domingo, janeiro 06, 2008

Visconde Mauá

Já tinha estado em Mauá uma vez há 13 anos. Lembrava pouca coisa, estrada ruim, fomos em grupo, fizemos um churrasco à beira de um riacho, e voltamos no mesmo dia. Em resumo, nada de extraordinário.

Por causa desta viagem, acabei ficando com uma idéia de Mauá que na verdade se mostrou um preconceito, tendo em vista que não cheguei a visitar realmente seu potencial turístico, e acabei julgando o todo por uma parte. Por causa disso, morei os cinco últimos anos em Resende, a 40 km da localidade, e só agora, no apagar das luzes, fugi com minha esposa para passar dois dias lá.

Foi bem diferente do que imaginava. Sim, a estrada ruim ainda está lá, mas nada de outro mundo. A idéia que eu tinha de uma lugar sem nenhuma estrutura, habitada por hippies perdidos em pleno século XXI, mostrou-se para lá de errada. O que vi foi um conjunto de pousadas e restaurantes pitorescos e extremamente agradáveis.

Aqui cabe uma confissão. Desde que colocamos os pés em Resende, Eliene tem me cobrado uma ida à região. Fiz pouco, refutei, ignorei. No fim descobri que perdi a oportunidade de ter ido lá mais vezes. Mais uma para a minha galeria de arrependimentos e uma importante lição: nunca ignore os desejos de sua esposa! Afinal, mulheres possuem intuições melhores do que as nossas.

Chegamos no sábado, almoçamos em um restaurante japonês, que também é uma pousada. O proprietário é casado com uma nissei, que preparara os pratos. Já saiu em alguns jornais do Rio, como observamos em quadros na parede do estabelecimento. Chama-se Warabi.

Ficamos em uma pousada chamada Rio-Minas, fica bem no centro de Maringá, a principal vila da região e em frente de um barzinho muito legal, o Casebre. Ficamos a noite lá, comendo petiscos, tomando uma cervejinha e escutando MPB. A decoração e o ambiente eram um show a parte.

Visitamos lojinhas, compramos bugigangas, no dia seguinte voltamos. Demos uma parada na vila de Mauá, o que se revelou meio decepcionante. Nada demais por lá, o bom mesmo está em Maringá, conforme já tinham me avisado.

Vamos tentar ir uma outra vez antes de nos mudarmos, desta vez levando as crianças. Por mais que precisássemos de um tempo para nós dois, ficamos o tempo todo lembrando do Luan e Lorena. Não tem jeito, somos uma família; estamos sempre pensando nos ausentes. Aproveitar tanta beleza sem dividir com nossos dois pequenos é injusto. Devemos a eles uma nova visita.

Foi uma viagem bastante curta mas muito boa. Prometo que da próxima vez vou escutar melhor minha metade em suas intuições.

MPB no Casebre

Um comentário:

guerson disse...

Eu não sabia que vc ainda não tinha ido!! Eu adorei quando fui... Um dia ainda volto ;)