domingo, agosto 26, 2007

Sentimentos

Sentimentos

Angústia, impotência.
dias que passam, momentos perdidos
injustiça, diante de nossos olhos;
selvageria, violência
mais uma bala perdida,
mais uma fila para enfrentar
desespero, agonia
gotas de chuva
tempestade que nunca passa.
hoje que nunca termina.

Humildade, desejo de ajudar
desejo de servir
mas não se compreende
machuca, incomoda.
Segure minha mão
estamos juntos, vamos em frente.
confusão, pequenez
Quem me ajuda?
Quem compreende os próprios defeitos?
Mais um dia de verão
mas uma flor que desabrocha na incompreensão.

Orgulho, preconceito, vaidade
E ela sempre junto
a inveja que os homens cega
que os rebaixa
que os liga ao mal.
Diante da felicidade, da alegria
pensamentos que torturam
não há justiça, Deus cruel
não sabes que o mundo me pertence?

Uma linda borboleta pousa silente,
todos a observam,
mas ninguém a vê.
Estou atrasado, não compreendes?
Não há tempo, nunca há.
Beleza? Contemplação?
Não é este o mundo que vivo.
O que é beleza?
Não são as rosas, ou a lua a brilhar
É ir ao shopping com dinheiro na mão.

Amor, transformação.
Uma tênue luz que rompe a escuridão
um arrepio na pele
o sorriso desafiante, o olhar que tudo expressa.
A lição que poucos compreendem,
que muitos confundem.
O amor que conduz e guia
que vence a maldade no coração
que nos faz enxergar
que há uma borboleta pousada na janela.

Ódio, raiva, rancor.
Vida que não é vida
sol que não mais brilha
ecos de uma mensagem perdida.
Sangue na calçada, choro de uma criança
alguém em casa não chegará
vingança, sempre fria e cruel
amor que não é amor,
possessão, opressão
o que faz com esta faca na mão?

Dor, solidão, abandono
chuva caindo sobre um rosto que chora
lágrimas que as gotas carregam.
Saudades, uma mão no peito.
joelho no chão, desespero
procurando respostas onde só mágoa encontra.
Sinto seu toque, seu carinho
ontem não acabou,
não pode ter acabado,
sem você quem sou?
pálido reflexo de uma imagem distante.

Resposta, onde estão?
Não compreendemos, não entendemos.
Não sabemos que perguntas fazer
nem onde buscar.
Não paramos um minuto
o ônibus já vai passar
o filme vai começar
o dia vai terminar.
Mas ao mesmo tempo...
... estamos imóveis.
conduzidos por nossos sentimentos,
por nossa estupidez.
folha levada pelo vento,
um dia de verão,
nuvens que apontam a tormenta
que nos levará para mais uma experiência em vão.

Olhamos para tudo e não olhamos para nada
sentimos tudo e não sentimos nada
amamos e odiamos
agredimos e acariciamos
ajudamos, ignoramos
procuramos respostas
olhamos, sim olhamos
para tudo e para todos
mas somos incapazes,
por vezes tememos
olhar para nós mesmos
e escutar nossas respostas.
escutar nossos corações e enfim entender
o que revelam nossos sentimentos
e enfim nos conhecermos.

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