quarta-feira, maio 30, 2007

Sobre Renan

O discurso de Renan no senado foi uma das cenas a serem esquecidas da política brasileira. A Veja apresentou matéria acusando o senador de pagar uma pensão de 12.000, mais aluguel de 4.500 para uma filha e a mãe desta. Até aí seria um problema de foro íntimo de Calheiros. A questão é que o dinheiro estaria sendo pago por Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Junior. Gontijo e o advogado da jornalista beneficiada confirmaram a estória, e o primeiro chegou a afirmar que só podia dizer que o dinheiro não era dele e nem do senador...

Pois o presidente do senado levou a esposa e armou um dramalhão de quinta categoria em discurso na casa. Afirmou que sua intimidade tinha sido invadida. Posteriormente acrescentou que estava enfrentando um calvário, e que o faria sozinho.

O fato de ter tido uma amante, uma filha e pagar uma pensão é realmente problema única e exclusivamente dele. O problema não é este. Por que utilizar um Gontijo para levar o dinheiro? Se o dinheiro não era dele qual a origem? São perguntas fáceis de serem respondidas quando existe um motivo plausível. Por que sempre em dinheiro vivo? Qual o problema desse pessoal em fazer tranferência bancária? Será que nossas autoridades não confiam nos serviços bancários?

O que ninguém perguntou ainda é que pensão é esta de R$ 16.500,00? O senador é agora Mick Jagger? E porque não desmentiu Gontijo? Pelo contrário, afirmou que é um amigo de mais de vinte anos....

Lembrou-me de Palocci em duas ocasiões. Na primeira, ao negar as acusações de Buratti foi perguntado se o ex-acessor então estaria mentindo; disse que "não poderia afirmar isso...". Quando se descobriu da mansão em Brasília que freqüentava em companhia de bicheiros disse também que estavam invadindo sua privacidade...

Os senadores correm em sua defesa. Por trás da confusão pode-se observar as mãos do planalto no fazamento controlado de informações para a mídia. Não é à toa a campanha para enfraquecer o presidente do senado.

Existe um método e existe um grande beneficiado. Não é companheiro?

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