segunda-feira, dezembro 31, 2007

Melhores músicas de 2007

Minha lista das músicas que representam 2007 para mim. Como sempre, a maioria pertence aos anos 60 e 70, mas tem coisas mais recentes também.

All Right Now - Free
Este ano o Free esteve muito presente. Quando estive em Curitiba, gravei um video antigo com a banda tocando ao vivo. Esta música continua sendo um dos maiores riffs do rock'n'roll, e muito se deve à batida de Simon Kirke.

It Makes No Difference - The Band
Esta música já é uma das minhas prediletas. Tudo é perfeito aqui, a voz de Danko, as linhas de baixo, o solo de Robbie, o sax de Hudson. Escolhi a versão do Last Waltz porque este filme é simplesmente maravilhoso. E a entrada de Hudson ao final é arrebatadora.

What Is Life - Geoge Harrison
Do primeiro disco de Harrison, gosto particularmente do que era o primeiro disco (o disco saiu triplo). Neste ano, em que muito refleti, o título e a letra desta música já dizem muito: o que é a vida?

I Don't Want to Know (If You don't Want Me) - The Donnas
Energia pura. E letras ácidas que mostram que as mulheres também gostam de farrear.

Wait Until Tomorrow - Jimi Hendrix Experience
Foi difícil escolher uma música de Axis: Bold as Love, um disco que escutei e curti de ponta a ponta neste 2007. É o tipo da escolha que você se arrepende no minuto que fez ao pensar nas que ficaram de fora. Para mim, o melhor disco de Hendrix em toda sua curta carreira.

I Walk the Line - Johnny Cash
Nunca tinha escutado Cash, gostei. São lamentos, canções com muita alma.

Dance Tonight - Paul McCartney
Paul continua vivo, e nos brinda com esta pérola. A música evolui do bandolim ao rock mais tradicional, em uma seqüência bastante inspirada.

Cavern - Phish
Não há como definir esta banda dos anos 90 que foi totalmente despercebida no Brasil. Só cheguei a eles pela participação de Gordon no disco do Mule. A mistura de ritmos e estilos é fantástica. E olha que não costumo gostar deste tipo de mistura, mas no caso do Phish abro uma excessão. Ficou sensacional.

One - Ringo
Cada vez vejo como subestimei o baterista dos Beatles. Seus discos são muito legais, rock clássico, sempre com participações para lá de especiais. Vida longa ao Ringo!

Send Me a Postcard - Shocking Blue
Poderosa. Esta é a melhor definição que encontrei para os vocais de Mariska. Esta banda holandesa, anos 70, não fez sucesso por aqui. Apenas uma música é razoavelmente conhecida, incluída em algumas coletâneas da época. É uma pena, o som deles é muito bom mesmo.

She Knows - Thin Lizzy
Phill Lynnott e sua banda não poderia ficar de fora. Esta foi uma companheira constante no ipod.

Lookin'Out For No 1 - UFO
Classic Rock de primeira com Michael Schenker e cia.

25 or 6 to 4 - Chicago.
Confesso que sempre achei que o Chicago fosse uma banda mais pop, mais de baladas. Que nada, trata-se de uma banda de rock das boas. Esta música tem um solo de guitarra maravilhoso.

Walk Away - The James Gang Band
Este ano escutei muito esta banda, principalmente no início do ano. Joe Walsh é um gênio! Composições inspiradíssimas, um trabalho de guitarra fantástico. Um power trio que não teve o sucesso que merecia.

Ramblin' Man - The Allman Brothers Band
Escutei tanto os irmãos Allman que foi difícil escolher uma música. Descobri que os albuns dos anos 90 foram excelentes, e na dúvida entre os três discos da época acabei optando por um quarto, o primeiro album pós-Duane. Dickey Bets me conquistou com este contry rock, um registro raro seu nos vocais. O ritmo é contagiante, o solo sublime.

Banks Of The Deep End - Gov't Mule
Escutei tanto o Mule no primeiro semestre que considerei impossível que não pegasse meu primeiro lugar este ano. O disco tributo a Allen Woody é uma das maravilhas do mundo moderno do rock, e esta é a música símbolo do album.

The Weight - The Band
Pois é, mas fui assistir ao Last Waltz no meio do ano... e 90% do que escutei a partir daí foi da Banda. Nem tem como explicar, é paixão mesmo, uma destas ocasiões que você tem a certeza que o rock foi uma boa escolhar para musicar sua vida. Termino minha lista com um obrigado a Robbie, Rick, Hudson, Manuel e Helm por terem deixado um legado musical tão intenso como fizeram em apenas 7 anos. E The Weight é simplesmente mágica! Houve ocasiões em que escutei esta música 4 ou 5 vezes em seguida, além de tê-la tocado no violão outras tantas. É uma experiência espiritual, impossível de explicar.

sábado, dezembro 29, 2007

Reportagem na Veja sobre a Fé

Só agora fui ler a edição de Veja que saiu nas vésperas do natal e tinha por destaque a fé. Na capa, o título: "A Fé no terceiro milênio"; o sub-título: "A resistência da religiosidade em um mundo marcado pela descrença". Baseado na capa, que trazia a imagem de Maria com o menino Jesus, imaginei uma daquelas típicas matérias sobre a fé, celebrando a época de natal.

Enganei-me. A matéria se divide em três, todas de autoria de André Petry, colunista da revista. Na semana anterior fizera uma dura matéria contra a Igreja Católica pelo episódio do Bispo em greve de fome. Apesar de compartilhar com ele da mesma crítica, não concordei com os termos. Mas isto é outra estória.

Na primeira reportagem, não sei bem o por que, é feito uma comparação da rejeição do eleitor brasileiro a um candidato negro, mulher, homossexual ou ateu. Confesso que não entendi a relação, Petry refere-se a eles como minorias, tentando mostrar que existe um preconceito maior contra o ateu do que contra os outros. Não entendo porque não ocorreu ao jornalista se perguntar se o brasileiro entendia bem o que era ser ateu. Parece-me que não, e existe uma razão bem objetiva para este meu julgamento: elegeu e re-elegeu um ateu para a presidência duas vezes em primeiro turno e disputando contra ninguém menos que o atual presidente!

Depois, para argumentar que a moralidade não tem a ver com a condição de ateu, cita Hitler e Stalin. Dizendo que o primeiro se dizia religioso e Stalin, ateu. Não entendi também a associação de Hitler com a religiosidade, o que, em vida, nunca demonstrou. Existem vários exemplos de religiosos que cometeram e cometem atrocidades, por que não citar um deles? Por que procurar uma relação tênue que seja com um dos maiores monstros da modernidade? Parece que Petry precisava de um exemplo de peso.

A segunda parte da reportagem trata do confronto da ciência contra a fé. Aí acho que o autor foi ainda mais infeliz. Primeiro por que tratou da ciência como razão, são duas coisas distintas. A ciência que tratou no texto é aquela que se refere as experiências científicas, realizadas segundo um método aceito universalmente. O que Petry fez foi cientificismo, a crença de que nada está fora do campo da ciência, e o que não pode ser experimentada por seus instrumentos não é real. Deus não existe por não poder ser provado cientificamente.

Falar que a ciência tem um limite de atuação é considerado uma heresia por pessoas como Hawkins, Dawkins e talvez até Petry. Cita o exemplo de um biólogo descrito por Dawkins em sua pregação religiosa contra a religião "Deus, um Delírio", que ao constatar a incompatibilidade das escrituras com a teoria da evolução, abandonou a biologia e ficou com a fé, mas de forma triste.

Mais adiante coloca um lead que aponta que Igreja não gostou da idéia do átomo quando surgiu. Disse que a raiz do embate era histórica, que datava das primeiras idéias de Demócrito, descritas 5000 anos antes da era cristã! A Igreja Católica foi construída na crença da separação da alma do corpo, nada que a incompatibilize com a teoria atômica por esta tratar exclusivamente da matéria.

Petry também coloca a Teoria da Evolução como uma certeza científica, o que nunca foi.

Enfim, trata da religião segundo os critérios próprios da ciência, embora não faça o inverso. Pessoalmente acho que a religião considera muito mais as idéias da ciência experimental do que o contrário. Quem seria o intolerante então?

Outro ponto curioso, os ateus fundamentalistas (sim, eles existem) afirmam que nada prova a existência de Deus, por isso acreditar nele seria um ato anti-racional. Não vejo nenhuma prova, por outro lado, que Deus não exista. Por que esta certeza? O cientista ateu argumenta que a ciência exige a dúvida, e por isso é incompatível com a religião. Mas ele próprio não tem dúvida nenhuma em afirmar a inexistência de Deus.

Na última parte uma entrevista com o ateu do momento, o filósofo Sam Harris. Ele mesmo apresenta esta contradição, afirma que não há boas razões para acreditar em Deus e conclui que as pessoas mentem para si mesmas quando acreditam. Diz que a fé pode até ser benigna a nível pessoal, mas é prejudicial coletivamente. Nesta volto ao argumento de Reinaldo Azevedo: só conhecemos no mundo moderno um único exemplo de sociedade sem religião: o comunismo. O resultado, cada vez mais esquecido, são 20 milhões de cadáveres só na União Soviética. Mas o grande assassino da história foi a inquisição!

O impressionante é que estas reportagens tratam do embate da ciência contra religião, mas só retratam a Igreja Católica. Juro que não sabia que os católicos respondiam pela fé no mundo!

A ciência é absolutamente incapaz de tratar das questões metafísicas, mas os cientificistas consideram que por si só ela explique o mundo. Aristóteles, o precursor do próprio método científico, deixou em seus escritos que o conhecimento era construído por ligações lógicas precisas, mas a partir de premissas estabelecidas. A grande questão que colocou foi como escolher as premissas? Para o estagirita não havia como fazê-lo com absoluta certeza, mas segundo concepções mais prováveis, o que se buscava através da dialética. A ciência tira a dialética da jogada, considera tudo pelas suas ligações lógico-matemáticas. As premissas são estabelecidas absolutamente, como se fosse um consenso universal.

Não conseguem, assim, ter certeza sobre uma ameba. Mas pretendem ter a verdade sobre Deus.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Novo Blog

A política acabou tomando uma parte muito grande deste blog, que perdeu um pouco do seu caráter geral. Quando o criei, pretendia que fosse um registro de como vejo o mundo, de meus pensamentos, e da evolução de minhas próprias idéias.

De alguma forma, comecei a achar que não poderia conviver no mesmo espaço o aniversário de um filho com a última trapalhada do governo. Definitivamente não posso colocar no mesmo veículo, mesmo este humilde espaço, o lulismo e minha família.

Por isso resolvi escrever um outro blog, dedicado principalmente à política,com as com considerações sobre cultura, sociedade e pensamento, enfim, de tudo que ajude a entender os acontecimentos e desdobramentos da vida pública, principalmente brasileira.

De quebra, aproveito para testar um outro sistema, o Wordpress. Para quem se interessar, o blog chama-se Liberdade de Pensamento. Visitem!

terça-feira, dezembro 25, 2007

Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão

(Dialética Erística)
Arthur Schopenhauer

"Daí vem que, em regra geral, aquele que entabula uma discussão não se bate pela verdade mas por sua própria tese pro ara et focis (no interesse próprio) e procede per fas et per nefas e, como acabamos de demonstrar, não poderia fazê-lo de outra maneira."
Schopenhauer escreveu este texto curto sobre a Dialética Erística, como forma de se opor a Hegel e sua dialética como a própria evolução da humanidade. Trata-se de um texto inacabado, que reduz a dialética a uma disputa de indivíduos que desejam apenas vencer o adversário no campo da discussão, independente da verdade.

O filósofo Olavo de Carvalho apresenta uma introdução que explica como o texto se coloca em relação a dialética de Aristóteles, que Schopenhauer pretendeu estender, e os erros na interpretação desta base filosófica.

Dentro da pobreza da discussão intelectual no Brasil, Olavo coloca a edição deste livro como 'um empreendimento de saúde pública'. Acrescenta:

"Privado de debates sérios há quase meio século, nosso público se tornou vítima inerme de sofistas e charlatães, que hoje imperam não somente na política __ onde sua presença é mal sem remédio __, como também nos altos postos da vida intelectual, de onde deveriam ser banidos a pontapés."

Olavo seleciona exemplos atuais para mostrar a aplicação dos estratagemas apresentados por Schopenhauer, mostrando a importância de reconhecer a falsidade intelectual de muitos pensadores brasileiros.

Um dos estratagemas apresentados, que achei bastante interessante, é a manipulação semântica, uma das principais armas utilizadas pelo discurso de esquerda. Trata-se de escolher palavras ou expressões pejorativas para designar opiniões que quer refutar. Muito do politicamente correto encontra-se ali. Aliás, explica o obsessão dos socialistas em controlarem o uso da linguagem e definir palavras e seus significados.

É um livro para ser lido várias vezes e ser colocado na estante na parte de consulta freqüente. É uma obra fundamental para aqueles que lutam contra a impostura intelectual existente no debate atual, uma vacina para não ser surpreendido em discussões em que o objetivo do adversário é um embate pela vitória, independente do surgimento de uma verdade.

A introdução escrita por Olavo chama atenção para a função da dialética como um instrumento investigativo, que se completa com a utilização da lógica. A perversão de seu significado leva ao abismo entre o mundo real e o conhecimento, uma das raízes do grande mal que é a ideologia.

Embora Schopenhauer tenha se equivocado enormemente na interpretação do discurso aristotélico, mostrou grande senso de observação e escreveu um texto que não perdeu sua força pela passagem do tempo, ao contrário, só ganhou importância devido a cada vez maior manipulação intelectual, um dos males da modernidade.

domingo, dezembro 23, 2007

Reflexão

Tendo em vista este último post, este blog entrará em período de reflexão. Ficam os votos de boas festas para todos que passarem por aqui. Que Deus ilumine a todos.

Luto

Na sexta-feira minha vó nos deixou, tinha 91 anos.

Nestas horas, é um grande consolo acreditar que a vida não termina. Esta é uma grande força das religiões cristãs, a crença na vida eterna. Não fosse pela fé na existência de Deus, a dor seria irreparável.

Minha vó foi uma pessoa de personalidade muito forte, que realmente viveu a vida. Esteve lúcida até o final, o que para ela tornava ainda mais difícil a velhice. Deve ser muito difícil para uma pessoa que sempre foi muito ativa, que nunca gostou de depender de ninguém, se ver em uma posição totalmente passiva, de dependência, como esteve nestes últimos meses.

Ela deixou para mim muitos exemplos, de correção, de fortaleza, de vontade. A estória de vida dela caberia perfeitamente em um livro. Não é fácil ter enfrentado toda a família para viver um grande amor como ela fez. Renunciou a muita coisa para seguir o caminho que escolheu, e este caminho foi a vida.

Criou 7 filhas, todas pessoas maravilhosas, ricas, cada uma com uma parte desta pessoa marcante, que sabia se impor em qualquer ambiente. Todas elas possuem esta herança, genética e emocional, que carregam por suas existências.

Durante uma parte muito importante de minha vida convivi bastante com ela. Era uma companhia fascinante, sabia contar estórias como ninguém, estava sempre pronta para defender suas opiniões. Quem a conheceu não a esquece.

Sou o primeiro neto, o que sempre foi uma ligação especial entre nós. Não há nada que não fizesse para me agradar, acho que para ela nunca deixei de ser alguém que precisava de seus cuidados, e ainda bem que nunca fiz nada para que pensasse de outra maneira.

Hoje ela vive em espírito, estará sempre olhando por nós; orientando nossos pensamentos. A memória que guardo dela é a de uma senhora forte, decidida, de valores morais bem definidos, de intensidade. Neste momento, fico pensando na transitoriedade da vida. Ontem estava entre nós, hoje nos deixou. Se não fosse a fé na palavra de Cristo, em seu exemplo, seria algo extremamente sem sentido. Não vejo lógica nenhuma em não acreditar na vida eterna, em não acreditar na divindade. Como essas pessoas conseguem superar esta passagem obrigatória de nossa vida?

Orei muito por ela nestes dias e, sobretudo, pensei muito nela. Pedi para que a acolhessem neste outro mundo que só conhecemos por sombras. Que ela se recuperasse das dores deste mundo e que nos guiasse pelo caminho que ainda temos pela frente. Nós, que a amamos em vida, precisamos dela ainda mais agora. Sei que nunca nos abandonará, e um dia estaremos todos juntos novamente.

Por isso, não digo adeus a minha vó, no máximo um até logo. A maior homenagem que podemos prestar a ela é passar adiante tudo que nos ensinou. Toda vez que contarmos uma de suas estórias; que mostrarmos a um de nossos filhos o caminho correto; que rezarmos por ela; estaremos mantendo-a viva neste mundo tão difícil e ao mesmo tempo tão extraordinário.

Que descanse em paz.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Em Belo Horizonte

Cheguei ontem em Belo Horizonte; época de festas, sempre uma correria. Estou saindo daqui a pouco, vou para o centro. Meu foco: sebos e a galeria do rock, na praça 7.

Estou preparando um novo blog, só de política. Criei no Wordpress, que tem a facilidade de importar posts do blogger. O problema é que importou todos os posts e não consigo apagar em massa, para que fique apenas os da categoria de Política.

Isso é possível, parece, através de um plug-in, mas para o Wordpress instalado na máquina, o que exige um pouco de conhecimento para configurar e instalar o aplicativo. Estou em fase de pesquisas, vamos ver.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Mestre!

Deu tudo certo na defesa... agora sou Mestre em Ciências!

Este título tem uma grande importância para este blog, que foi criado com a idéia de ser um diário sobre o dia a dia e pensamentos durante o curso de mestrado. Pretendia que ficasse como um registro destes dois anos... mas a coisa foi mais além. Agora é hora de dar uma parada e reavaliar seu prosseguimento. Foram mais de 1500 posts!

A idéia é separá-lo em dois, um sobre política (que cresceu bastante de espaço aqui dentro) e outro sobre o restante. O problema é que a separação não é tão simples, a política é muito mais abrangente do que imaginamos. Veremos como vai ficar.

domingo, dezembro 16, 2007

Defesa

Estou em reta final, terça defendo minha dissertação para obtenção do grau de mestre em Engenharia de Transportes. O blog ficará em silêncio até lá... preciso de um pouco de concentração.

Sem palavras

sexta-feira, dezembro 14, 2007

5 discos em 2007

Não se tratam dos 5 melhores discos "lançados" em 2007, até porque dificilmente acompanho os lançamentos do ano. Esta lista são dos 5 discos que foram mais importantes para mim este ano, os que mais curti. Em sua maioria são mais velhos do que eu, fazer o que, nasci um pouco tarde demais.

  1. The Last Waltz - The Band

  2. Foi extremamente difícil escolher um disco da "Banda" para colocar em primeiro lugar desta lista. Acabei optando pelo início de tudo, ou o fim, dependendo do ponto de vista. Sim, foi o último concerto que fizeram, mas foi o meu primeiro contado verdadeiro com o espírito desta instituição musical. E o veredito é: uau! Como vivi até meus 34 anos sem escutar Robbie Robertson, Rick Danko, Levon Helm, Richard Manuel e Garth Hudson?


  3. The Deep End - Gov't Mule

  4. O Gov't era barbada para o primeiro lugar deste ano, no primeiro semestre só deu Haynes e cia. Foi superado apenas por uma banda que só pode ser considerada transcendental. Não importa, o que aprendi com o Gov't é que ainda pode surgir bandas que honram o passado, uma esperança nos dias de tanta bobagem sendo chamada de rock'n 'roll. Este disco é ainda especial, gravado em homenagem ao ex-baixista Allen Woody, juntou monstros sagrados do baixo para gravar música a música um disco inesquecível.


  5. Brothers and Sisters - The Allman Brothers Band

  6. Os Allmans também estiveram fortes este ano. Descobri que os três discos dos anos 90, com Haynes e Woody, são sensacionais. Quando estava me descabelando para decidir o melher deles, escutei com mais carinho este antigão. Betts mostrou que a vida continuava, mesmo sem Duane e Berry.


  7. Axis: Bold as Love - The Jimi Hendrix Experience

  8. Este para mim é o disco do Experience. É uma beleza atrás da outra, não dá nem para citar todas. "Little Wing", "Castles made of Sand", "Spanish Castle Magic", "If 6 was 9". Uma obra prima.


  9. Free Live - Free

  10. Ao vivo o Free crescia uma enormidade. Kossoff se soltava na guitarra, improvisando e soltando solos maravilhosos. Rodgers dominava o palco, Andy Fraser era um diamante bruto e Kirke tinha um batida que transformava riffs de guitarra em marcos históricos. Uma banda que merecia ir muito mais longe do que foi, mas as drogas derrotaram Kossoff. Infelizmente.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Em estado de graça

Depois de uma longa espera, chegaram os três cds que encomendei na Amazon. São eles:
  • The Band(1969)
  • Rock of Ages(1972)
  • Nothern Lights - Southern Cross(1975)
Todos os 3 albuns do The Band. Estou ainda embasbacado. Desde que conheci o The Who em 1996 não ficava tão maravilhado com um grupo de rock. Eles são simplesmente fantásticos! Não existe uma única música ruim em todos os albúns que escutei. A meta é ter a coleção completa, como não é muito grande, a tarefa não é das mais difíceis. Faltam 3 em estúdio, ainda chego lá. Com calma para não apressar as coisas boas da vida, como degustar o repertório de Robbie Robertson e cia.

Um bom argumento

Tratei aqui sobre o projeto de lei que garante o pagamento de um salário mínimo para a vítima de estupro que resulte em gravidez, caso a mãe opte (vejam bem, opte) por não abortar.

Não entrei em nenhum momento no mérito do projeto. Apenas critiquei a posição de uma entidade em defesa das mulheres e a tentativa de colocar o aborto como a única opção nestes casos. Aliás fui xingado por uma leitora que me acusou, entre outras coisas, de ser favorável ao estupro!

Sobre o projeto em si, nem sabia que ele existia. Li hoje um argumento bastante válido para sua derrubada. Como evitar a simulação de estupro? Como evitar mais uma indústria de indenizações indevidas? Só faltava agora existir um processo para provar que foi estuprada.

Estupro é um crime hediondo, acho que ninguém poderia sair da prisão antes de cumprir pelo menos uns 20 anos efetivo atrás das grades. Infelizmente nossas leis colocam o facínora em liberdade em menos de 5, e não raro voltam a cometer o mesmo crime. Mais uma vez nossa legislação, na dúvida, é a favor do criminoso, nunca da sociedade.

Eu tenho uma curiosidade

Nas últimas semanas uma série de pesquisas eleitorais foram divulgadas. Várias simulações foram realizadas, por mais esdrúxulas que fosse. Até mesmo Lula apareceu, mesmo que a lei, atual, não permita sua candidatura. Por que Geraldo Alckmin não apareceu para presidente? Por que não foi incluído em nenhuma simulação?

O fato de ter perdido a eleição em 2006 não é motivo para retirá-lo de qualquer lista. Serra perdeu em 2002 e estava em todas as simulações para 2006. Como Alckmin, também negava que se lançaria candidato. Por que a rejeição sumária ao nome do ex-governador?

Eu tenho uma curiosidade. Gostaria de saber como se comportaria o nome de Alckmin em uma lista. Mesmo com todas as bobagens feitas na campanha passada, o nome dele foi lançado nacionalmente. Fico imaginando se por acaso ele aparecesse como candidato competitivo, e acho até razoável que apareça, como ficariam os Serristas?

CPMF: primeira derrota

O governo sofreu a primeira derrota política desde que começou a era Lula, em 2003. Essa é a natureza correta da derrota, pois foi assim que o planalto resolveu tratar a questão.

Havia espaço suficiente para uma negociação, mas a arrogância prevaleceu. Lula confiou que os governadores da oposição conseguiriam os votos que faltavam, ao mesmo tempo que demonizava seus adversário. A todo momento, táticas terroristas. Ignorando o aumento anual da arrecadação (sempre motivo para cantar vitória), e o aumento do gasto público (segundo o presidente, choque de gestão é gastar mais), colocaram o imposto como necessidade para o sistema de saúde.

A oposição pode se preparar para a carga do presidente. Cada problema da saúde será tratado a partir de agora como culpa da derrubada da CPMF. Cabe à oposição desconstruir este discurso. É difícil, o jornalismo é pautado por sua excelência, os tocadores de tuba __ expressão criada por Reinaldo Azevedo __ estarão em campo.

Não foi propriamente uma vitória oposicionista; juntos DEM e PSDB não possuíam votos para reprovar a CPMF, nem meios de atrair aliados. A derrota foi do governo, que não conseguiu segurar os seus votos. Faltaram 4 votos, 6 senadores da base aliada votaram contra o tributo. Aliás, não teve votação importante que não tivesse sido aprovada com votos da oposição. E o que fez Lula com esses votos? Não perdeu uma oportunidade de culpar seus adversários por tudo de ruim que existe no país.

Talvez seja um ponto de inflexão. Talvez a oposição tenha finalmente percebido que não pode ficar ajudando o governo e receber pedradas em resposta. Existe uma tese que o momento favorável a um segundo mandato é o primeiro ano. Depois, o jogo político se volta para a sucessão e não se vota mais nada importante no Congresso. Lula é uma caso a parte, mantém sua popularidade mesmo após o desgaste de 5 anos na presidência, e a frente de um governo manchado de lama por todos os lados.

Mas fica a sua primeira derrota política no parlamento, o que é bom para a democracia. Nenhum governante pode atropelar o Congresso como tem feito.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Bolsa-Estupro?!?

Blog do Cláudio Humberto:

O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher escreveu uma carta de repúdio ao projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que prevê assistência financeira à mãe e ao filho fruto de estupro. O manifesto foi entregue ao relator da matéria na Comissão de Seguridade e Família, deputado José Linhares (PP-CE), pela representante da Rede Feminista de Saúde no CNDM, Lia Zanotta. A carta também foi protocolada na Secretaria da Câmara e distribuída aos outros integrantes da comissão. Para o Conselho, a proposta é mais um retrocesso no processo de democratizar o país. De acordo com a carta, o projeto contraria o Código Penal de 1940 que garante a interrupção da gravidez em caso de estupro. "A Constituição Brasileira estabelece que ter filhos é uma decisão da cidadã e que o Estado deve fornecer os meios necessários para que se possa exercer esse direito com dignidade", destaca a carta.


Estou tentando encontrar algum sentido nessa carta, mas está, por deverás, difícil. Como é que é? Pelo que entendi o tal conselho, que se diz defensor dos direitos da mulher, protestou contra um projeto que prevê assistência financeira à mãe e filho fruto de estupro? Parem o mundo que eu quer descer!

A argumentação é ainda mais esdrúxula. Primeiro porque relaciona "democratizar o país" com liberação do aborto. É aquela velha história, defender o aborto é ser progressista, ser contra é ser reacionário. Faz parte do "estupro" semântico da linguagem.

O mais curioso é que afirmam que a lei garante a interrupção da gravidez em caso de estupro. Garante ou permite? Por que uma ajuda financeira tiraria o direito de realizar o aborto? A lei permanece, o direito é assegurado. Ah, mas não querem o incentivo para a mãe manter a gravidez. Por que? Por que ofende tanto a esse pessoal que uma mulher, mesmo vítima de um estupro, queira ter o filho?

Estou cansado de eufemismos, "exercer esse direito com dignidade" é o mesmo que realizar o aborto. Por que não tratam as coisas pelo nome? Por que abortar significa o mesmo que "direito da mulher de ter filhos"?

Eu sei que as democracias mais avançadas consideram o aborto um direito da mulher. Só que em nenhum desses países a prática é uma unanimidade, longe disso. Existem protestos contra o aborto em qualquer lugar do mundo, e ai dessas pessoas que não entendem esse "avanço" da civilização, são todas reacionárias!

Nessa história fico com a tradição cristã. Aborto é um atentado contra a vida, é uma escolha que um dia será cobrada. Pois façam suas apostas. Uns com o humanismo, com o progresso da ciência e da civilização. Eu fico com a tradição, com os reacionários.

Uma vez Pascal afirmou que não poderia provar que Deus existe. Mas que se tivesse que apostar, era melhor apostar em sua existência. Não preciso apostar, tenho minha fé, e minha razão. E as duas me mostram que o aborto pode não ser um crime pelas leis dos homens, mas seguramente é pelas leis do criador.

Cachorro vascaíno?

Dois amigos conversando:

- Acho que o meu cachorro é vascaíno! - diz um deles.

- Ah, pára com isso! Imagina se cachorro liga pra futebol!

- Tô te falando... Você precisa ver, toda vez que o Vasco perde pro
Flamengo em finais, ele se esconde na casinha e fica chorando.
Quando o Vasco empata com o Flamengo ele vai pra cozinha e não sai
mais; fica todo cheio de graça...

- E quando o Vasco ganha do Flamengo em finais? - perguntou o amigo,
começando a acreditar.

- Ainda não sei... o cachorro só tem 11 anos !

domingo, dezembro 09, 2007

Top 5: Power Trios

Essa é bem difícil, ainda mais que eu adoro power trios! Primeiro que para tocar com um baixo, uma bateria e uma guitarra, os músicos têm que ser muito bons. Depois, o som fica bem dividido, ficando bem fácil para identificar cada instrumento.

Para fazer minha lista, considerei power trio as bandas com três componentes. Parece redundância, mas não é. Musicalmente não existe diferença de uma formação com três componentes e outra com quatro, sendo um deles apenas vocalista. Assim, o som do The Who, Free, Bad Company, Led Zeppelin é essencialmente de um powertrio, pois possuem apenas um baixo, uma bateria e uma guitarra. Para facilitar minha lista, deixei-os de fora.

  1. Grand Funk Railroad: uma das melhores bandas americanas de todos os tempos, lançou seus principais trabalhos com Mark Farner (guitarra e voz), Don Brewer (bateria e voz) e Mel Schacher(baixo). Foi cada petardo!
  2. Rush: esta incrível banda canadense é um marco do rock'n'roll. Até hoje ainda me emociono escutando "Tow Sawyer", é de arrepiar. Três músicos excepcionais: Geddy Lee (baixo e voz), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria).
  3. Motorhead: se tem uma coisa que sempre deixou Lemmy (baixo e voz) furioso foi ser chamado de banda de heavy metal. É rock'n'roll, com extrema velocidade, mas rock. Três obras primas em seqüência: Overkill, Bomber e Aces Of Spades. Na fase trio, contava com Eddie Clarke (guitarra) e Philty "Animal" Taylor (bateria).
  4. Jimi Hendrix Experience: sim, Hendrix era um gênio, mas contava com dois músicos fantásticos: Noel Redding (baixo) e Mitch Mitchell (bateria). É só comparar com o Band of Gypsys que veio depois.
  5. Gov't Mule: foi bom enquanto durou. Warren Haynes (guitarra e voz), Allen Woody(baixo) e Matt Abts(bateria) recuperaram com muito talento o conceito de classic rock. Infelizmente, Woody faleceu em 2000. Haynes continua sua cruzada, agora como um quarteto, mas a perda deste genial baixista foi irreparável.

The Police in Rio

Impecável a transmissão do concerto do Maracanã pelo canal Multishow. Mostrou como se faz. Transmissão ao vivo, sem intervalos comerciais, sem mala aparecendo a cada início de música para falar da emoção do público e anunciar qual a canção que está começando. O canal fez bem tudo que a Globo fez de ruim nos shows dos Stones e do U2. Ah! O principal: a qualidade do som estava excelente.

Gostei do show. Não sou um grande fã da banda, tenho só uma coletânea para escutar de vez em quando, mas estava muito bom. Não é daqueles shows de levantar estádio, simplesmente não é o estilo do Police. Seus temas são mais introspectivos, mais adequados para ouvir e curtir. Sting praticamente não interagiu com o público, para deleite de muitos que, como eu, acham o cara insuportável.

Gostei especialmente do Copeland. O cara fez de tudo com sua bateria, com muito bom gosto.

sábado, dezembro 08, 2007

TV do Lula

Sem vergonha de mentir

Lula ontem:

"Alguns senadores que não querem que o país dê certo querem abolir esse imposto, que é justo porque é distributivo, que só atinge 13 milhões de pessoas. É o famoso imposto do cheque. E 80% do povo brasileiro não tem cheque."

É uma mentira deslavada, por um único motivo: a CPMF incide na movimentação financeira das empresas, que naturalmente repassam para o preço dos produtos. Quem compra pão, paga CPMF. Simples assim.É só fazer uma conta, a arrecadação da CPMF é de 40 bilhões, como corresponde a 0,38%, quer dizer que incidiu sobre uma base de 10 trilhões de reais. Para ter uma idéia, o PIB brasileiro é de cerca de 2 trilhões. Dizer que só rico paga CPMF é uma mentira deslavada, própria de um mentiroso deslavado.

"Os que são contra são aqueles que adorariam sonegar, como sonegaram a vida inteira."

Uma vez me falaram que ao invés de ficar criticando o presidente, deveríamos ser construtivos, torcer para dar certo. É claro que a pessoa que falou comigo estava falando de Lula, porque de FHC nunca economizou adjetivos impróprios. O vagabundo(ver definição no aurélio, no sentido de vadio) me chama de sonegador e não tenho o direito de criticá-lo? Em um país mais ou menos civilizado, só essa frase já seria motivo para convocação do presidente para se justificar no congresso. Como não somos, e nem nosso congresso tem essa moral toda, fica por isso mesmo. Pergunta: se o FHC falasse a mesma coisa, o que estaria dizendo a imprensa?

"Sabemos que a hora em que tirar R$ 40 bilhões [do Orçamento], quem vai sofrer são prefeitos e governadores. Na hora de cortar R$ 40 bilhões, vamos ter que tirar de algum lugar".

Isso nada mais é do que chantagem explícita aos governadores do PSDB, que deveriam estar convocando entrevistas coletivas para perguntar, retoricamente, ao presidente o que quer dizer com a afirmação. Mas, como cordeirinhos, estão pressionando os senadores do seu partido a votar a favor da CPMF, um papelão, principalmente por parte de Serra e Aécio. A posição contra a CPMF é o único ato de oposição real em 5 anos de desastre petista e sua majestade reage dessa forma. O que quer? Nada mais do que uma oposição que não faça oposição. Isso tem nome, já foi testado no século XX, e os resultados falam por si só.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Novela da CPMF chegando ao fim

Está chegando ao fim a novela da CPMF, a única vez em que a oposição conseguiu, com as tucanadas de sempre, fazer a sua parte. Vai vencer? Improvável. Existem 53 senadores na base governista, o bufão brasileiro precisa de 49 votos. A tática de colocar com a oposição a responsabilidade pela aprovação do imposto (vamos chamar as coisas pelo nome) é mais uma tática guerrilheira de Lula II, no padrão rasteiro de sua forma de fazer política.

A investiga do governo em cima da oposição é devido a um único motivo: é mais barato conseguir um voto lá do que em seu bando. Os senadores governistas sabem que essa é a única lei que interessa nesse segundo mandato, aprovado a CPMF não vão arrancar mais nada de importante, daí estarem esticando a corda ao máximo para conseguir que o planalto pague o maior custo possível.

A oposição tem que votar unida contra o tributo. Do jeito que a coisa ficou, os 4 senadores que necessitam aderir à CPMF que o fizerem no fim de semana ficarão marcados por terem vendido caro seus votos. Que o governo pague o preço político por ser governo, é do jogo. Se fosse o contrário, como já foi, o plenário do senado já estaria uma balbúrdia com os apitadores de plantão. Como ficou evidente na semana, Lula (e o PT), são uma metamorfose ambulante.

Na espera

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Coisas que não entendo

Hoje fui na comemoração de fim de ano da escola de minha filha. Ela está quase fazendo 4 anos, está no jardim I. A apresentação reuniu todas as crianças da chamada pré-escola, de 2 a 6 anos de idade. Apresentaram o tema do semestre: aquecimento global.

Durante uma hora fiquei vendo as crianças dançando coreografias sobre a camada de ozônio, desmatamento da amazônia, reciclagem, extinção de espécies, etc.

Devo ser um cara muito reacionário mesmo, pois não vejo o menor sentido de colocar crianças desta idade trabalhando um assunto que não conseguem ainda entender. E nem vou entrar no mérito que o aquecimento global está me parecendo mais religião do que ciência.

Nesta fase, ainda não tem consciência crítica, e nem poderiam ter. Minha filha chegou em casa cantando uma musiquinha sobre as virtudes dos ecologistas, sobre a corrupção e guerras... qual o sentido disso tudo? Fazer lavagem cerebral? Por que não esperar estas crianças terem um mínimo de entendimento para apresentar-lhe semelhantes "reflexões"? Qual o sentido de ficar repetindo para minha filha, de três anos!, que o mico leão dourado está em extinção? Que o homem está destruindo o meio ambiente?

Sei lá, não sou pedagogo, longo disso. Mas imagino que deveriam ter com tema coisas como as cores, a natureza, a água, os animais, qualquer coisa que estivesse no entendimento delas.

Reclamam que as crianças estão amadurecendo cedo demais, que desenvolvem sintomas de stress e nervosismos. O que vi hoje foi colocarem minha filha como uma espécie de "mini-adulto". Teve até uma turma dançando um "rap da periferia", que por sinal achei de um mau gosto terrível. Devo ser muito errado mesmo, foi a hora que a platéia mais aplaudiu!

Sinceramente, espero que os estudiosos estejam certos e eu errado, odeio pensar que estão fazendo um mal para um filho meu. O problema é constatar que temos uma das piores ensinos do mundo. Os resultados desta semana mostram com clareza espantosa a nossa miséria na área; estamos nas últimas posições dos países avaliados.

Para refletir.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Poema do PT

Do blog do Cláudio Humberto:

Não é bem um poema, mas uma apropriação coletiva do célebre poema "Se" ("If"), do escritor anglo-indiano Rudyard Kipling (1865-1935), prêmio Nobel de Literatura. A obra dos internautas está em progresso e aceita sugestões para, quem sabe, criar o mais longo poema do mundo: "Se FHC fosse o presidente, o que faria o PT...

...Se a epidemia de dengue fosse incontrolável como agora? E a febre aftosa?

...Se ameaçasse faltar gás?

...Se os lucros dos bancos fossem tão vultosos como agora?

...Se houvesse tantos acidentes aéreos?

...Se houvesse o caos aéreo?

...Se o FHC comprasse um avião tão luxuoso?

...Se todos os amigos de FHC fossem corruptos?

...Se o FHC perdoasse a dívida de tantos países"amiguinhos"?

...Se tivesse um filhinho tão espertinho?

...Se as despesas do palácio aumentassem tanto?

...Se alguma ministra de FHC nos mandasse relaxar e gozar?

...Se a primeira-dama não fizesse p.. nenhuma, mas tivesse cartão de crédito ilimitado?

...Se FHC fosse o mentor do mensalão e dissesse que não sabia de nada?

...Se FHC aparelhasse o estado com milhares de empregos para os

"companheiros"?

...Se algum aspone do presidente nos mandasse tomar no c...quando caísse algum avião?

...Se a saúde pública estivesse um caos e FHC dissesse que estava "próxima da perfeição"?

...Se as escolas públicas fingissem que ensinam, e que os alunos fingissem que aprendem, e o presidente dissesse que pra ser presidente ou político não precisaria ter instrução, só intuição?

...Se FHC declarasse sempre que não sabia de nada?

...Se o FHC fosse amiguinho do presidente mais acusado que o Senado já teve?

...Se o governo FHC tivesse 37 Ministérios e Secretarias, tantos, que é difícil encontrar alguém que os cite (ministérios, secretarias e ministros) e esclarecesse suas finalidades?

...Se o Bolsa-família e suas variantes só servissem para compra de votos e incentivo ao crescimento da natalidade nas faixas carentes da população?

...Se FHC criasse uma nova TV pública para "a pluralidade da informação"?

Tudo muito tedioso na Banânia

O acordo foi fechado.

Renan Calheiros teve que renunciar, pois os valentes petistas não aceitaram sua palavra desta vez.

Horas depois foi absolvido no segundo processo, selando o acordo.

Agora vai ajudar na prorrogação da CPMF.

Tudo muito tedioso. E profundamente ético.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Fim do Brasileirão 2007

Como esperado, a grande emoção da última rodada foi a briga contra o rebaixamento. Estava envolvido o segundo time mais popular do país, o Corinthians, que acabou pagando o preço de todos os erros que cometeu nos últimos anos.

Muita choradeira contra a decisão da arbitragem de mandar voltar o penalti cobrado por Paulo Bayer, no jogo do Goiás, duas vezes. A reclamação não tem fundamento, se o atacante demorasse mais um segundo para cobrar, levava um carrinho de Clemer. O goleiro colorado adiantou muito, e se tivesse defendido a terceira cobrança, teria que voltar novamente, pois estava quase na linha da pequena área quando Elson decretou a vitória do time da casa.

A verdade é que o Goiás teve a sorte de enfrentar, na última rodada, um time que não disputava mais nada no campeonato, o Inter. O Corinthians enfrentava um que disputava ainda a Libertadores. Mas nem disso o timão pode reclamar. Os resultados no intervalo tiravam qualquer chance do Grêmio sequer sonhar com a vaga; no segundo tempo o time não jogou. E o Corinthians foi incapaz de se aproveitar da apatia tricolor.

Na parte de cima, o Cruzeiro ganhou a vaga que tentou jogar pela janela de tudo quanto foi jeito, graças ao Palmeiras, que perdeu em casa para o Atlético, em uma atuação inexplicavelmente sem qualquer vibração. Parecia que estavam mais preocupados em ver o rival afundar no Olímpico.

O Flamengo terminou em terceiro, contentando sua supersticiosa torcida que não gosta de vice-campeonatos, coisa de vascaíno.

O campeonato terminou com recorde de público desde a implantação do sistema de pontos corridos, mesmo com o campeão definido com muita antecedência. Na última rodada eram raros os times que não precisavam de resultados, mostrando que essa estória de tradição por mata-mata é conversa. Basta uma disputa justa, sem cartolagem, que o público comparece. Mesmo com o time lá embaixo da tabela.

domingo, dezembro 02, 2007

Esse Josias é uma comédia

Blog do Josias de Souza:

Pesquisa realizada pelo Datafolha constatou que 65% dos brasileiros rejeitar a idéia de alterar a Constituição para permitir que Lula concorra a um terceiro mandato consecutivo em 2010. O que mais chama atenção no levantamento, porém, é a revelação de que 31% dos brasileiros com direito a voto apoiariam a idéia.

Não é pouca coisa. Sobretudo considerando-se que Lula diz, em público, que não deseja permanecer no Planalto.


O que Josias não diz, é que Lula sempre teve um eleitorado cativo de 33% que votam nele em qualquer cenário. Existem outros 33% que nunca votam nele, e um terço restante que flutua. O que a pesquisa mostra, é que neste eleitorado que flutua, ele não tem praticamente nada. E dizer que Lula diz em público que não deseja permanecer no cargo é petismo puro. Nem vou dizer "petismo da pior espécie" porque isso implicaria na existência de um petismo da melhor espécie... o que é uma falácia.

A pesquisa é contundente: a tese da re-re-eleição é rejeitada pelo brasileiro. É um bom sinal, pois indica que apesar da popularidade de um presidente (que continua alta), não se aceita o solapamento das regras do jogo.

Outro sinal claro é a virada que Hugo Chávez está levando na Venezuela. Pode ganhar? Claro que sim, ainda mais com o controle da apuração de votos... mas ficou evidente que o país rachou. Para desespero de Marco Aurélio Garcia e seu séquito. O Foro de São Paulo vê a aventura chavista como o início da "socialização" da América Latina. Ela não virá por aclamação, como se imaginava. Parece que a Venezuela resolveu acordar e perceber que a democracia não é negociável.

E agora Ricardinho?

A situação para o levantador Ricardinho ficou muito complicada após o título da Copa do Mundo de volei disputada no Japão. Após a derrota na estréia para os EUA, a seleção venceu 9 partidas seguidas com apenas um set perdido, no último jogo, contra os donos da casa. A tese que sem Ricardinho o Brasil não teria como enfrentar de igual para igual as maiores potências do volei mundial desmoronou após a vitória implacável contra a Rússia e a Bulgária. O levantador pode ser o melhor do mundo, mas não é insubstituível. É bom começar a pensar nisso.