segunda-feira, abril 07, 2008

Ética a Nicômaco, Livro VI (1a parte)

Terminei de ler o livro VI de Ética a Nicômaco de Aristóteles. Trata das virtudes intelectuais.

Divisões da virtude

Aristóteles considerava que a alma possuía duas partes, uma racional e outra irracional. A segunda relaciona-se com as virtudes morais e com a busca do justo meio com a finalidade de evitar excesso e deficiência. Este meio é definido pelo princípio da reta razão. E é a primeira parte da alma que trata de identificar qual é esta reta razão.

A parte racional da alma também se divide em duas partes. Aquelas coisas cujos princípios primeiros são invariáveis (faculdade científica) e aquelas que são variáveis (faculdade calculativa ou deliberação).

Existem três elementos na alma que controlam a ação e a busca pela verdade: sensação, razão e desejo. Destes, a sensação é a única que não origina ação refletida. Busca e repulsa na esfera do desejo correspondem à afirmação e negação na esfera da razão.

Hence inasmuch as moral virtue is a disposition of the mind in regard to choise, and choise is deliberative desire, it follows that, if the choise is to be good, both the principle must be true and the desire right, ad the desire must pursue the same thing as principle affirms.


Para Aristóteles, o desejo deliberado e o desejo deveriam ser buscar as mesmas coisas. O homem deve desejar o que é bom.

As cinco qualidades da busca da verdade

O filosofo apontava cinco qualidades através das quais a mente atinge a verdade através da afirmacão ou negação:

  • ciência: trata das coisas que não variam; as coisas que variam estão fora do alcance de nossa observação, não sabemos se existem ou não. Todo aprendizado inicia com fatos previamente conhecidos e prosseguem pela indução ou dedução. Um homem atinge um conhecimento científico quando possui convicção atingida de alguma forma, e quando os princípios primeiros cuja convicção se apoia são conhecidos por ele com certeza;
  • artes: relaciona-se com trazer alguma coisa para a existência e perseguir uma arte significa estudar como trazer para a existência alguma coisa que pode existir ou não, e a causa eficiente que relaciona-se com o fazedor e não com a coisa feita;
  • prudência ou sabedoria prática: o homem prudente é aquele que é capaz de deliberar bem sobre as coisas que são boas e vantajosas para si mesmo de uma maneira geral. É uma qualidade relacionada com a busca de verdade;
  • inteligência ou intuição racional: é a qualidade que nos possibilitar compreender os princípios primeiros que servirão de base para o conhecimento científico, a arte ou a prudência;
  • sabedoria: é a mais perfeita das formas de conhecimento. O sábio não apenas sabe as conclusões que seguem dos princípios primeiros, mas também tem uma concepção verdadeira sobre os próprios princípios primeiros. É conhecimento científico e inteligência intuitiva.

3 comentários:

Sarah Chaplin disse...

Olá gostei muito da sua postagem sobre a "Ética a Nicômaco, Livro VI". Tenho uma prova amanhã com esse conteúdo e a maneira como você colocou foi muito fácil de compreender o que Aristóteles quiz dizer com isso tudo!
Obrigada!

Marcos Guerson Jr disse...

Sarah,

Cuidado ao usar o que leu aqui; trata-se apenas de uma opinião pessoal, a minha interpretação do que li. Não tenho formação em filosofia, sou só um curioso que nos últimos anos se interessou pelo assunto.

Abraços

Anônimo disse...

É uma boa observação, para mim que não leio muito a leitura se torna meio confusa, juntando sua percepção e a minha deu para entender. :)

/Estudante