terça-feira, maio 29, 2007

Kierkegaard (1813-1855)


Nascido em Copenhague, só abandonou sua cidade natal duas vezes, para curtas viagens a Berlim. Diplomou-se em teologia mas abandonou à profissão de pastor e viveu da renda deixada pelo pai. Dedicou-se à reflexão sobre os temas do nada, da angústia, da fé e do significado da existência.

Seu contemporâneo Hegel dizia que a parte não tem qualquer relevância com respeito ao todo a que pertence, o indivíduo só tem valor como componente da espécie. Conta somente o Estado. Para Kierkegaard, a única maneira de sair deste sistema sufocante era reivindicar a singularidade do indivíduo.

Afirmava que era possível distinguir três maneiras de viver: uma baseada na concepção estética, uma ética e uma terceira baseada na fé.

A vida estética era baseada na busca da máxima satisfação no tempo presente, procurando tornar inimitável e único cada instante da vida. Abomina a monotonia, mas dado que o instante é sempre fugaz é levado ao tédio e a monotonia. O desespero é a única saída da vida estética.

Por meio do desespero nasce a possibilidade de uma vida ética. Se a primeira é representada pela figura de Don Juan, a segunda é representada pelo bom marido. Ético é quem escolhe quem deseja ser e se impões a disciplina necessária para tanto. É fiel, observa as leis e respeita os compromissos assumidos. Mesmo assim é incapaz de realizar plenamente o indivíduo, pois não consegue eliminar os problemas fundamentais da existência.

Apenas a concepção religiosa pode responder ao problema do significado último da existência.

Segundo Kierkegaard a existência humana significa liberdade, a possibilidade de realizar-se em um dentre os infinitos modos possíveis. Esta escolha leva a angústia, que só inexiste nos animais e nos anjos. Um dos possíveis efeitos da angústia é o nada, a nulificação paralisante do indivíduo.

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