sábado, novembro 24, 2007

Uma definição vagabunda

Se tem uma coisa que todo esquerdista tem horror é a tal da classe média. Não por acaso é a primeira a desaparecer em regimes socialistas. Vejam como Josias de Souza definiu o segmento:
Resta o brasileiro de classe média. Divido entre o desejo de viver como rico e o pavor de ganhar como pobre, é esse cidadão médio que mais torce o nariz para Lula.

É a falácia oriunda da visão dialética do conflito de classes do marxismo vagabundo. Afinal, existem os pobres e os ricos, a classe média é uma coisa esquisita que aparece no meio. Nem passa pela cabeça desse indivíduo que a classe média deseja apenas viver com dignidade, sem ser extorquida pelo poder público e ganhar um salário justo por seu trabalho. Quer oportunidade de crescimento, pagar um bom estudo para os filhos e um bom plano de saúde para não depender do circo de horrores oferecido pelo governo.

Ser rico é uma expressão da maldade, no mesmo texto fala que o " milionário não precisa do governo para desfrutar de sua pobreza de espírito". Isso quer dizer que a classe média tem um desejo pela maldade?

Josias de Souza deve estar pensando nos seus termos, imagino que seja um representante do segmento, ou um novo rico, pobre com certeza não é. Se é dessa forma como se vê, o problema é dele. Mas achar que todos temos os seus mesmos desejos, aí já vai uma distância gigantesca.

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