sexta-feira, agosto 31, 2007

Nota

Do blog do Cláudio Humberto:

Se denúncias envolvendo parlamentares provocam revolta, a qualificação de boa parte deles tampouco motiva o respeito dos eleitores. Na CPI do Apagão Aéreo, o coordenador de Prevenção de Acidentes da Infraero explicava que se medem as pistas dos aeroportos com “régua milimetrada” quando o relator Marcos Maia (PT-RS) interrompeu, com ar de especialista:
- Quadrada ou redonda?
- Redonda?!?! – espantou-se o depoente, em meio a gargalhadas gerais.

circo

Cávez "negociador"

O Globo noticia a entrada de Hugo Chávez como negociador, este é termo correto e não mediador, entre o governo colombiano e as FARC.

A agenda se tornou o primeiro ponto de negociação sobre a visita em que os dois presidentes deverão discutir a troca de 500 presos por 45 reféns das Farc - entre eles a ex-senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002. Ontem, Uribe recebeu um telefonema do presidente da França, Nicolas Sarkozy, a quem a família de Ingrid recorreu. Segundo fontes colombianas, o tema da conversa seria a possibilidade de um intercâmbio humanitário.

Na véspera, Sarkozy conversara com Chávez por telefone, a quem expressou "apoio completo" aos esforços para a libertação dos reféns. Sarkozy manifestou a Chávez sua vontade de "acompanhar seus esforços", informou o Palácio do Eliseu. Ele teria ainda pedido ajuda à Venezuela para obter provas de que Ingrid continua viva.


Chávez como mediador? Envolvendo as FARC? Só pode ser uma piada, e com endosso do presidente francês em uma bobagem sem tamanho.

Chávez e as FARC (junto com Fidel, Lula e o PT) são sócios no Foro de São Paulo. O objetivo é instalar o socialismo na América Latina. TODOS os citados neste parágrafos admitem esta associação com orgulho, apesar do silêncio da imprensa e principalmente da oposição; afinal, se um figurão oposicionista falasse sobre o assunto em público a mídia não teria como ignorar.

Mais adiante a reportagem faz a seguinte afirmação: "Há duas semanas, Chávez aceitou ajudar numa aproximação entre o governo colombiano e as Farc".

Aproximação? Como assim? As FARC são uma organização terrorista criminosa que vive do tráfico de drogas. Simples assim. Para dar uma certa justificação para seus atos afirma lutar pelo socialismo. Mas os colombianos sabem muito bem o que desejam. Tanto que a primeira reivindicação do bando é desmilitarizar dois municípios ocupados pelas forças armadas regulares e libertar 500 presos.

Uribe está enfrentando com coragem e aos poucos asfixiando as FARC. Seu país está se tornando mais seguro e crescendo por causa disso, o que não interessa ao Foro de São Paulo.

Daí o "empenho" de Chávez. Diz um princípio básico da luta contra o terrorismo: nunca negociar. Os governantes europeus e americanos muitas vezes "esquecem" este princípio quando os países envolvidos são latino-americanos.

Assim o governo americano pressionou o governo brasileiro para negociar a devolução de embaixador daquele país na época do regime militar. E agora Sarkozy faz o mesmo.

Muitos dizem que esta solução, negociar, é melhor pois leva à solução sem conflitos, sem vítimas. Não é bem assim. A desmilitarização dos dois municípios tornará o conflito menos sangrento? E a libertação de 500 presos? Vejam que normalmente os terroristas exigem a libertação de terroristas sempre que negociam com o estado. E o que fazem estes terroristas quando libertados? Vendem pipoca?

quinta-feira, agosto 30, 2007

Flamengo 1 x 1 Botafogo

Mais um empate

Ao contrário dos outros 4 jogos entre os dois times, foi a vez dos rubro-negros lamentarem o empate. Tudo porque além de saírem na frente e dominarem o primeiro tempo desperdiçando várias oportunidades de fazer o segundo gol e ficar com a partida, ainda perderam um penalti, com Souza, aos 30 da etapa final. A vitória teria colocado o time no pelotão intermediário, o empate pode jogá-lo novamente na zona do rebaixamento. Mas não se deve esquecer também que não era um adversário qualquer, mas um dos melhores times do campeonato.

A nota fica pelo estranho, para dizer o mínimo, comportamento do STJD. O Flamengo teve dois jogadores expulsos 8 dias após o jogo em que Túlio foi expulso. Pois o tribunal julgou os rubro-negros na terça e o alvinegro na quarta. Roger e Túlio foram suspensos, mas apenas Roger ficou sem condição de jogo pois a pena do botafoguense começa só hoje. Qual o critério?

Sai daí Lewandowski

Reportagem de hoje na folha:

“Em conversa telefônica na noite de anteontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), reclamou de suposta interferência da imprensa no resultado do julgamento que decidiu pela abertura de ação penal contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão. ‘A imprensa acuou o Supremo’, avaliou Lewandowski para um interlocutor de nome ‘Marcelo’. ‘Todo mundo votou com a faca no pescoço.’ Ainda segundo ele, ‘a tendência era amaciar para o Dirceu’."

Os esquerdopatas vão reclamar que o ministro estava em ligação particular e que portanto não poderia ter sido noticiado. É a mesma tese ridícula que usaram para defender Marco Aurélio "top top" Garcia e os mesmo Lewandowski no caso da troca de mensagens.

O ministro não foi flagrado em grampo ilegal, longe disso. Falou ao celular, em um restaurante público, andando por entre as mesas, em voz alta. Ao lado uma equipe da Folha jantava quando escutou o diálogo. Na democracia socialista defende-se que um jornalista, neste caso, deveria guardar para si o que escutou. Não gostam muito de imprensa, principalmente se a notícia é contra o governo. Mas esta, ainda, não é uma democracia socialista. O jornalista pode sim noticiar o que caiu em seu colo.

Este é um dos 11 juízes mais importantes do Brasil. Esse é o seu pensamento. Acusa os colegas de terem se intimidado com a imprensa, sempre ela. Pode ser até verdade, alguns como o prezado estavam mesmo com a idéia de "amaciar" para Dirceu. Heróico foi o prezado ministro que não se deixou intimidar e fez o que pode para salvar o petista quadrilheiro.

Deveria renunciar de imediato. Não há a mínima confiança mais em um voto de um ministro que afirma ter feito o possível para salvar Dirceu e se refere à decisão como "acidente de percurso". Esta expressão não condiz com um ministro do STF ao se referir a uma decisão do tribunal. Esta claramente em campanha. Os demais ministros deveriam pressioná-lo para renunciar. Mas o que se imagina é que caia no esquecimento; assim mais uma instituição vai se degradando.

Sai daí Lewandowski!

quarta-feira, agosto 29, 2007

Genuíno?

A mentira continua

Será lançado hoje no Palácio do Planalto com presença do presidente da república o livro "Direito à Memória e à Verdade", sobre o perfil dos mortos na "ditadura" brasileira. A obra é resultado da famigerada Comissão Especial sobre Mortos e desaparecidos políticos. Por que famigerada? Por que esta comissão é responsável por 17 mil reparações e existem 30 mil na fila. O total até hoje é de R$ 3,5 bilhões. O número de vítimas fatais é de 475 (segundo a própria publicação). Temos o pagamento inédito de indenização até para quem não era nascido.

Este na verdade é um primeiro passo. O próximo é conseguir revogar a lei da anistia, claro que apenas para o lado dos militares. Remetem ao exemplo da Argentina onde militares foram processados. Acontece que lá foram 30 mil mortes e a ditadura se refletiu em uma chaga social e divisão da sociedade. Aqui não. O exército ainda é uma das instituições mais respeitadas do país, bem acima dos políticos que o querem atingir. Lá se lutou pela democracia, aqui pelo comunismo.

E esta é a grande mentira que constantemente é propagada. Que os que lutaram contra o regime militar tentava e contribuíram para tornar o país democrático. Não lutaram. Quem lutou para isso o fez dentro da legalidade, sim a perversa "ditadura" deu espaço para protestos e outras formas de reação. Acreditem, havia até um partido de oposição. Procurem outro exemplo de uma ditadura com oposição organizada, com direito a partido político. A luta armada não era o único caminho. Quem o escolheu fez por sua conta e risco.

E a sociedade hoje paga pela escolha que fizeram através destas indenizações amorais. Quem foi torturado ou morreu sob custódia do estado, como Vladimir Herzog, deve receber sim indenização. Mas quem morreu de armas na mão, disposto a matar ou matando, como Lamarca, não. Este fez sua escolha e matou também. Por que deveria ser indenizado?

Se esta turma tivesse vencido, e nunca tiveram chance, teríamos adotado o regime cubano. E com ele teríamos muito mais do que os 30 mil mortos argentinos, por baixo uns 100 mil. E ninguém estaria falando hoje sobre anistia, aliás ninguém estaria falando sobre nada. Mas de repente, poderíamos ganhar uma olimpíada! Quem sabe?

O governo ao financiar e patrocinar o livro dá mais um passo em direção ao socialismo. É uma caminhada lenta, não pode ser rápida, mas ela existe. O Foro de São Paulo existe, e nenhum participante o nega, nem o presidente da república. Mas o assunto continua ignorado pela mídia brasileira, por que?

Querem rever a anistia. Mas só de um lado. Querem recuperar a memória. Mas só de um lado. Se alguns agentes do estado praticaram crimes, terroristas também o fizeram. Jogaram bombas em locais públicos, seqüestraram, mataram, justiçaram. Não conta também?

Defendem-se por considerar que lutavam por uma causa moral superior. Sempre aplica-se Maquiavel. Se é superior por que não deu certo em lugar nenhum do mundo? Por que Cuba não tem equipe de vela oceânica? Parece besteira mas esta última pergunta reflete muito.

Querem mais uma vez dividir a população brasileira, o que talvez seja a grande marca deste governo. Nunca se tomou tantas atitudes neste sentido. Faz parte da estratégia, o caminho seguro para o gramcismo.

Depois será tarde demais.

terça-feira, agosto 28, 2007

Todos os 40 indiciados

Não escapou ninguém da denúncia do Procurador Geral da República no caso do Mensalão. Aquele que os petralhas não cansam de falar que nada foi provado. O STF abriu processo para todos os 40 denunciados, agora oficialmente réus. A cúpula inteira do PT está lá, indiciada por formação de quadrilha e corrupção ativa. Esta é a face do partido do governo. Ainda existe os que defendem que são atos isolados, que são erros de pessoas e não do partido.

Não é verdade, tanto que o partido recusou-se a punir qualquer um dos indiciados. A comissão de ética do PT fez que não viu, e no congresso do partido receberam solidariedade dos demais partidários. É possível ouvir o silêncio dos intelectuais petistas. Não possuem coragem para dizer o que realmente pensam: que todos os crimes são justificados se levar em contra o bem maior que é a construção do socialismo.

Pois esta construção sempre andou de braços dados com a corrupção. É da natureza do sistema. É assim no Brasil e foi assim onde foi implantado. Abaixo vai a lista das denúncias aceitas no Supremo:

1 - Anderson Adauto: Lavagem de dinheiro; Corrupção ativa
2 - Anita Leocádia: Lavagem de dinheiro.
3 - Antonio Lamas: Formação de quadrilha e Lavagem de dinheiro.
4 - Ayanna Tenório: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha.
5 - Bispo Rodrgues: Lavagem de dinheiro; corrupção passiva.
6 - Breno Fischberg: Formação de Quadrilha; lavagem de dinheiro.
7 - Carlos Quaglia: Formação de Quadrilha; lavagem de dinheiro
8 - Cristiano Paz: Corrupção ativa; peculato, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas.
9 - Delúbio Soares: Corrupção ativa; Formação de quadrilha.
10 – Duda Mendonça: Lavagem de dinheiro; Evasão de divisas
11 - Emerson Palmieri: Corrupção passiva; lavagem de dinheiro.
12 - Enivaldo Quadrado: Formação de Quadrilha; lavagem de dinheiro.
13 - Geiza dias: Lavagem de dinheiro; Corrupção ativa; Formação de quadrilha, Evasão de divisas.
14 - Henrique Pizzolato: Peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
15 - Jacinto Lamas: Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva.
16 - João Cláudio Genu: Formação de Quadrilha; Corrupção passiva; lavagem de dinheiro.
17 - João Magno: Lavagem de dinheiro.
18 - João Paulo Cunha: Lavagem de dinheiro, corrupção passiva; peculato.
19 – José Borba: Corrupção passiva; Lavagem de dinheiro
20 – José Dirceu: Corrupção ativa; Formação de quadrilha.
21 – José Genoino: Corrupção ativa; Formação de quadrilha.
22 - José Janene: Formação de Quadrilha; Corrupção passiva; lavagem de dinheiro
23 - José Luiz Alves: Lavagem de dinheiro
24 - José Salgado: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas
25 - Kátia Rabello: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas
26 - Luiz Gushiken: Peculato
27 - Paulo Rocha: Lavagem de dinheiro
28 - Pedro Correa: Formação de Quadrilha; Corrupção passiva; lavagem de dinheiro.
29 - Pedro Henry: Formação de Quadrilha; Corrupção passiva; lavagem de dinheiro
30 - Professor Luizinho: Lavagem de dinheiro
31 - Rámon Hollerbach: Corrupção ativa; peculato, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha; Evasão de divisas
32 - Roberto Jefferson: Corrupção passiva; lavagem de dinheiro.
33 - Rogério Tolentino: Lavagem de dinheiro; Corrupção ativa; Formação de quadrilha
34 - Romeu Queiroz: Corrupção passiva; lavagem de dinheiro
35 – Silvio Pereira: Formação de quadrilha
36 - Simone Vasconselos: Lavagem de dinheiro; Corrupção ativa; Formação de quadrilha; Evasão de divisas
37 - Valdemar da Costa: Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva.
38 - Vinícius Samarane: gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro; Formação de quadrilha, Evasão de divisas.
39 – Zilmar Fernandes: Lavagem de dinheiro; Evasão de divisas
40 - Marcos Valério: corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas

Aí está a real face do governo Lula. O do presidente que nada sabia.

Cego...

segunda-feira, agosto 27, 2007

O Mundo de Sofia


"Sofia Amundsen", estava escrito no pequeno envelope. "Kloverveien, 3." Era tudo; não havia remetente. A carta não estava sequer selada.
Assim que Sofia entrou fechou a porta, abriu o envelope. Dentro encontrou apenas uma pequena folha, não maior do que o envelope que a continha. Nele estava escrito: Quem é você?
Nada mais. A mensagem não tinha qualquer fórmula de saudação, tampouco um remetente, só estas três palavras escritas a mão, seguidas de um grande ponto de interrogação.


Sofies verden (1991) Jostein Gaarder
Um dia uma jovem norueguesa chamada Sofia deparou-se com um envelope remetido para ela com uma única frase em seu interior: quem é você. É o ponto de partido para uma viagem de auto-conhecimento a partir de um curso original de filosofia. Através dele Sofia passa a enxergar o mundo de uma forma inteiramente nova e rica ao mesmo tempo que depara-se com um mistério que poderá explicar muito de sua própria existência. E dentro deste mundo o autor conta o que chamou no sub-título: um romance histórico da filosofia.

A primeira vez que ouvi falar deste livro foi em 1995. Não lembro qual, mas um jornal brasileiro começou a publicar reportagens ou trechos do livro em suas edições de domingo, ou algo assim. Estou sendo vago pelo simples motivo que não prestei devida atenção, muito devido à repulsa que a filosofia me causava na época. Achava-a simplesmente detestável e inútil.

E por muitos anos continuei com a mesma opinião. Até que ano passado resolvi exorcizar meus demônios particulares e, sem preconceitos, dar uma nova chance a ela. O resultado foi que rapidamente fui sendo cativado e hoje estou devorando livros sobre o assunto.

E assim comecei a ler O Mundo de Sofia. Acredito que este deveria ser um livro a ser lido por todo estudante brasileiro, se este gostasse de ler. A esmagadora maioria não gosta e orgulha-se de pegar resumos prontos para apresentar na escola. De forma que para a maioria seria inútil colocar este livro no currículo escolar.

É a porta de entrada para a filosofia. De forma bastante coloquial e agradável o autor apresenta um panorama dos principais pensamentos filosóficos ao longo da história. Mostra como a filosofia
pode ter um impacto real em nossas vidas, o que corresponde a minha própria experiência atual.

Em certo momento, logo no início do romance, o autor escreve sobre os filósofos: "eles acham que o ser humano não vive apenas de pão. É claro que todo mundo precisa comer (...) Mas ainda há uma coisa que todos nós precisamos. Nós temos a necessidade de descobrir quem somos e por que vivemos".

E desta forma Gaardner vai apresentando as principais perguntas filosóficas feitas ao longo do tempo e como os principais filósofos a responderam. Assim o mundo alcança outra dimensão para quem pensa nestas perguntas.

Para os que acham a filosofia uma perda de tempo, como eu até bem pouco tempo atrás, o romance recupera uma mensagem deixada por "um dos antigos filósofos gregos" há muito atrás: "a filosofia era fruto da capacidade do homem de se admirar com as coisas".

Mais do que um panorama histórico da filosofia, o romance é uma declaração de amor do autor. Um amor pela existência e por estas perguntas. Um alerta de que a humanidade não é apenas trabalhar dia após dia e conseguir pagar as contas ao final do mês.

Um livro genial que já nasceu clássico.

Um blog sobre literatura

Não chega a ser um blog de literatura, mas os comentários de um cara chamado Renato, de 19 anos, sobre os livros que leu. Chama a atenção a relevância das obras lidas, podendo ou não despertar a curiosidade de quem procura um bom livro para ler.

link

Notícias Populares

Depois de um longo tempo voltei ao teatro. Desta vez para ver o espetáculo Notícias Populares da Cia de comédia Melhores do Mundo. Foi realmente uma oportunidade para boas gargalhadas. Já tinha assistido um espetáculos destes brasilienses em 1998 no Rio de Janeiro. Algumas enquentes do grupo tornaram-se hits da internet, particularmente no Youtube. Basta entrar com melhores do mundo que encontra-se bastante material.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas...


Ligar para o Lula? Isso vai virar uma chacina!
(O sequestrador ameaçava matar um refém para cada erro de português...)


Maravilhoso! Saraiva!!!

Flamengo 3 x 1 Goiás

Enfim fora da Zona de Rebaixamento

Após 16 rodadas o Flamengo conseguiu sair da Zona do Rebaixamento, mas não do perigo. Foram 4 vitórias seguidas no Maracanã e aos poucos o time vai ganhando um padrão de jogo. Ontem o time sentiu o desfalque de um meia armador com Roger e Renato Augusto contundidos, mas empurrado pela torcida fez o dever de casa e venceu o Goiás. Uma vitória contra o Botafogo na próxima rodada é fundamental para sair logo de perto dos 4 últimos e chegar logo ao meio da tabela. Apesar do time ter 2 jogos a menos, são jogos duríssimos contra times que disputam o título ainda: Cruzeiro e Vasco. Portanto, melhor do que contar com estes pontos é vencer a seqüencia de 3 jogos no Maracanão que terá agora, e o mais difícil deles é justamente contra o Botafogo. Aí veremos que fôlego o Flamengo realmente tem.

domingo, agosto 26, 2007

Sentimentos

Sentimentos

Angústia, impotência.
dias que passam, momentos perdidos
injustiça, diante de nossos olhos;
selvageria, violência
mais uma bala perdida,
mais uma fila para enfrentar
desespero, agonia
gotas de chuva
tempestade que nunca passa.
hoje que nunca termina.

Humildade, desejo de ajudar
desejo de servir
mas não se compreende
machuca, incomoda.
Segure minha mão
estamos juntos, vamos em frente.
confusão, pequenez
Quem me ajuda?
Quem compreende os próprios defeitos?
Mais um dia de verão
mas uma flor que desabrocha na incompreensão.

Orgulho, preconceito, vaidade
E ela sempre junto
a inveja que os homens cega
que os rebaixa
que os liga ao mal.
Diante da felicidade, da alegria
pensamentos que torturam
não há justiça, Deus cruel
não sabes que o mundo me pertence?

Uma linda borboleta pousa silente,
todos a observam,
mas ninguém a vê.
Estou atrasado, não compreendes?
Não há tempo, nunca há.
Beleza? Contemplação?
Não é este o mundo que vivo.
O que é beleza?
Não são as rosas, ou a lua a brilhar
É ir ao shopping com dinheiro na mão.

Amor, transformação.
Uma tênue luz que rompe a escuridão
um arrepio na pele
o sorriso desafiante, o olhar que tudo expressa.
A lição que poucos compreendem,
que muitos confundem.
O amor que conduz e guia
que vence a maldade no coração
que nos faz enxergar
que há uma borboleta pousada na janela.

Ódio, raiva, rancor.
Vida que não é vida
sol que não mais brilha
ecos de uma mensagem perdida.
Sangue na calçada, choro de uma criança
alguém em casa não chegará
vingança, sempre fria e cruel
amor que não é amor,
possessão, opressão
o que faz com esta faca na mão?

Dor, solidão, abandono
chuva caindo sobre um rosto que chora
lágrimas que as gotas carregam.
Saudades, uma mão no peito.
joelho no chão, desespero
procurando respostas onde só mágoa encontra.
Sinto seu toque, seu carinho
ontem não acabou,
não pode ter acabado,
sem você quem sou?
pálido reflexo de uma imagem distante.

Resposta, onde estão?
Não compreendemos, não entendemos.
Não sabemos que perguntas fazer
nem onde buscar.
Não paramos um minuto
o ônibus já vai passar
o filme vai começar
o dia vai terminar.
Mas ao mesmo tempo...
... estamos imóveis.
conduzidos por nossos sentimentos,
por nossa estupidez.
folha levada pelo vento,
um dia de verão,
nuvens que apontam a tormenta
que nos levará para mais uma experiência em vão.

Olhamos para tudo e não olhamos para nada
sentimos tudo e não sentimos nada
amamos e odiamos
agredimos e acariciamos
ajudamos, ignoramos
procuramos respostas
olhamos, sim olhamos
para tudo e para todos
mas somos incapazes,
por vezes tememos
olhar para nós mesmos
e escutar nossas respostas.
escutar nossos corações e enfim entender
o que revelam nossos sentimentos
e enfim nos conhecermos.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Music From The Big Pink

Em 1966 Bob Dylan sentia-se limitado pelo folk totalmente acústico que praticava. Resolveu dar uma guinada na carreira e abraçar o som elétrico. Em Nova Iorque conheceu uma banda chamada The Hawks, que anteriormente tocara com Ronnie Hawkins. A banda era formada por Robbie Robertson (guitarra), Rick Danko (baixo), Garth Hudson (orgão), Richard Manuel (piano) e Levor Helm (bateria). Apenas o último era americano, os demais eram canadenses.

Dylan recrutou a banda e tocaram juntos na turnê de 1966 e logo depois gravaram o que viria a ser conhecido com Basement Tapes. Em 1967 The Hawks tornava-se The Band e assinava um contrato com a Capital Records. No ano seguinte lançavam seu disco de estréia, Musig From The Big Pink.

É considerado por boa parte da crítica como um dos melhores discos de estréia da história do rock e merece o elogio pois é realmente genial.

Apesar de canadenses tocavam a música americana na essência em temas inspirados fazendo uma deliciosa mistura de country, blues, jazz e principalmente o bom e velho rock'n'roll.

Neste primeiro disco Dylan contribuiu em 3 músicas e a maioria dos temas são de autoria de Manuel ou Robertson. A banda mostrava-se afiada e Manuel, Danko e Helm revezavam-se nos vocais.

Robertson presenteou-nos com a clássica "The Weight" e a magistral "Chest Fever". Manuel destaca-se com a parceria com Dylan em "Tears of Rage" e a insinuante "We can Talk". E ainda tem uma maravilhosa "This Wheel's on Fire" de Dylan/Danko e encerra com chave de ouro com "I Shall Be Released", presente de Bob Dylan.

As outras faixas não deixam o pique cair e mostram a força deste trabalho brilhante desta banda que já começava como uma lenda. Só para ter uma idéia do impacto do disco, Eric Clapton ao escutá-lo identificou o som que desejava fazer e iniciou o desmanche do Cream.

Diálogo dos ministros do STF: Uma vergonha

Parem o mundo e joguem o Brasil para fora. Perdeu-se a noção por completo. A democracia foi construída sobre o conceito dos 3 poderes independentes e harmônicos. O executivo e o legislativo brasileiro já mostraram sua podridão. Agora é a vez do STF mostrar-se à altura.

É de estarrecer saber que:
  1. Dois ministros conversam pelo msn ao londo de uma seção, e não uma qualquer, como se fossem dois colegiais burlando a aula em uma sala de informática.
  2. Pelo diálogo percebe-se que ambos estão combinando seus pareceres, o que afronta a norma da casa. E pior, percebe-se que estão fazendo pouco caso do procurador geral da república e que já tinham uma decisão tomada de antemão.
  3. Referem-se a um terceiro juiz, aquele que se declarou comunista e que afirmou procurar levar sua ideologia para suas decisões judiciais, que segundo eles já teria se decidido por rejeitar TODAS as acusações para todos os suspeitos. Segundo ele não há o menor indício de crime na multidão de provas apresentadas.
  4. Este mesmo juiz mostra seu assombro com a desocupação, pela PM de SP, de um prédio da USP invadido por estudantes. Diz que vai investigar e compara a ação dos policiais a uma ditadura, uma flagrante inversão do estado de direito.
  5. Fica claro que a decisão sobre o acatamento da denúncia do procurador está relacionado à substituição do ministro recém-aposentado Sepulveda Pertence. Uma vergonha.
Só isso já é suficiente. Ainda tem mais um bando de bobagens sobre a política do supremo e a visibilidade do relator. Esta é a mais alta casa da justiça brasileira. Tem como um país destes dá certo?

quarta-feira, agosto 22, 2007

The Last Waltz


Muitas vezes passei por locadoras e contemplei o DVD The Last Waltz. Na capa vem escrito o Último Concerto de Rock, título brasileiro para este filme de Martin Scorsese que retrata o último show do The Band, realizado em 1976. Mas por um motivo ou outro nunca aluguei o filme. Talvez por ter achado o título pretensioso demais, ou por não achar nada demais nas poucas músicas que conhecia da banda. Simplesmente seguia sem levá-lo.

Ano passado descobri o Ringo Starr All Star Band, como já comentei aqui neste blog. Na primeira formação dois ex-membros do The Band faziam parte da trupe de Ringo. E no DVD eles tocavam "The Weight", o que me fazia volta e meia sair cantarolando "take a load off fannie..."

Pois este fim de semana enfim peguei o filme.

A primeira imagem é uma recomendação de Scorsese: este filme é para ser ouvido em volume alto. De cara senti que vinha coisa boa por aí. E o que posso dizer? Que estou embasbacado desde que terminou a película? Pois digo: estou embasbacado desde que terminou a película.

Primeiro porque o filme é tudo que gosto na filmagem de um show e que raramente acontece. Não há privilégios, todos são mostrados em closes inspiradíssimos. O baterista, geralmente escondido, é mostrado em primeiro plano. Uma celebração.

Mas não é o principal desta obra. O principal chama-se simplesmente The Band. Como pude me enganar tanto sobre uma banda? Simplesmente fantástica, cativante da primeira a última nota do concerto. TODAS as músicas são viciantes, e não posso colocar novamente o filme que fico sem conseguir desligá-lo. Chega a emocionar.

Os atores? São estes 5 músicos talentosos: Robbie Robertson (guitarra), Rick Danko (baixo), Levor Helm (bateria), Garth Hudson (teclados) e Richard Manuel (piano). Uma formação curiosa com uma guitarra, piano e teclados. Quem canta? Todos, com excessão de Garth. Com destaque, na minha opinião, para Helm.

Atores coadjuvantes? Uns tais de Bob Dylan, Eric Clapton, Dr John, Ron Wood, Ringo Starr, Neil Young, Neil Diamond, Joni Mitchell...

Cada música é executada com uma paixão e uma entrega que raramente vi em uma apresentação. Eles estavam se despedindo e sabiam da importância daquele registro histórico.

As entrevistas que dividem o filme com o concerto revelam uma banda fascinante. Uma banda que começou como apoio para gente como Ronnie Hawkins, ganhou fama com Bob Dylan e alcançou brilho próprio em 1968. Ficamos sabendo, por exemplo, que Garth Hudson só pode entrar na banda porque cobrava uma pequena quantia dos outros membros para ensiná-los a tocar. Tudo porque sua família era muito conservadora e não o aceitariam tocando rock'n'roll; assim, conseguiu convencê-los de que na verdade estava dando aulas.

Não tenho outro adjetivo. Achei o filme apaixonante. Desde sábado que não escuto outra coisa que não seja The Band. Vale cada acorde tocado. Som honesto, tocado com vontade, a própria essência do rock.

Só não me arrependo de nunca ter assistido antes porque tudo tem seu momento certo na vida. E o momento do The Band era este.

Dizer mais o que?

Filmaço. Simples assim. Nota 10.

terça-feira, agosto 21, 2007

O Sócrates brasileiro...

O Ilusionista

The Illusionist, 2006
Direção e roteiro: Neil Burger
Elenco: Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel, Rufus Sewell

O Ilusionista foi lançado ao mesmo tempo que outro filme que trata do mesmo tema: O Grande Truque; e acabou sendo de certa forma ofuscado por este. Apesar da temática não possuem tantas semelhanças assim.

Enquanto que o Grande Truque se concentra na disputa entre dois mágicos, o ilusionista a disputa é entre o personagem de Norton, Eisenheim, e o inspetor chefe da polícia de Viena Uhl, vivido pelo sempre excelente Giamatti.

É um bom entretenimento onde fica a dúvida até onde os truques são mecânicos e até onde trata-se de mágica real, já que Burger não explica todos os truques do filme. Biel é que mostrou-se o ponto fraco do filme, perdida entre tão bons atores. Nota 7.

Kamel e sua tese sobre a popularidade do presidente

Ali Kamel escreve sobre a popularidade do presidente Lula em sua coluna de hoje no Globo. Apresenta um ponto de vista interessante.

Apesar do forte impacto da tragédia envolvendo o avião da TAM que atingiu o governo como pode ser constatado em pesquisas pós-acidente, a popularidade do presidente manteve-se estável.

Resumiu as análises da última pesquisa em três fatores principais que foram utilizados para explicar a manutenção dos índices da pesquisa de março: "a maior parte dos brasileiros é pobre, apenas 8% usam avião como meio de transporte e a maior parte do povo não teria capacidade crítica para ligar o acidente a alguma falha do governo federal".

Pois Kamel discordou inteiramente dos fatores apresentados. Primeiro porque as pesquisas mediram apenas, de maneira rápida, a avaliação do governo, sem entrar em maiores considerações. Os analistas estariam extrapolando os resultados apresentados.

O fato da maioria dos brasileiros serem pobres não invalidaria também a pesquisa, pois o discernimento existe em todas as classes sociais."Olhar para a decisão da maioria e, com olhos da minoria, julgar que a avaliação é positiva porque o povo não sabe julgar é uma pretensão descabida". Parte-se do princípio que a minoria está certa e a maioria errada, baseado apenas no grau de instrução, o que nem sempre caminha junto com a capacidade crítica.

O ponto que achei mais interessante foi sua análise sobre a influência dos programas assistencialistas do governo. Segundo Kamel, "o povo aprova estas políticas não porque seja incapaz de julgar, mas porque foi convencido que eram boas". E por que foi convencido? Porque nenhuma força política apresentou qualquer argumento de que assim não o seja; ao contrário, nas últimas eleições a oposição disputou com o governo a paternidade e prometeu um programa ainda mais generoso.

E é neste ponto que Kamel vai ao encontro do que escreveu Reinaldo Azevedo em sua última coluna na Veja. As oposições no Brasil não cumprem o que se espera delas em uma democracia: o embate político. Os partidos de oposição não aproveitam as oportunidades para se posicionar e se mostrar como uma alternativa real ao que está aí. E por isso permanece a sensação que é tudo farinha do mesmo saco, e portanto não há razão para mudar.

Kamel defende que uma democracia onde as idéias não são debatidas livremente em campanhas eleitorais perde sua essência, e torna-se perigosa.

E no Brasil, infelizmente, posições políticas sobre temas polêmicos são evitadas pelas campanhas. Tanto Lula quanto Alckmin mostraram-se dúbios toda vez que estiveram diante de questões desta natureza.

No fundo, o eleitor escolheu Lula porque ninguém foi capaz de convencê-lo que possuía alternativa melhor.

domingo, agosto 19, 2007

Curry Japonês

Ontem experimentei uma nova receita culinária, o Curry Japonês. É uma espécie de ensopado originário da Índia e a que fiz é a adaptação nipônica. Abaixo as fotos:





Apresentação na 38 RAPv

Fotos de minha apresentação na 38 RAPv em Manaus:

Início da apresentação


Perguntas


Entrevista

sábado, agosto 18, 2007

O verdadeiro cansado, sem aspas

Linchameto moral

Parte da mídia nacional está em franca campanha para linchar o movimento Cansei e caracterizá-lo como ilegítimo. Só nesta república de bananas mesmo.

Do que tenho lido, chama a atenção a ironia constante de Josias de Souza, a cobertura vergonhosa de Laura Capriglione e a chamada do evento de ontem pela Uol.

Começamos pelo último:

Óculos Gucci no rosto e um cartaz "Cansei do Lula, cansei de ver o Brasil apodrecer e não fazer nada" na mão. A empresária Jaqueline (não quis dar o sobrenome) era a síntese dos manifestantes no ato promovido pelo movimento "Cansei", encabeçado pela sede paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e sindicatos patronais.

Dentre 5000 mil pessoas o tal de Rodrigo Bertolotto elegeu essa Jaqueline como "síntese" do movimento. Posso imaginar o petista transvestido de repórter procurando no meio da multidão um óculos Gucci para satanizar através dessa pessoa o movimento todo. Aliás o termo empresário é bem amplo, no Brasil até camelô se caracteriza como empresário. O mais provável é que nem exista esta Jaqueline, a que não quis dar o sobrenome. Mas o mais importante é que mesmo que exista, mesmo que estivesse de óculos Gucci, por que ela estaria impedida de se manifestar? Onde na constituição está escrito que protesto só é permitido com atestado de pobreza e mesmo assim organizado pela UNE, CUT, MST e outros braços do PT?

Outro dia, entre outras, Josias de Souza postou esta nota:

O “Cansei”, aquele movimento de combate ao “deixa-pra-laísmo” que infelicita a vida nacional, ainda não arrebatou multidões. Mas atraiu um grupo singular. Tem elenco para dois ou três vídeo clips. E já consegue encher uma van.

Quem lê a coluna de Josias de Souza conhece a persistência com que ironiza o movimento e tenta caracterizá-lo como um efado dos endinheirados paulistas. E agora de um grupo pequeno de artistas, o suficiente para encher uma van. Afinal, artista que se preze só pode ser a favor da esquerda não é?

Mas delinqüente mesmo é Laura Capriglione. Faz tempo que já deveria ter deixado de assinar notícias e ter passado para o colunismo político. Uma notícia retrata o que aconteceu, de forma objetiva, procurando ser fiel aos fatos. A coluna apresenta a interpretação do colunista e suas digreções sobre o cotidiano nacional.

Laura não quer ser lida como colunista, quer se lida como notícia o que dá veracidade ao que escreve. A direção da Folha de SP comete um imenso deserviço ao matê-la onde está. Na invasão da USP este ano foi autora da tese de que os estudantes promoviam um movimento apolítico, uma espécie de maio de 68 francês com algumas décadas de atraso. Quando professores se manifestaram taxou-os como reacionários.

Sobre a manifestação de ontem escreveu:

‘Os artistas aqui na frente, por favor. Hebe querida, vem. João Dória...Wandeca, eterna Ternurinha; Agnaldo Rayol, a voz inesquecível...’, dizia o mestre de cerimônias, o advogado João Baptista de Oliveira, conselheiro da OAB, entidade que encabeça o movimento.” Estava lá também o Padre Antonio Maria. Como caracterizá-lo? Ora, é o “que casou Daniella Cicarelli e Ronaldo”. Hebe Camargo estava? Estava. A apresentadora “chegou a bordo de um Mercedes Benz F-65 preto, com motorista, e saltou na porta da OAB. ‘Eu sempre participei de movimentos. Tenho fotos minhas de 40 anos atrás, na rua. Eu sou do povo!’, disse ela, escoltada por seguranças”. Hebe estava acompanhada de uma amiga. Leiam: “Segurando por trás nos dois ombros de Hebe Camargo, a empresária Ana Luiza Massari, que se diz indignada, explica o que faz ali pendurada: ‘Eu não sou ninguém, sou só amiga dela. Na verdade, sou dona de uma clínica estética’, diz ela.” Entenderam?

O texto é pura delinqüência política, uma satanização do movimento. Vejam a ênfase que a jornalista coloca no carro de Hebe, na existência de um motorista e de seguranças. Não existe movimento promovido pelo PT ao longo da estória em que a origem do manifestante tenha ganhado linhas nos jornais. Mas é que eram todos pobres! Pior que tem gente que acredita nisso.

Nenhum deles aponta a maior verdade do movimento. Sim, existem empresários, existem artistas, existem endinheirados. Mas a maioria dos que participam são da classe média. Aquela que trabalha um ano para ganhar 7 meses de salário e financia o aumento do gasto público, as verbas indecorosas de propaganda e do gabinete presidencial, os programas de compra de votos, que pagam os salários destes mesmos jornalistas que o demonizam.

Tem gente que tem verdadeiro nojo dessa gente. Que acha que o devem se conformar em ser extorquidos pelo governo e ficar calados. A esquerda nunca conviveu bem com o contraditório, mesmo que em minoria, gosta mesmo de unanimidade.

Por isso o movimento incomoda, porque quebra a idéia de unanimidade do governo de Lula II. Dez pessoas com nariz de palhaço em uma inauguração de porta de serviço já é o suficiente para tirar o presidente do sério.

Aí está a força da minoria.

sexta-feira, agosto 17, 2007

A porta fechada

A porta se fechou,
não sei o porquê, nem a razão;
apenas cheguei, e assim a encontrei,
a porta fechou e do lado de cá fiquei.

Procuro motivos,
busco respostas,
nada encontro, nada entendo.
Só sei que aqui estou,
aflito, esquecido, esperando...
do lado de fora de uma porta fechada.

Sei que nossa caminhada fácil não foi,
houveram momentos que juntos estávamos,
e outros que já não mais nos entendíamos,
mas confiava e tinha fé...
na amizade que aos poucos construíamos.

Hoje estou aqui, a porta fechada,
circulo e circulo, busco uma brecha...
Sabes onde estou, sabes que procuro,
mas escolheste este caminho e fazer nada posso,
apenas aguardo e tento entender
porque aqui me deixaste.

Difíceis são os caminhos para a alma humana,
e perdidos muitas vezes nos encontramos.
Procuramos respostas, procuramos entender,
mas no escuro frequentemente nos achamos,
de lados opostos de uma porta fechada.

Avante, camaradas!

Bastaram uma meia dúzia de heróis que conseguiram furar o forte bloqueio policial e vaiar o governador do Rio e o presidente da república para tirar os dois do sério. Sérgio Cabral incitou a esmagadora maioria a vaiar a minoria que protestava, dando uma idéia do que entende por democracia. Lula utilizou mais um de seus discursos improvisados que não dizem nada com coisa nenhuma, afirmando que os que vaiaram eram jovens sem consciência política.

Os dois não aceitam que apesar de terem sido legitimamente eleitos, não foram e nunca serão por uma unanimidade. Isto só existe em Cuba, e bem sabemos como. A democracia pressupõe a existência de uma minoria, muitas vezes expressiva, que não votou nos representantes eleitos. A esta minoria cabe, entre outros, o direito de se manifestar livremente. Desde que de forma civilizada e sem violência.

Qual a arma que usaram ontem em Campos? Cartazes e nariz de palhaço. E foi o suficiente para levar os dois à reação. As pesquisas indicam que temos um presidente popular, mas que agora depende do trabalho da polícia para conseguir fazer um discurso com a unanimidade dos aplausos.

O que dá um sinal de esperanças para aqueles que não aceitam o estado de coisas que os petismo instalou no Brasil. Quer dizer que antes era tudo perfeito? Claro que não, mas a aliança do petismo-lulismo com nossa oligarquia política e todos seus males levaram o país ao ponto mais baixo de sua história.

E algumas pessoas estão acordando. O preço? Estão sendo taxadas de reacionárias, contra os pobres, golpistas, insensíveis; em resumo demonizadas pela esquerda e por grande parte da mídia a serviço da primeira. Até mesmo o bispo Odílio Scherer resolveu negar a eles o que não negou ao PCC.

Mas eles vão em frente, levando contra tudo e contra todos as esperanças de quem não pode protestar.

Avante, camaradas!

Em Manaus


Está chegando ao fim a semana em Manaus e meu re-encontro com a Amazônia.

O motivo da viagem foi a apresentação de um artigo da 38º Reunião Anual de Pavimentação versando sobre Projeto Geométrico de Rodovias baseado em Modelo Digital do Terreno e Software Livre.

O evento foi muito bom. A abertura contou com a presença do Ministro dos Transportes, o vice-governador e o prefeito de Manaus. O ministro Alfredo Nascimento conseguiu arrancar sorrisos na platéia ao afirmar que os acidentes nas estradas aumentaram porque as estradas melhoraram. Confesso que já tinha lido sobre este pensamento mas nunca o escutara ao vivo. Impressionante.

O número de trabalhos e expositores foi bem menor este ano; a distância e a crise aérea devem ter sido os responsáveis. Do curso de mestrado do IME éramos quatro, e tudo correu bem em todas as apresentaçãoes.

Foi bom também voltar a comer uma calderada de Tucunaré e pato no tucupi. Simplesmente me esbaldei.

Revi alguns caros amigos e mais um tanto de conhecidos. O Ávila conseguiu mais uma coleção de brindes, o Renato fez até pregão em praça pública para conseguir um taxi mais barato e o Binho... bem o Binho é o Binho...

Para coroar a boa semana o Flamengo ainda venceu o Fluminense jogando os últimos 20 minutos com 2 jogadores a menos.

Hoje estaremos novamente no aeroporto para seguirmos para o Rio de Janeiro. Já está em boa hora, confesso que estou morrendo de saudades dos meus três tesouros. Até!

terça-feira, agosto 14, 2007

Pensamentos sobre as nuvens

Estou sobrevoando a Amazônia agora, cerca de uma hora de Manaus. Finjo ignorar a pequena turbulência que estamos enfrentando, é a melhor política nos dias de hoje...

Houve um tempo que não tinha o menor receio de voar. Não, não tenho pânico com a coisa, mas hoje em dia sempre que tenho um vôo marcado eu repenso a vida, ou mesmo o sentido da vida.

Olhando pela janela não posso deixar de pensar que foi mais ou menos aqui que uma aeronave da mesma empresa e do mesmo tipo que esta encontrou o seu fim. No tempo de um minuto um vôo normal, onde pessoas conversavam, crianças brincavam, transformou-se em destroços.

Não posso ter certeza de que realmente existe uma vida após a morte, embora a razão e a fé me digam que sim. Afinal, se tudo se acaba em um instante, com nosso princípio vital se perdendo na atmosfera, qual seria o sentido de tudo isso? Uma brincadeira de mal gosto do acaso?

Hoje passei os olhos por uma reportagem com um cientista defendendo que deixar de ter fé e crer em Deus é um sinal de evolução. Não sei em que direção; a negação do transcendental e o estabelecimento de uma moral baseada em valores essencialmente materiais já se mostrou um desastre. Mesmo que seja por meio da razão.

Foi assim que o humanismo deu o início a uma caminhada que colocou o homem como centro da filosofia, e nos levou às duas guerras mundiais e duas bombas nucleares lançadas sobre populações civis.

Observando as nuvens e esta incrível máquina de voar não posso deixar de pensar que tudo isso não poderia ser obra do acaso, ou do caos; deve haver uma mão por trás de tudo isso, chamem de Deus ou outro nome que preferirem. Mas não estamos sós.

Aqueles quase 200 que pereceram, por aqui, há um ano atrás, não se perderam, não desapareceram. Existem e observam entristecidos que nada se ganhou com o triste fim que encontraram. Viram, de algum lugar, uma nova tragédia que poderia ter sido evitada, e cujos responsáveis um dia pagarão, mesmo escapando da justiça dos homens.

Daqui a pouco estaremos pousando. A razão e a fé nos dizem para não temermos um vôo de avião. Mas existem coisas que elas não alcançam...

No filme Dogma, dois anjos caídos se encontram em um terminal de desembarque de um aeroporto. Um dos anjos pergunta por que o outro gostava tanto daquele lugar.
Este respondeu que ali estava a humanidade no que tinha de melhor. Problemas eram esquecidos, re-encontros aconteciam, uma atmosfera de alívio ganhava o saguão. O fato de saber que estiveram a 14 mil pés de altitude e que poderiam perder suas vidas em um instante, fazia que colocassem de lado o orgulho e, mesmo por instantes, experimentassem uma dos sentimentos mais sublimes que possuímos: a humildade.

domingo, agosto 12, 2007

Rumo a Manaus

Bem meu amigos, estou na correria para arrumar minhas coisas para a viagem para Manaus onde vou apresentar um artigo na Reunião Anual de Pavimentação. Posts esta semana serão muito excepcionais, dependendo da disponibilizado de um computador e um ponto de internet. Ou seja, não será prioridade esta semana. Se não der, até a volta!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Atualizando os números do comunismo

JB Online:

TEZNO - Investigadores encontraram na localidade de Tezno, no norte da Eslovênia, uma vala comum que poderia ser uma das maiores da Europa, com os restos mortais de cerca de 15 mil vítimas da Segunda Guerra Mundial, informou nesta quinta-feira o jornal "Delo".

Segundo a publicação, que se baseia na investigação de uma comissão governamental eslovena, trata-se de uma trincheira antitanque de um quilômetro de comprimento e entre 4 a 6 metros de largura, cheia de ossos até 1,5 a 2 metros de profundidade.

Os objetos encontrados indicam que a maior parte das vítimas são soldados croatas fascistas e seus parentes, detidos pelo então Exército comunista iugoslavo.

Trata-se de soldados de forças pró-nazistas ou outras que no final da Segunda Guerra Mundial tentaram fugir da vitoriosa guerrilha antifascista, liderada por Josip Tito, para se entregar às forças aliadas na Áustria, das quais esperavam um tratamento mais humano.

No entanto, as unidades aliadas na Áustria os obrigaram a voltar à Eslovênia (então Iugoslávia), e então eles se tornaram prisioneiros de guerra do Exército iugoslavo.


Bem, o que dizer? Que me surpreende? Nem um pouco. Massacres como esse são comuns em todos os cantos do mundo onde o comunismo se instalou. Mas foram desvios!, afirmam. O socialismo não é isso que implantaram. Mas em todos os casos? Que ideal é esse que causou tantos massacres? Será que o problema não pode estar na própria ideologia?

O Mundo das Idéias de Platão

Se olharmos 20 cavalos lado a lado iremos verificar que nenhum deles é igual ao outro. Diferem na cor, no tamanho, nos defeitos. Mas saberemos que todos são cavalos. Por que temos esta certeza? Por que temos a imagem mental do que seja um cavalo.

Pois Platão interessou-se por este questionamento. Os filósofos anteriores a Sócrates, e por isso chamados pré-socráticos, se dedicaram a explicar os fenômenos da natureza e de que são constituídas as coisas. Alguns afirmaram que tudo era transitório, outros que nada mudava. Platão aproveitou as duas idéias.

Na natureza tudo era imóvel, mas ao mesmo tempo tudo mudava. O filósofo criou uma teoria de dualidade. Tudo na natureza é composto por duas partes.

Uma que alcançamos por nossos sentidos. Assim vemos o tamanho de um cavalo, sua cor, seus defeitos, sentimos seu cheiro, sentimos sua pele. É o que chamou de mundo sensível. E tudo que pertence a este mundo está em transformação, é transitório.

Mas a outra parte, que ele chamou de mundo das idéias, só é acessível pela razão. Neste mundo está a idéia do que seja um cavalo, a "forma" que "moldou" o cavalo. E o mundo das idéias é eterno e imutável.

O mais interessante, é que na sua teoria, este mundo da idéia existe antes do sensível. A idéia do cavalo existe antes do cavalo em si. Segundo Platão, as almas vivem no mundo das idéias e encarnam no mundo sensível esquecendo das idéias que existiam em seu mundo original. Quando tem contato com os cavalos através dos sentidos vai aos poucos lembrando da idéia de um cavalo. Esta idéia, que alcança através da razão, é o cavalo perfeito, eterno.

Desta forma, a alma existe antes do corpo, e em nosso mundo fica limitada pela matéria. O corpo é uma prisão para a alma. O bom é o mundo das idéias. O mundo da matéria é instável, aparente e tenta imitar sem muito sucesso o mundo das formas.

É claro que muita gente contesta esta idéia de Platão, a começar por seu discípulo mais famoso, Aristóteles. E você? O que acha?

O Brasil de Lula

quarta-feira, agosto 08, 2007

Juízes brasileiros

A esta altura já correu pela rede a sentença do juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho em que o togado escreveu:

5. Já que foi colocado, como lastro, este Juízo responde: futebol é jogo viril, varonil, não homossexual. Há hinos que consagram esta condição: "OLHOS ONDE SURGE O AMANHÃ, RADIOSO DE LUZ, VARONIL, SEGUE SUA SENDA DE VITÓRIAS...".

6. Esta situação, incomum, do mundo moderno, precisa ser rebatida...

7. Quem se recorda da "COPA DO MUNDO DE 1970", quem viu o escrete de ouro jogando (FÉLIX, CARLOS ALBERTO, BRITO, EVERALDO E PIAZA; CLODOALDO E GÉRSON; JAIRZINHO, PELÉ, TOSTÃO E RIVELINO), jamais conceberia um ídolo seu homossexual.

8. Quem presenciou grandes orquestras futebolísticas formadas: SEJAS, CLODOALDO, PELÉ E EDU, no Peixe; MANGA, FIGUEROA, FALCÃO E CAÇAPAVA, no Colorado; CARLOS, OSCAR, VANDERLEI, MARCO AURÉLIO E DICÁ, na Macaca, dentre inúmeros craques, não poderia sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol.

9. Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas, forme o seu time e inicie uma Federação. Agende jogos com quem prefira pelejar contra si.

10. O que não se pode entender é que a Associação de Gays da Bahia e alguns colunistas (se é que realmente se pronunciaram neste sentido) teimem em projetar para os gramados, atletas homossexuais.

11. Ora, bolas, se a moda pega, logo teremos o "SISTEMA DE COTAS", forçando o acesso de tantos por agremiação...

12. E não se diga que essa abertura será de idêntica proporção ao que se deu quando os negros passaram a compor as equipes. Nada menos exato. Também o negro, se homossexual, deve evitar fazer parte de equipes futebolísticas de héteros.

13. Mas o negro desvelou-se (e em várias atividades) importantíssimo para a história do Brasil: o mais completo atacante, jamais visto, chama-se EDSON ARANTES DO NASCIMENTO e é negro.

14. O que não se mostra razoável é a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicariam a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal...

15. Para não falar do desconforto do torcedor, que pretende ir ao estádio, por vezes com seu filho, avistar o time do coração se projetando na competição, ao invés de perder-se em análises do comportamento deste, ou daquele atleta, com evidente problema de personalidade, ou existencial; desconforto também dos colegas de equipe, do treinador, da comissão técnica e da direção do clube.

16. Precisa, a propósito, estrofe popular, que consagra:

"CADA UM NA SUA ÁREA,

CADA MACACO EM SEU GALHO,

CADA GALO EM SEU TERREIRO,

CADA REI EM SEU BARALHO".

17. É assim que eu penso... e porque penso assim, na condição de Magistrado, digo!

18. Rejeito a presente Queixa-Crime. Arquivem-se os autos. Na hipótese de eventual recurso em sentido estrito, dê-se ciência ao Ministério Público e intime-se o querelado, para contra-razões.

É vergonhoso que um juiz de direito possa escrever tamanha bobagem, e mostra simplesmente uma falha grotesca de todo nosso sistema judicial. Como pode uma pessoa dessas ser juiz? Como pode um juiz ignorar as leis em vigor para assinar uma aberração destas?

O pior é que não é o único. Este é apenas um caso conhecido.

Um que não ficou conhecido da imprensa mas que chegou ao meu conhecimento aconteceu no ano passado.

A Academia Militar das Agulhas Negras excluiu um Cadete por prática de cola. Prática que deveria ser seguida por toda universidade que se preze, fato corriqueiro no mundo civilizado. Mas o próprio juiz que julgou o processo movido pelo Cadete deixou claro que não é concebível no Brasil. Escreveu o nobre magistrado que não poderia concordar com a exclusão de um aluno por cola pelo simples motivo de dever a esta seu diploma de direito.

Então temos um juiz que admite que se não fosse pela cola não teria se formado e, em conseqüência, não estaria na posição de juiz. É um escárnio. Uma verdadeira vergonha e mostra que, no Brasil, um juiz é realmente capaz de qualquer sentença.

Infelizmente.

Vídeo

Excelente o vídeo produzido pelo movimento A Grande Vaia, reflete bem em poucos minutos o sentimento de indignação que levou ao acontecimento histórico no Maracanã.

Link

terça-feira, agosto 07, 2007

Política e Religião

Mais uma vergonha

Esta vergonha pode ser dividida entre governo e grande parte da imprensa brasileira.

Esta preocupada em demonizar os protestos contra o atual estágio de civilização que chegou o Brasil simplesmente se calaram diante de um ato vergonhoso do atual governo: a extradição dos dois cubanos presos pela polícia federal.

Podem notar: silêncio. Nem mesmo os porta vozes do petismo se manifestaram desta vez, a tese não permite uma defesa com um mínimo de coerência.

Depois de fugirem da delegação e se esconderem os dois cubanos foram presos e extraditados em tempo recorde. A PF afirma que eles manifestaram desejo de voltarem para Cuba, que haviam sido enganados.

Claro que foram. O fato de estarem escondidos e não terem se apresentado em qualquer embaixada de um país democrático para solicitar asilo já mostra que os promotores alemães não queriam correr riscos... de perder seus lutadores! Vejam que o asilo deveria ser em uma embaixada, já que o Brasil não concederia proteção aos dois.

E eles sabem disso, o que é bem pior.

O que temos até agora é a afirmação da PF que não desejavam voltar. Por que então a pressa para embarcá-los? Por que isolá-los da imprensa? É claro que Fidel pode até mostrá-los curtindo a vida numa praia da ilha. Faz parte da propaganda do regime. Mas os dois sabem que não há mais garantias para a vida de nenhum deles.

A coisa toda fica ainda mais nojenta quando se sabe que o Brasil concedeu asilo político em definitivo para o terrorista das farc, Camilo Collazzos, também conhecido como Padre Olivério Medina. Este seqüestrou e matou. Só que por um grupo terrorista com ligação fortes com o PT, pelo Foro de São Paulo (outro assunto ignorado pela mídia).

Assim temos um governo que fica contra um presidente que conseguiu enfrentar a violência de frente e colocar seu país no rumo de um futuro melhor, a Colômbia, e fica do lado de um ditador que já destruiu o futuro do seu, Cuba.

Sobre o silêncio cúmplice da mídia nacional.

Infraero: nada se aprendeu

Nada se aprendeu da crise aérea que tomou conta do Brasil. Todos os especialistas que opinaram nos diversos periódicos concordaram em um ponto: a infra-estrutura do setor deve ser tratada por profissionais, como em qualquer lugar civilizado.

A raiz da crise está, entre outros fatores, na gestão política do petista Carlos Wilson no comando da Infraero. Gastou 3 bilhões de reais em reforma cosméticas (e suspeitas) no aeroporto de Congonhas. Quando lembrado por Alckmin no debate presidentical Lula saiu-se com um agora famoso: "o povo de São Paulo deveria me agradecer por Congonhas...".

Depois, já com a crise escancarada veio o Brigadeiro José Carlos Pereira. Mas este é do ramo!, exclamam alguns. Não, nunca exerceu nenhum cargo na força ligado à área. Mas se "converteu" ao petismo ainda na campanha presidencial de 2002. O resultado fala por si só.

O novo presidente da infraero é o ex-deputado do PSB Sérgio Gaudenzi cuja principal credencial é sua atuação política pela esquerda. Justamente quando se espera uma solução técnica, como foi prometida pelo presidente, aposta-se novamente em solução(?) política. Vejam o que disse o novo burocrata:

O que o senhor conhece do setor aéreo?
Nessa área não conheço nada, porque nunca trabalhei em empresas desse setor. No entanto, não considero isso um impeditivo porque tenho minha formação em engenharia civil, o que dá muita flexibilidade a qualquer pessoa para conhecer as áreas de infra-estrutura.
Pois eu também tenho formação em engenharia e se me convidassem para ser presidente da Infraero só me restaria perguntar se meu interlocutor perdeu completamente o juízo.

E por estas atitudes que o governo é sim responsável pela crise aérea. E seus desdobramentos. E não para por aí. A cada dia anuncia-se uma futura crise energética. Quem o governo nomeou para presidente de furnas? Luis Paulo Conde, para garantir a aprovação da prorrogação da CPMF.

E ainda me espanto quando defendem que a solução para todos os nossos problemas é... mais estado!

E assim vamos contando nossos mortos...

segunda-feira, agosto 06, 2007

Os objetos do acidente da GOL

Levantaram na imprensa o problema sobre o desaparecimento de objetos pessoais das vítimas do acidente do avião da GOL no ano passado. Lembrei do relato de um colega meu do Exército que participou das buscas.

Ele contou que os militares ficaram especialmente revoltados com os indígenas do local, que segundo ele teriam saqueado tudo o que foi possível no meio dos destroços, sem demonstrar o menor sinal de remorso.

O ministro da defesa afirmou hoje não acreditar na culpa da Aeronáutica, já que outros órgãos tiveram envolvidos na busca. Esqueceu que os habitantes do local também estiveram por lá. Cabe uma investigação também.

Por fim, segundo relato deste colega, quem pegou pesado nas buscas e recolhimento de cadáveres e tal foi, para variar, o Exército. Os outros "atores" citados pelo ministro da justiça, recusaram-se a sujar as mãos.

São partes de uma tragédia que ninguém conta.

II Feijojota

Ontem tive o prazer de receber um grupo de amigos para comemorar comigo meus 34 anos. Foi uma feijoada e agradeço de coração a presença de cada um deles. Impossibilitado de colocar foto de todos neste espaço, coloco alguns flagrantes do evento e já peço desculpas por eventual esquecimentos!




Minha pequena grande família



Com meus pais e Lory



Grande amigo e mestre de matemática



É claro que teve discurso!



E bolo...



A motorista (Lorena) e a passageira (Barbie)

sábado, agosto 04, 2007

Aviso do blog

Este blogueiro está fazendo 34 anos este fim de semana. Não reparem a ausência, mas as atividades são muitas. Volto à carga na segunda!

quarta-feira, agosto 01, 2007

Divulgando...

Diogo Brilhante

A coluna de Diogo Mainardi na Veja desta semana é simplesmente brilhante. Confesso que foi a melhor que já li, e bate com algumas coisas que já vinha falando e escrevendo.

Trata da posse de Nelson Jobim no Ministério da Defesa. Parecia um ato de rotina. O clima era festivo, com risos soltos e um Lula soltando suas piadas como sempre. Em dado momento, como já tinha comentado aqui, ele disse era preciso ter "momentos de descontração para tornar uma vida menos sofrível".

Qual o problema? O problema é que o novo Ministro estava sendo empossado pela absoluta incapacidade do anterior de resolver o caos que tomou conta do espaço aéreo brasileiro. Não era uma ocasião para festa, à rigor não deveria nem ter cerimônia de posse. Publique-se e comece a trabalhar porque os aviões estão no céu. Era na verdade um momento que deixava claro que o governo era sim responsável pelas 200 mortes de Congonhas. Se não fosse não precisaria trocar seu ministro (faço questão do "m" minúsculo).

Aquela cerimônia só estava acontecendo por causa desta tragédia, e portanto não havia nenhum motivo para o riso do presidente. E não era só ele. Havia também, entre outros, Guido Mantega (o que disse que a crise se devia ao sucesso da política econômica), Celso Amorim (o que tenta a todo custo nos aproximar da Venezuela) e Marco Aurélio Garcia (top top top). Aliás a presença deste último demonstra toda a consideração que o presidente tem pelas famílias arrasadas de Congonhas. Em qualquer país com um mínimo de decência estaria demitido.

Mas Mainardi toca em outro ponto, que também tenho comentado. A falência da sociedade brasileira, e infelizmente não é no sentido econômico. Quem me conhece sabe que ando repetindo para quem quiser ouvir: não acredito mais no futuro do Brasil. Acho que já fracassamos como nação, como sociedade, como grupo humano.

O colunista defende que o espetáculo mostrado na posse de Jobim seria o momento em que o país se perdeu definitivamente. Naquele momento o presidente (também minúsculo) profanou os corpos de 200 brasileiros e o "triunfo da boçalidade predatória que caracteriza Lula e sua gente".

O Brasil perdeu o resto de civilidade que possuía. Não há mais nada. Apenas o fracasso total e irrestrito de uma sociedade. O Brasil já era.