quarta-feira, novembro 07, 2007

Existencialismo

Origem

Para entender o existencialismo, é preciso retornar ao seu momento histórico. Particularmente aos efeitos das duas guerras mundiais.

Até o advento da I Guerra Mundial, a filosofia vivia um momento de otimismo. O humanismo da idade moderna apontava o homem como um forte, capaz de resolver todos os seus problemas. Era a época do positivismo, do marxismo e do idealismo de Hegel.

A carnificina da guerra das trincheiras causou um primeiro abalo ao homem contemporâneo. Mas foi a experiência das duas bombas nucleares que marcariam a filosofia do pós-guerra.

Pela primeira vez se tinha noção que uma guerra nuclear poderia acabar com a humanidade, dar um fim à existência, o que refletiu no pensamento de dois importantes pensadores existencialistas: Heiddeger e Sartre.

Inverteu-se o pensamento de Aristóteles. Primeiro o homem existe, depois se define. A existência vem na frente da essência. O homem é um ser finito, e desta forma é lançado ao mundo; está sujeito à angústia deste mundo e não consegue uma solução para sua existência.

Tudo que o homem fizer, de bom e mal acaba com a morte. O homem será o que decidir ser.

Heidegger (1889-1976)

A raiz do pensamento de Heidegger está na fenomenologia; só é possível entender o homem por sua manifestação.

Em sua obra "O ser e o tempo", lança a idéia do "dasein", traduzido para "ser-aí". O homem é um ser contínuo, ele está existindo, vivendo, construindo. É um projeto que se constrói continuamente, até que encontra o nada, a morte.

Tudo que não pertence a sua existência é um utensílio, que ajuda ou prejudica o seu projeto, o que decidiu ser. A existência das coisas passa a depender da utilização que pode dar a elas, tudo gira em torno de sua existência.

A única realidade que não escolhe é a morte, é inevitável e não sabe quando e como acontecerá. A excessão é o suicídio, uma demonstração de liberdade diante do nada. O homem escolhendo como e quando morrer.

A consciência que a morte chegará e com ela o fim de sua existência, o ser diante do nada, é fonte sua angústia. O homem contemporâneo é um angustiado.

O próprio Heidegger sempre negou o rótulo de existencialista, se dizia fenomenologista, mas acreditava que o dasein poderia organizar o mundo, o que seria uma solução.

Sartre(1905-1980)

Sarte levou o pensamento de Heidegger adiante, e não teve medo de se assumir como existencialista.

O homem é um projeto frustrado, que nunca consegue ser o que pretende. Entretanto, pode mudar constantemente seu projeto, e por isso é livre. O homem é demiurgo de si mesmo.

Lançou a idéia de náusea, que era provocada pelo sentimento que invade o homem ao ver a contingência essencial e absurda do mundo real. Existe uma constante vontade de colocar algo para fora, e este algo é a liberdade. O homem é prisioneiro de sua própria liberdade, e quer se libertar dela. "O homem está condenado a ser livre".

O "outro" surge como uma manifestação de que o ser não é sempre o agente, é um limitador, que tira sua liberdade pois o julga, opina, corrige. "O inferno são os outros".

Conclusão

O existencialismo coloca o homem diante de si mesmo. A vida é um castigo e saber que sua existência termina com a morte, que é seu fim, acaba com qualquer tentativa de achar um sentido para a vida.

2 comentários:

Fabrícia disse...

MUITO BEM COLOCADA SUA VISÃO
ME AJUDOU MUITO EM UM TRABALHO SOBRE O EXISTENCIALISMO PÓS GERRA.
GRATA PELA COLABORAÇÃO

Fabrícia disse...

MUITO BEM COLOCADA SUA VISÃO
ME AJUDOU MUITO EM UM TRABALHO SOBRE O EXISTENCIALISMO PÓS GERRA.
GRATA PELA COLABORAÇÃO