domingo, abril 13, 2008

The Nicomachean Ethics, book 6 (parte 2)

Prudência

A prudência relaciona-se com a ciência política, no entanto sua essência é diferente. Quando a prudência refere-se ao Estado, trata-se da ciência legislativa; quando relaciona-se com ocorrências particulares é denominada ciência política. Esta segunda relaciona-se com a ação e a deliberação e é o motivo porque apenas as pessoas que tratam de fatos em particular que tomam parte em política. Neste sentido, a prudência é entendida como a sabedoria que relaciona-se a própria essência, a indivudualidade.

Interessante também é que Aristóteles considerava a experiência fundamental para a prudência:

The reason is that prudence includes a knowledge of particular facts, and thiEss is derived form experience, which a young man does not possess; for experience is the fruit of years.


Variedades da prudência

Excelência deliberativa: envolve um cálculo consciente. É a correção no pensar, para aqueles que não atingiram o estágio da afirmação. É possível chegar a uma boa conclusão, assim como a uma ruim, por um processo falso de uso da razão. Desta forma, o fato de chegar a uma conclusão correta não implica que os argumentos sejam verdadeiros. A correta deliberação é uma característica do homem prudente o envolve o expediente como um meio para o fim, "a true conception of which constitutes prudence".
Compreensão: a qualidade na virtude dos "homens de compreensão", não é a mesma coisa de conhecimento científico. Relaciona-se com as coisas que existem dúvidas e deve-se deliberar. É através da compreensão que de faz o julgamento para decidir o que fazer.
Consideração: é a faculdade de julgar corretamente o que é eqüitativo.

Aristóteles afirmava que todas estas qualidades e a prudência relacionavam-se com as mesmas coisas. Um homem teria compreensão e consideração, ou consideração pelos outros, quando ele é um bom juiz sobre os assuntos relativos à prudência; porque a ação equitativa é comum a todos os homens bons em seu comportamento em relação aos outros, enquanto, por outro lado, todas as formas de conduta relacionam-se a coisas particulares ou últimas, e compreensão e consideração tratam das formas de conduta últimas.

Sabedoria e prudência

Na parte final do capítulo, Aristóteles trata da relação entre sabedoria e prudência. Segundo ele, a sabedoria produz a felicidade. Através de sua posse, ou preferencialmente por seu exercício, resulta em um homem feliz. A prudência assegura a correção nos meios que o homem escolhe para atingir os seus fins. Considerando que o fim último dos atos dos homens é a felicidade, a prudência seria a forma de se alcançar a sabedoria, e com ela a felicidade.

Afirmava também que a prudência era uma característica do homem bom, pois apenas ele é capaz de enxergar as coisas boas como boas.

The supreme good only appears good to the good man: vice perverts the mind and causes it to hold false views about the first principles of conduct.


Mais adiante afirma que não é possível ser bom sem a prudência, e não é possível ser prudente sem as virtudes morais.

These considerations therefor show that it is not possible to be good in the true sense without prudence, nor to be prudent without moral virtue.


As virtudes definem-se por seus fins, pelos seus princípios corretos. O princípio correto é o princípio determinado pela prudência. Aristóteles conclui o capítulo com a idéia de que um homem prudente teria também todas as virtudes morais com ele.

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