terça-feira, setembro 23, 2008

Mais um produto da sociedade moderna

Uol:

Um estudante abriu fogo dentro de uma escola profissionalizante para adultos em Kauhajoki, na Finlândia, nesta terça-feira, matando dez pessoas. Em seguida, o atirador se matou.

Comento:

Imagina a confusão que seria se esse episódio fosse nos Estados Unidos. A culpa seria, claro, do malvado capitalismo americano que oprime estes jovens de classe média com titica na cabeça. Mas foi na Finlândia, fica mais difícil jogar a culpa na cultura norte americana.

As autoridades finlandesas estão reunidas pare tentar achar as causas da matança. Procuram na sociedade o fatos desencadeador e já encontram o vilão de sempre: as armas. Parece que se não se vendessem armas na Finlândia o maluco estaria dedicando sua vida à hotelaria.

Como sempre estão olhando para fora do homem procurando suas falhas quando elas estão em si mesmo. Esse jovem é um perturbado que poderia existir em qualquer país e acreditem, existe. Foi um pouco mais longe e transformou seu mal estar em um ato covarde contra pessoas indefesas. Sua arma não saiu atirando sozinho, foi um ser humano que a disparou.

O que leva uma pessoa a chegar a este ponto? De onde vem tanta angústia e ódio a seus semelhantes? O que leva uma pessoa a não só terminar sua vida como levar a de outros junto com ele?

Antes de colocar a culpa nos fatores externos é bom lembrar que pelo menos milhares de pessoas estão submetidas aos mesmos problemas pessoais que este finlandês passou. Por que a imensa maioria não sai por aí atirando? Por que a perturbação de um deve ser tomado como um padrão de toda uma sociedade?

Um mundo que não acredita em valores universais, que relativa seus ideais, não pode estar em um bom caminho. Não é por acaso que existem cadas vez mais pessoas em consultórios de terapia tentando entender seus dilemas, tentando "se encontrar" nesta teia de horrores que se transformou a sociedade moderna. Uma existência sem ideal, sem valores, torna-se frágil para os dissabores da vida. No fundo vejo a perda da esperança, da fé.

O homem retirou Deus do pedestal e o substituiu por uma infinidade de falsos ídolos. Dinheiro, fama, poder, ideologia, qualquer destes caminhos levam à angústia.

Vejo a humanidade fracassando e as vozes de bom senso sendo relegadas a opiniões excêntricas, a coisa de reacionários. A humanidade substituiu Deus pelo homem, este passou a ser o centro do universo. É um projeto fracassado que tem tudo para piorar a cada instante. Não devemos ter fé no homem, nem mesmo em nós mesmos; devemos ter desconfiança da humanidade, este é o caminho para progredirmos.

Temos que duvidar de nós mesmos a todo instante pois somos seres imperfeitos, sujeito a falhas. O que não devemos duvidar é do mistério, do divino, da verdade. O humanismo inverteu esta equação e o resultado é esta sociedade que construímos e um produto eventual são estes lunáticos.

O demônio existe e está em nosso coração, nos tentando a cada instante; devemos combatê-lo o tempo todo vigiando nossos atos e até nossos pensamentos. Foi um ensinamento que Cristo nos deixou e que é cada vez mais ignorado pois foi substituído pela confiança ilimitada em nossas próprias capacidades. Todos estamos sujeitos a queda; quem não entende esse fato fundamental da existência já está perdido.

Não é no homem que devemos ter fé, muito menos em nós mesmos.

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