terça-feira, junho 24, 2008

O Nome da Rosa

Título Original: Der Name Der Rose
Ano de Lançamento: 1986
Direção: Jean-Jacques Annaud
Sean Connery, Christian Slater , Helmut Qualtinger

Aproveitando que estou lendo, pela segunda vez, o livro de Umberto Eco, assisti com a família este filme de 1986 estrelado por Sean Connery e com Christian Slater em início de carreira.

O legal de ver um filme novamente, depois de tanto tempo, é a diferença de nossa perspectiva. O filme é o mesmo, mas nós não somos mais o que éramos há 20 anos atrás. Percebemos a estória de maneira diferente, os personagens, as paisagens.

Em 1986 eu vi um filme policial que se passava em um mosteiro e um monge que parecia o Sherlock Holmes de batina. Havia também a inquisição, violência, sexualidade.

Em 2008 e vi um filme que retrata o embate filosófico que existia na época. A Igreja estava se consolidando como instituição e depurando das antigas práticas pagãs e filosóficas o que seria parte de seu próprio credo. Este é o cerne dos crimes que aconteceram no mosteiro, a disputa de idéias.

A Igreja pode ser rica no meio de uma multidão de famintos? Podemos rir das coisas divinas? Cristo era pobre? A ciência é um caminho seguro para o verdadeiro conhecimento? A mulher é uma criatura maligna criada por Deus para tentar os homens?

São temas que até hoje se mostram atuais, demonstrando que nunca se chegou a um consenso sobre eles.

Outro ponto interessante é visualizar o enorme esforço que foi feito por monges para preservar a cultura antiga. Livros eram copiados e traduzidos à mão pois na época ainda não existia imprensa. A Igreja Católica, com seus erros, realizou um importante papel ao preservar muito do que se produziu na antiguidade. Seguramente contribuiu para que muito se perdesse também, mas sem estes monges talvez não soubéssemos de muitas coisas que hoje sabemos.

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