segunda-feira, abril 21, 2008

Visita ao Zoológico

Aproveitamos o feriado para passear no zoológico. Não sou particularmente fã de bichos em geral, mas de vez em quando gosto de observá-los. Recentemente li sobre a importância de dedicar atenção para algumas coisas que resolvemos fazer para nós mesmos, e foi com este espírito que levei a família ao zoo de Brasília.

Não sei se foi pelo espírito de atenção ou não, mas diante de todos aqueles animais interessantes como elefantes, girafas, zebras, leões, onças e tantos outros, foi as borboletas que chamaram-me a atenção.

O zoológico tem um borboletário onde podemos circular entre as mariposas e borboletas e acabei lembrando do que tinha lido. Sentei um uma banco e fiquei concentrado por alguns minutos observando algumas delas se alimentando. Confesso que foi uma experiência muito interessante, até porque fiquei sozinho ali, Eliene e as crianças tinham se adiantado, mergulhado em um sentimento de tranqüilidade e paz.

Fiquei pensando naquela figura tão diminuta e lembrei que dependendo do referencial nós também somos diminutos. Talvez o mundo inteiro seja apenas um borboletário em que vivemos em limites que não conseguimos perceber. Somos apenas uma pequena parte do universo.

No fim perguntamos para a Lorena do que ela tinha gostado mais. Ela disse que tinha sido da tartaruga. Diante de nosso espanto, e até decepção, ela corrigiu depois. Tinha gostado da onça pintada. Na verdade ela anda apaixonada por uma oncinha de pelúcia e acabou se influenciando.

O que ela gostou de verdade foi do catavento. A partir do momento que comprei um, todo o zoológico ficou em segundo plano para ela, tudo se resumia em assoprar e fazer o catavento girar.
É interessante como as crianças se ligam em coisas que para nós parecem tão insignificantes. Lembrei de Jesus falando que para chegarmos ao reino dos céus teríamos que ser como as crianças. Seria este um dos motivos?

Foi bom para conhecer e descobrir que é um ótimo lugar para levar uma toalha e ficar por lá um dia inteiro, fazer um pic-nic; um dos hábitos que perdemos ao longo dos tempos, remete à minha infância. É hora de dar este prazer aos filhos. O que me leva a refletir até onde vai nossa própria culpa pelo abandono das coisas mais simples?

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