quinta-feira, maio 15, 2008

Felicidade como fim

No livro 1 de Ética a Nicômaco, Aristóteles investiga a felicidade.

Para ele, todas as ações do homem visam o bem, mas que bem seria este? Para responder esta pergunta ele passa por uma série de teorias, iniciando pelos tipos de vida. Discorre sobre a vida de alegria, a vida de ação, a vida de contemplação e a vida de fazer dinheiro.

Aristóteles considerava que algumas atitudes eram melhores do que outra. Uma atitude que se completa por si mesma seria melhor do que uma que é meio para atingir outra, e assim por diante. Desta forma todas as coisas caminhariam para um mesmo ponto que seria um bem supremo. Este bem teria de ter duas características, ser perfeito ou final e auto-suficiente ou completo em si mesmo.

A felicidade seria este bem já que nossas ações estão voltadas para ela e não é meio para outra situação. A coragem é algo que os homens almejam e aparentemente se basta por si mesmo. Mas para que desejam ser corajosos? Porque identificam na coragem uma necessidade para ser feliz. O contrário não acontece, ninguém busca a felicidade para ser corajoso.

Para Aristóteles a felicidade é o bem final das ações humanas.

No filme A Malvada, a personagem Eve conquista todos os objetivos que tinha perseguido com tanta ambição ao longo do filma. Mas a última cena mostra que não era feliz, pelo contrário. Existem um monte de filmes que mostram personagens que fazem maldades para conseguir algum objetivo e no final alguma coisa sai errada e fracassa. Este filme é diferente, Eve consegue tudo que quer e como quer, e no entanto não é feliz. Por que? Será que justamente por não ter colocado como o fim dos seus atos o bem? Não estaria agindo em direção contrária à felicidade?

"Happinesss, therefore, being found to be something final and self-sufficient, is the end at which all actions aim."


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Now playing: Gov't Mule - Don't Step On The Grass Sam
via FoxyTunes

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