sexta-feira, maio 25, 2007

Fim da prova da OAB?

O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) condenou a avaliação feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para aprovar novos advogados, por entender que as várias denúncias feitas pela Polícia Federal de fraudes nos exames realizados nas seccionais do Distrito Federal e de Goiás demonstram cabalmente a necessidade de o exame ser extinto ou pelo menos radicalmente redimensionado.

- Considero o exame da OAB uma excrescência, porque reprova noventa e cinco por cento dos candidatos para alimentar a indústria de cursinhos que está enriquecendo muita gente. Não me intimidei, nem me intimidarei com as críticas que venho recebendo. Pergunto por que os médicos, dentistas ou engenheiros não precisam fazer uma prova de aptidão para entrar em suas respectivas profissões e os advogados, sim - acrescentou.

Não precisa pesquisar muito para saber que a grande maioria dos cursos universitários de direito no país são de 5ª categoria. A comparação com os cursos de medicina, odontologia e engenheiros é descabida. Estes cursos não são tão fáceis de serem abertos e mantidos como o de direito. Custa muito para uma universidade manter um curso destes, por isso são os mais caros da rede privada. As faculdades de araque se contentam com os cursos sociais. Nada de tecnologia para atrapalhar.

Cabe ressaltar que um engenheiro ao errar em um projeto vai responder civilmente ou criminalmente por seu erro. O mesmo acontece com o médico. E o advogado? Quando erra um processo, deixa passar o tempo ou mesmo utiliza uma linha de argumentação equivocada. É responsabilizado?

Minha irmã estudou em alguns dos melhores cursos de direito deste país. O que ela tem a relatar é de arrepiar. Em uma universidade pública do Rio de Janeiro uma professora passou um artigo de 10 páginas para os alunos lerem com vistas a um debate na aula seguinte. Na semana seguinte descobriu desolada que nenhum aluno tinha lido. Fez nova tentativa, adiou por mais uma semana. Novamente o mesmo resultado.

Em outra ocasião um professor colocou um tarefa no quadro. Os alunos riram. Disseram que estava muito grande e que não iriam fazer. O professor acabou tendo que cancelar o trabalho. E isto em uma das melhores universidades públicas do país. É o nosso dinheiro sendo bem empregado mais uma vez.

Para resolver o problema a proposta do senador é... eliminar o exame da OAB! Porque reprova 90% dos alunos. Mas qual a razão? Será que a OAB está exigindo coisas do outro mundo ou o nível é realmente horroroso. Tenho lido algumas petições e visto alguns advogados falando que fico até me perguntando como passaram na tal prova. Vale lembrar que os EUA, com alguns dos melhores cursos de direito do mundo, tem uma prova semelhante.

Por que o nobre senador não defende uma melhor qualidade dos cursos brasileiros e uma política de exigência retorno para o investimento da sociedade na formação dos nossos bacharéis? Algo como número máximo de reprovações de aluno, tempo máximo para formação, etc? Ah, já existe? 500 reprovações e 12 anos no máximo? Parece brincadeira mas é por aí o que existe hoje e os "estudantes" rebelados da USP ainda acham que deve aumentar.

Por que as soluções para a educação no Brasil são sempre aprovação automática, fim do vestibular (até sorteio já defenderam), fim da prova da OAB, fim de qualquer tipo de avaliação, desligamento das necessidades do mercado...

Em que país estas medidas deram certo?

17 comentários:

Anônimo disse...

Essa última prova da ordem foi um horror, todo mundo esperando um nível de prova e derrepente muda tudo, e nem constava no edital essa mudança, caramba fomos tão derrespeitados q acho uma vegonha par a oab fazer uma coisa dessa com os universitários que estão querendo, precisando trabalhar, tá a nivel de magistratura essa prova, estão pegando pesado... estão querendo ganhar dinheiro com as inscrições e mais nada.

Anônimo disse...

Deviamos em protesto pelo menos uma vez ninguém se inscrever na prova da oab, até para dar um susto neles e assim eles nos tratarem com mais respeito. eu heim ficam querendo somente o dinheiro da inscrição e mais nada, nos esforçamos tanto e depois na ora da prova nem relógio de ponteiro podemos usar a pressão é tanta q não podemos controlar nem o tempo de prova, tudo nos desfavorece.

Anônimo disse...

oab maquina de fazer dinheiro e mais nada, não qualifica só atrapalha quem tá querendo trabalhar c dignidade. nem adianta se esforçar o objetivo da oab é reprovar.

Anônimo disse...

participei do ultimo exame e achei um absurdo!!!a OAB esta delegando a prova a CESP que é simplesmente ridiculo...isso é captação de dinheiro,graças a Deus passei na primeira fase...a segunda estava cheia de pegadinha,eu simplesmente achei que fosse um circo...

Anônimo disse...

É preciso unir forças e fazer varios protestos...porque ficar parado e deixando eles fazerem o que bem entender...isso nao é justo!afinal estamos em um País demogratico!!!chegaaa!!!

Anônimo disse...

E lamentável esta prova da oab, pois não prova nada e serve como meio de captação de dinheiro por uma minoria de Advogados, pois a inscrição tem um preço absurdo e as provas muito mau elaboradas. Creio, que as pegadinhas nas provas não resolvem nada pois na prática não vai ser desta forma. Destarte, creio que a OAB deveria se pereocupar em fechar as Universidades de baixa qualidade e não punir os estudantes que dedicaram 5 anos de suas vidas para depois ter seu sonho morto, por um exame banal sem fundamento.
Vamos acabar com esta arbitrariedade.

Anônimo disse...

Total falta de respeito aos acadêmicos de direito. A OAB/RJ nos tratou no concurso 33 como palhaços. Dois dias antes da 2ª fase, divulgou, via internet nova lista de classificados para fazer a 2ª prova. Quando acessava o site OAB ou Cespe unb, as informações sobre o concurso, traziam a ressalva "exceto OAB/RJ", nós do Rio de Janeiro fomos muito prejudicados nesse concurso. Procurei sempre levar a sério meu curso acadêmico, esforcei-me ao máximo durante o curso, para manter um CR acima de 8, pois viso fazer Mestrado, dar aula, escrever livro jurídico, fazer concurso para Juiz, etc... Por isso, senti-me desrespeitado pela OAB/RJ, a total falta de informações precisas, responsáveis e satisfatórias deixou-me indignado. Até que ponto é séria essa avaliação, as fraudes, o nível de exigência, todos os acontecimentos que envolvem a prova, a tornam digna de crédito????? O exame da OAB representa garantia de qualidade profissional? Qual é a validade do exame da Ordem? Porque nos deparamos com profissionais que tem OAB e outros não? E a Isonomia? Para ser advogado temos de ter OAB, para ser juiz não precisa, promotor também não.... Lamento por tudo isso. E o direito ao livre exercício profissional, constitucionalmente amparado pela carta maior quando elaborada pelo Poder Constituinte Originário? Entendo inconstitucional essa prova. Princípios como da Dignidade da Pessoa Humana, do Livre Exercício da Profissão e da Isonomia são afrontados com a exigência de aprovação nesse para poder-se exercer a profissão de advogado. Como expressa nossa Carta Maior,"TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI". Esse é meu entendimento e deixo aqui o meu desabafo.

Anônimo disse...

É um absurdo os bachareis que passam cinco anos cursando uma faculdade de direito, muitos por meios de crédito educativos e depois de formados nao tem o direito de exercer, acabam perdendo seus empregos, porque nao conseguem aprovar na OAB. E agora quem vai pagar esta conta? Em vez de controlar a entrada, a OAB deveria controlar mais aqueles advogados que agem de má fé.

Anônimo disse...

É incrivel esta discriminação aos novos profissionais que visam ingressar neste tumultuado mercado de trabalho.
Aqui no Sul a inscrição sai por uns R$ 150,00 incluindo as despesas postais, e as provas, realizadas em sala de aula de escola pública em condições precárias.
Quanto ao foco da discussão, creio que cabe sim a comparação com outros cursos superiores no que se refere a exames para o exercício profissional. De fato, um erro do advogado pode comprometer sim algum bem patrimonial do cliente, na pior das hipóteses, mas e quanto ao médico que trabalha diretamente com vidas, onde um erro pode ser fatal, assim como o engenheiro civil que constrói uma ponte ou um edifício. Enfim poderia escrever páginas sobre o assunto, masd minha opinião é de que devem ser melhor fiscalizados os cursos superiores e não atribuir ao bacharel em direito o pesso pela ineficiência do órgão competente.

Anônimo disse...

Sou de Porto Alegre/RS, me formei em uma das melhores faculdades do sul do país - UNISINOS, já fiz duas provas.
Na primeira prova fui aprovado na primeira fase, na segunda fase optei por fazer em civil (meu Deus!!! colocaram uma AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL na peça de Civil)não passei.
Na segunda prova consegui acertar 49, faltando apenas 1 questão p ir para a segunda fase novamente, o q não foi posível.
No meu ponto de vista, deveria existir uma tolerância, ao menos por um determinado tempo, para q fosse válida a aprovação que antes tive na primeira fase do outro exame.
Se a OAB pretende "filtrar" seus membros, por que não exige exame daqueles q antes entraram quanto o mesmo não era exigido???
Fica meu protesto, aguardo ansioso pelo Projeto de Lei 186/2006 do Senador Gilvam Borges

Anônimo disse...

Vocês já fizeram as contas do valor que OAB fatura em cada concurso? Sim, porque isso já virou um concurso. As pessoas que trilharam 5 anos a fio na faculdade, hoje estão sem profissão não são "nada" e o que é pior sabemos muito mais advogar do que muitos que já estão no mercado.Pergunto aos membros da OAB: Não estamos em época de reciclar? então vamos estipular um exame igualzinho ao q. temos, seria como renovação de carteira. Será que todos os "definitivos" passariam pelo teste?

Anônimo disse...

Proposta para OAB:
Como é tempo de reciclar, que tal fazer esse mesmo exame da OAB para ADV definitivos? Seria como renovação de carteira. Pergunto será que todos passariam? Já pensaram que vergonha não passar em um exame tão "fácil" como este, para que já esta há anos no mercado?

Anônimo disse...

A prova da OAB é uma máquina de fazer dinheiro: custos com a inscrição superiores a R$ 150,00;
cursinhos (R$ 1.500,00 a primeira fase, R$ 600,00 a segunda); a maioria dos ditos cursinhos pertencem a membros da seccional da OAB; nós que nos formamos massacramos em conhecimento os "queridinhos da OAB" - ORDEM DOS ASSALTANTES BRASILEIROS.

Quem é que paga a conta agora que terminamos a faculdade? Bacharel de direito é mais inútil que agulha de vitrola. Ao invés de nos punirem duplamente, por que (se é verdade que o que querem é selecionar os melhores do mercado e não só reserva de mercado)não fazem avaliações nas faculdades?

Anônimo disse...

A prova da OAB é uma máquina de fazer dinheiro: custos com a inscrição superiores a R$ 150,00;
cursinhos (R$ 1.500,00 a primeira fase, R$ 600,00 a segunda); a maioria dos ditos cursinhos pertencem a membros da seccional da OAB; nós que nos formamos massacramos em conhecimento os "queridinhos da OAB" - ORDEM DOS ASSALTANTES BRASILEIROS.

Quem é que paga a conta agora que terminamos a faculdade? Bacharel de direito é mais inútil que agulha de vitrola. Ao invés de nos punirem duplamente, por que (se é verdade que o que querem é selecionar os melhores do mercado e não só reserva de mercado)não fazem avaliações nas faculdades?

Anônimo disse...

Os adovagados que nunca fizeram o exame da ordem estão usando o mesmo como uma clausula de barreira para impedir a entrada de novos advogados no mercado. Qual o objetivo de tantas pegadinhas nas provas se no dia a dia as mesmas não estarão presentes nos casos concretos. O exame de ordem virou uma máquina de arrecadar dinheiro para a seccionais da OAB em todo o pais.

Anônimo disse...

A prova da OAB é ridícula. Se o bacharel não sabe o mínimo, como pode querer advogar? Pensemos também no povo, que tem direito a contratar um profissional minamente qualificado.

Maria Fernanda disse...

Existe nesta questão algo hierárquico, pois como sempre o lado mais fraco é sempre penalizado, dizem que é inconsc=titucional o cerceamento do direito de ir e vir, então como podemos ir a uma faculdade cursar algo para se profissionalizar se a instituição curadora desta profissão é a primeira a cercear tal direito, quer dizer que o alunado pode pagar 5 ou 6 anos de estudos e a faculdade receber este provenros, cinco ou seis anos de tempo perdido, dinheiro gastos com livros, passagens, etc.. uma dedicação sem igual para quando chegar a hora de exercer aquilo que para qual nos dedicamos sermos cerceados de forma criminosa, porque a OAB não chama no pé do ouvido as faculdades responsáveis por estes alunos e obrigam as mesmas a dar reciclagem para o alunado reprovado no exame de ordem, e o que dizer das ESAs, escolas de preparação na qual é uma outra fonte rentosa para a OAB, onde os alunos teem certeza de aprovação, como num pagou passou.. o fim do exame da ordem é um exercicio de democracia, é um grito de liberdade que será dado por todos.