indivíduos que não os retiram com puxões de orelha?

Nenhum comentário: