sexta-feira, abril 11, 2008

Crime de uma civilização

Volta e meia uma civilização comete um crime que pesará sobre ela por muito tempo. Não estou falando da justiça humana, esta tem alcance muito limitado. Estou falando de uma outra justiça, que vai além deste mundo. Não acho que os atos praticados neste mundo fiquem impunes, sempre haverá um acerto de contas, mais cedo ou mais tarde.

Estou lendo Reflexões Autobiográficas de Eric Voegelin. O filósofo trata um pouco de sua própria vida, suas influências, seus estudos. Ainda estou no início, no ambiente universitário que se formou em Viena, ainda na década de 20.

Diz ele sobre Hitler:

O fenômeno de Hitler não se esgota em sua pessoa. Seu sucesso deve ser situado no quadro geral de uma sociedade arruinada intelectualmente ou moralmente, no qual figuras que em outros tempos seriam grotescas e marginais podem ascender ao poder público por representarem formidavelmente o povo que as admira.

O nazismo é um dos maiores exemplos quando se fala de crimes coletivos. Voegelin acreditava que a responsabilidade não poderia ser jogada apenas no colo de Hitler. Deveria ser dividida, não só entre seus seguidores mas também entre seus entusiastas, admiradores e mesmo aqueles que apenas o aceitaram. O nazismo foi um crime que deve ser dividido por grande parte do povo alemão de sua época.

Hoje vejo um outro crime na civilização ocidental, principalmente nas nações progressistas da União Européia, Estados Unidos e Canadá. Este crime é o aborto. Existem dezenas de argumentos para defendê-los, pois escolham; depois assumam suas responsabilidades. Pois é um crime que será cobrado de cada um e da civilização como um tudo.

Estou sendo duro, eu sei. Mas existem momentos que temos que ser duros em nossos princípios. Hoje li um texto de um colunista que desprezo, o mensaleiro da ditadura Carlos Heitor Cony, que mostra a extensão da selvageria que está sendo cometido sob o eufemismo macabro de "direito de escolha". Cony comenta um livro lançado recentemente na Inglaterra por dois jornalistas que investigaram o comércio de fetos. Cita um trecho do livro que reproduzo aqui no blog:


Contam os jornalistas: "Quando nos encontramos em seu consultório, o ginecologista pediu à sua secretária que saísse da sala. Sentou-se ao lado de Litchfield, o que melhorou a gravação, pois o microfone estava dentro da sua maleta. O médico mostrou uma carta:
- "Este é um aviso do Ministério da Saúde", disse, com cara de enfado. "As autoridades obrigam a incineração dos fetos... não devemos vendê-los para nada... nem mesmo para a pesquisa cientifica... Este é o problema...."
- "Mas eu sei que o senhor vende fetos para uma fábrica de cosméticos e... e estou interessado em fazer uma oferta... também quero comprá-los para a minha indústria..."
- "Eu quero colaborar com o senhor, mas há problemas... Temos de observar a lei... As pessoas que moram nas vizinhanças estão se queixando do cheiro de carne humana queimada que sai do nosso incinerador. Dizem que cheira como um campo de extermínio nazista durante a guerra."
E continuou: "Oficialmente, não sei o que se passa com os fetos. Eles são preparados para serem incinerados e depois desaparecem. Não sei o que acontece com eles. Desaparecem. É tudo."
- "Por quanto o senhor está vendendo?"
- "Bem, tenho bebês muito grandes. É uma pena jogá-los no incinerador. Há uso melhor para eles. Fazemos muitos abortos tardios, somos especialistas nisso. Faço abortos que outros médicos não fazem. Fetos de sete meses. A lei estipula que o aborto pode ser feito quando o feto tem até 28 semanas. É o limite legal. Se a mãe está pronta para correr o risco, eu estou pronto para fazer a curetagem. Muitos dos bebês que tiro já estão totalmente formados e vivem um pouco antes de serem mortos.
Houve uma manhã em que havia quatro deles, um ao lado do outro, chorando como desesperados. Era uma pena jogá-los no incinerador porque tinham muita gordura que poderia ser comercializada. Se tivessem sido colocadas numa incubadeira poderiam sobreviver mas isso aqui não é berçário.
Não sou uma pessoa cruel, mas realista. Sou pago para livrar uma mulher de um bebê indesejado e não estaria desempenhando meu oficio se deixasse um bebê viver. E eles vivem, apesar disso, meia hora depois da curetagem. Tenho tido problemas com as enfermeiras, algumas desmaiam nos primeiros dias."


Que cada um assuma sua posição, mas que assuma também sua responsabilidade. Esta é a maior chaga da atual civilização e parte da degeneração moral de nossa época. Volto à Voegelin que afirmava que Hitler foi um produto da miséria intelectual do povo alemão. Não seria o aborto a maior demonstração da miséria moral a que chegamos?

Sempre que se fala em aborto aparece alguém para falar que não podemos julgar. Há uma confusão nesta frase que tem sua origem em Jesus Cristo. Referia-se à condenar. Cristo dizia que ninguém poderia condenar uma mulher pecadora se compartilhavam do pecado. O julgamento é outra coisa. Não somos ninguém para julgar os outros, mas estamos a todo momento julgando atos, queiramos ou não.

Querem nos convencer que a liberação do aborto é uma conquista da humanidade, um sinal de progresso e a prova seria que a maioria dos países desenvolvidos o adotam. Poderiam dizer que a maioria dos países que se afastaram de Deus para refugiar-se no ateísmo também. E consideram ainda que o religioso é um obscurantista! Que o ateísmo é sinal de iluminação!

Pois que fiquem com o progressismo, a iluminação e todas as razões juntas. E com a responsabilidade de estarem fazendo parte deste mal que a humanidade padece. Eu prefiro minha fé, meu senso moral, minha razão. Todos eles apontam para a mesma verdade, e estou disposta a ir com ela quando partir desta vida.

Quantos abortistas estão dispostos a defender a sua quando chegar a hora?

9 comentários:

guerson disse...

Eu sou contra o aborto, acho que a sociedade tem que fazer de tudo para dar à mulher outra opção, mas sou igualmente contra a sua criminalização. Ou seja, pode me colocar no rol dos que defendem o direito de escolha.

Não se iluda - nem nos países onde o aborto é permitido a mulher que o pratica sai incólume. Ela paga pelo ato durante cada dia da sua vida e provavelmente pagará por ele em sua proxima encarnação. O aborto, por mais terrível que seja, existe desde que o mundo é mundo e que a primeira mulher concebeu. A legalização do aborto, quando feita da maneira apropriada, permite que a mulher passe por um aconselhamento psicológico antes de ter que tomar a decisão, eliminando assim aquelas situações em que a mulher o faz num ato de desespero, sem contar pra ninguem. Elimina também o mercado negro de pessoas imorais que ganham rios de dinheiro vendendo seus serviços e se aproveitando da vulnerabilidade de mulheres nessa posição.

Acho que são por esses e outros motivos que existem muito menos abortos em países onde a prática é legal do que em países onde este é criminalizado.

Não o condeno por suas convicções e não gostaria de ser condenada pelas minhas. Nessas horas, temos que ouvir a voz da nossa consciência e a minha é bem clara nesse sentido. Eu não teria o menor problema em encarar de cabeça erguida meu julgamento.

Marcos Guerson Jr disse...

Sabia que estaria colocando as mãos em um vespeiro com meu post. Não me importo. É uma questão que coloco como fundamental e como disse, comparo ao nazismo. Aliás, no fundo filosófico existem algumas semelhanças de princípio em muitos argumentos que escuto por aí.

Muitos que defendem a liberação dizem que são contra o aborto como princípio. A grande maioria mente deslavadamente. É uma maneira que encontraram de fugir à questão moral, afirmam ser contra mas que deve ser permitido por não ser possível proibir.

Não concordo com este raciocínio. Acho que a lei proibindo é uma senhora barreira para quem deseja levar adiante a decisão de abortar. Até porque reduziria drasticamente o número de médicos dispostos a encarar a parada. Duvido que o número de abortos praticados nos Brasil chegue perto do praticado nos Estados Unidos. O número que escutei foi de mais de um milhão de abortos em 2006. Na minha modesta opinião é um genocídio.

Além do mais se este pensamento fosse generalizado também serviria para, por exemplo, o estupro. A lei não permite e o criminaliza. Mas está sempre acontecendo, principalmente entre os mais pobres. Seria uma solução razoável permitir o estupro? E se uma equipe de psicólogos ajudar o candidato a estuprador a decidir? Não poderia também ser um direito de escolha para ele? E para o assassino? Também?

Estou sempre falando contra o poder do estado sobre os indivíduos. Existe um limite, este limite é a vida humana, para mim inegociável. Por isso sou contra qualquer forma de se tirar uma vida humana que não seja legítima defesa. O feto é uma vida humana, já possui uma alma, quer viver. Sua única proteção é a mãe. Quando ela se volta contra ele comete um ato de extrema covardia.

Sei que existem pessoas convictas em sua posição contra a criminalização do aborto. A estas só posso dizer que reflitam bem, não só em termos práticos, mas usando a razão. Não esqueçam de seus princípios, religiosos e morais. Existe uma tendência moderna de considerar princípio religioso um sinal de atraso. Não é. As religiões, de maneira geral, pregam ideais de perfeição, um caminho moral elevado para chegar à Deus. Compactuar com qualquer forma que facilite o aborto é se afastar de Deus, assumir um dívida.

guerson disse...

"Acho que a lei proibindo é uma senhora barreira para quem deseja levar adiante a decisão de abortar."

Não o é de maneira alguma. Uma mulher não precisa de um médico para fazer um aborto. É claro que com um médico ela o faz com mais segurança mas qualquer mulher que não queira continuar grávida, continua. Algumas chegam a enfiar agulhas de tricot dentro do utero, outras têm conhecimentos de práticas milenares de abortivos eficazes... Os primeiros tres meses da gravidez são muito frágeis, o feto ainda não está muito firmemente instalado; não é difícil pra uma mulher fazer um aborto, sozinha em casa, arriscando sua propria vida.

Quanto a comparar o aborto ao um genocídio, isso é coisa de quem não sabe o significado da palavra genocídio. Me perdoe. Mas como estudante do genocídio em geral, posso dizer que a comparação não procede de maneira alguma.

Segundo a OMS, 1,4 milhão de abortos são praticados no Brasil todos os anos. Nos EUA, com uma população bem superior a brasileira, foram 1,2 milhão em 2005, um numero que tem caído desde 2000. No Canada são uns 100 mil por ano e os numeros também têm caído desde a década de 90. Ou seja, o fato de ser legal não necessariamente gera um aumento da pratica. Per capita, os numeros brasileiros são bem acima dos numeros norte-americanos.

Eu refleti bem, em termos práticos e usando a razão e sem esquecer minhas convicções morais e religiosas. E continuo contra a criminalização. E não acho que estou mentindo. Não vejo pq só os que são a favor da criminalização do aborto tenham autoridade moral...

Marcos Guerson Jr disse...

Cuidado com este dado que citou. O aborto é proibido por lei no Brasil, tirando alguma excessões. Já se perguntou como se levantou este número de 1,5 milhões de abortos no país? Afirmo com todas as letras. É UMA FRAUDE. Este número foi lançado pelo ministro da saúde brasileiro, um abortista. A fonte é uma ONG que pertence a uma rede de clínicas especialistas em abortos.

Já andei por todo este Brasil, conheço pessoas das mais variadas camadas sociais. Trabalhei em trechos isolados, tratando com gente muito humilde. Não acredito neste números, nem mesmo vindo da OMS.

Ano passado foi publicado pela ONU uma estatística que em São Paulo ocorriam 1/5 dos crimes violentos do mundo. Um verdadeiro absurdo. Depois verificaram que a fonte da ONU era uma matéria de um jornal Argentino. A ONU retirou a estatística e fez de conta que nunca divulgou.

Continuo achando que a lei é sim uma barreira a mais contra a prática do aborto. Como uma mulher deixaria de considerar este aspecto na sua decisão? Como a falta de um profissional deixaria de ser um elementos a mais para impedi-la de abortar.

A partir do momento que considero o aborto uma assassinato, com todas os atenuantes que possam ter, e vejo um número como estes, de mais de um milhão de abortos, é natural que pense em genocídio.

Respeito todos os seus estudos, mas o que definiria um genocídio? Talvez seja uma impropriedade usar este termo, mas em todo caso ainda usaria assassinato em massa. Desculpe-me, mas a imagem de uma clínica com médicos praticando abortos seguidos durante todo o dia para mim é uma imagem de genocídio. E saber que utilizam fornos para eliminar os fetos, vivos ou mortos, não ajuda em nada tirar este imagem de minha mente.

Alexandra disse...

droga! mandei um comentario enorme e na hora de enviar deu erro... Não vou reproduzí-lo todo, mas deixo a explicação do que significa genocídio - o genocídio é a intenção de destruir completamente toda uma raça, etnia, cultura, grupo religioso, etc, matando todos os seus membros. Não é sinônimo de extermínio em massa. O genocídio implica um extermínio em massa mas nem todo extermínio em massa constitue genocídio...

Ao contrário de vc, eu conheci muita gente no Brasil que praticou o aborto, vindo de todas as camadas da sociedade. Como eu disse no comentário que se perdeu, essas coisas existem em um universo feminino que muitos homens ignoram. Certa vez, eu me vi numa situação em que considerei a possibilidade. E sabia exatamente todas as minhas opções - desde métodos fármacos a métodos cirúrgicos a onde ir e não ir. O fato de ser ilegal não é levado em conta numa hora dessas. A única coisa que a ilegalidade faz é garantir que métodos mais seguros se restrinjam a uma classe mais alta enquanto que a camada mais pobre é limitada a métodos caseiros ou açougueiros da esquina.

Mas não estou dizendo que só pq acontece que deve ser discriminalizado. Eu acho que deve ser discriminalizado pq o fato de ser crime impede que a sociedade, o governo, crie programas sérios - que não involvam simplesmente o julgamento e a condenação da mulher - para evitar o aborto. O assunto fica tapado com a peneira; todo mundo acha que está resolvido já que a lei proíbe.

Se estamos realmente preocupados com o número de abortos, pq não investir mais em educação (geral e sexual), em programas de apoio à mulher, contra a violência de gênero, o abuso, etc...

O único problema é que tudo isso é mais difícil e leva tempo. É muito mais fácil simplesmente condenar e colocar a mulher na cadeia. Se for pega, é claro.

Marcos Guerson Jr disse...

Estou sempre a favor da educação, embora não ache que ela sozinha resolva todos os problemas. O que não entendo, e moro em um país em que o aborto é proibido por lei, e a maioria da população se posiciona contra modificá-la, e por que em 34 anos de vida nunca vi uma campanha de esclarecimento sobre a questão. Vejo campanha na televisão para tudo, não fumar, não dirigir embriagado, não cometer violência, mas por que não abortar?

Não estendo a questão para uma espécie de luta de classes, não acho que seja por aí. Se as mulheres mais ricas possuem mais facilidades para praticar o aborto, pior para elas que conviverão para o resto da vida com o erro que cometeram. Não estou dizendo com isso que azar de quem não tem dinheiro para realizar um aborto em uma clínica clandestina, pelo contrário. Estou dizendo que a dificuldade a mais que as mulheres mais pobres sofrem podem salvam muitas de cometerem um erro muito grave.

Acho curioso que no Brasil o aborto seja condenado com mais veemência pelos mais pobres, e mais ainda, entre as mulheres! (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pesquisa_Vox_Populi_sobre_o_aborto,_2007)

Agora todos estes argumentos são inferiores ao que considero o principal. O feto é um ser humano, possui alma e possui vida. Abortar é assassiná-lo. Todo ser humano é um fim em si mesmo, não há nada que justifique matá-lo, principalmente por ser inocente.

Não estou defendendo aqui que uma mulher que tenha praticado aborto vá para cadeia, no Brasil não vai. O crime que ela comete é de outra natureza e em muitos casos possui o atenuante de não saber o que estão fazendo. Mas o médico abortista sabe, o incentivador sabe, as ONGs que andam por aqui incentivando sabem.

Em seu livro "O Imbecil Coletivo", Olavo de Carvalho faz a seguinte consideração. Aconselha que quando uma mulher desesperada for abordada por um destes "engajados" oferecendo ajuda, inclusive financeira, para que aborte, que peça para ele esta ajuda para que crie a criança. O sujeito dará uma desculpa qualquer e sairá de fininho. Por que tem tanta gente querendo ajudar a abortar e tão poucos querendo ajudar a criar a criança?

Alexandra disse...

"a dificuldade a mais que as mulheres mais pobres sofrem podem salvar muitas de cometerem um erro muito grave. "

Mas o aborto é crime há décadas e isso ainda não teve esse efeito... é o que eu tô falando: a mulher não precisa de um cirurgião pra fazer um aborto.

"Aconselha que quando uma mulher desesperada for abordada por um destes "engajados" oferecendo ajuda, inclusive financeira, para que aborte, que peça para ele esta ajuda para que crie a criança."

Eu já digo o contrário - que quem quer proibir a mulher de fazer o aborto, que se ofereça para pagar os custos médicos de ter a criança, e se ofereça para criar-la...

"por que em 34 anos de vida nunca vi uma campanha de esclarecimento sobre a questão. Vejo campanha na televisão para tudo, não fumar, não dirigir embriagado, não cometer violência, mas por que não abortar?"

É exatamente isso que eu estou dizendo. Por ser crime, ninguém fala sobre isso abertamente. Eu acho que se não fosse crime, seria mais fácil ter uma discussão aberta sobre o problema.

Marcos Guerson Jr disse...

Então vamos por partes:

Mas o aborto é crime há décadas e isso ainda não teve esse efeito... é o que eu tô falando: a mulher não precisa de um cirurgião pra fazer um aborto.

Mas é claro que teve efeito, é muito mais difícil abortar em um país em que a prática é proibida do que onde é legalizada. Nunca disse que a proibição impede o aborto, mas é uma barreira a mais para evitá-lo. Só por isso já merece meu apoio. Se a lei fosse irrelevante para o aborto não teria sentido instituí-la.

Eu já digo o contrário - que quem quer proibir a mulher de fazer o aborto, que se ofereça para pagar os custos médicos de ter a criança, e se ofereça para criar-la...

Veja bem o que eu falei: algumas pessoas OFERECEM dinheiro para a realização de um aborto. Este mesmo dinheiro poderia ser oferecido para ajudar a mãe a ter a criança. Não conheço nenhum caso em que se OFEREÇA dinheiro para impedir um aborto. Se alguém assim o fizesse, já estaria dando dinheiro para criá-la, não é mesmo?
Cuidado com este argumento!Na prática acontece mais do que imagina. Por coincidência conheço uma pessoa cujo irmão o procurou para pedir dinheiro para um aborto. Fez exatamente o que sugeriu, deu dinheiro para criar a criança. Hoje ela tem 4 anos e adora o tio, nem imagina o quanto deve a ele.

É exatamente isso que eu estou dizendo. Por ser crime, ninguém fala sobre isso abertamente. Eu acho que se não fosse crime, seria mais fácil ter uma discussão aberta sobre o problema.

Mas a discussão é exatamente sobre a proibição ou não do aborto! Quer dizer que precisaria liberá-lo para decidir se pode liberá-lo? Não vejo relação aí, pode-se discutir o assunto enquanto estiver proibido, o que falta é vontade para tal. Não há lei que proíba a discussão. Ademais, na dúvida não é melhor ficar a favor da vida?

joselia ramos disse...

Ainda bem que existem pessoas capazes de pensar no valor da vida, com o que ela tem de mais belo e precioso....Por esses e outros tantos não desamino e não me sinto sozinha no mundo, a vida é um bem sem preço e sem medida, por isso defendê-la é o gesto mais humano e divino que existe. Parabéns!! JOsélia Ramos