terça-feira, setembro 02, 2008

Modernidade

I

Oh! mundo moderno de tão pujantes novidades,
que confia cegamente em falsos ídolos,
condenando ao esquecimento pensamentos vivos,
conduzindo existência repleta de iniqüidades.

Falsas certezas, origem de falsas verdades,
sob o véu de uma fria ciência que nos
aterroriza pelo alcance de inúmeros vetos
à vida, extensão maior de nossos valores.

Não por acaso como manadas somos conduzidos
a duvidar de ideais, como covardes
que escondem-se abrindo mão de suas liberdades.

Escravos nos tornamos influenciados pelos ímpios,
que na razão cega buscam sufocar o que herdardes,
na lenta agonia de destruir o legado de nossos antepassados.


II

Convenceram-nos que nossa fé não tem sentido,
quando sem sentido é uma vida sem valor.
Convenceram-nos que ao mistério devemos nos opor,
quando este é o pensamento a ser temido.

Encontramos a magia em tudo que é vivido,
na sua ausência sentimos no mundo o horror,
de saber que quando tudo mais se for,
restará a inexistência de tudo que foi esquecido.

Convenceram-nos que cega é nossa fé no amor
de Deus, propósito para tudo que é sofrido,
clamando pela justiça que desejam nos impor.

Convenceram-nos na falsa justiça como promotor
do mundo sem esperança e dividido,
sob a promessa impossível de uma existência sem dor.

III

Não demorou para surgir um novo pensamento,
fé inabalável nas próprias certezas, criou-se ideologia,
inaugurando era que na humanidade surgia,
confinando a verdade na prisão do manifesto.

Justiça social, justificativa para a morte e assassinato,
apenas o começo do tempo da violência,
admirável mundo novo onde culminou a ignorância
suplantando a liberdade, relegada em novo pacto.

Destruição espalhada pelo globo em cada canto,
tendo no discurso a suprema hipocrisia.
oh! existência que perde a cada dia o encanto.

Mata-se pela paz, jogo de palavras sem fundamento,
pois o ódio que na humanidade já se antevia,
conduziu o homem a perder no espelho seu próprio rosto.

IV

O novo homem busca no futuro a resposta
que seu passado mostra sem cessar,
para olhos capazes de na névoa enxergar,
a verdadeira natureza de sua própria pergunta.

A fé é o caminho seguro para que nesta
vida compreendas que necessitamos sempre imaginar
no construtivo processo que nos leva a criar
e entender a nossa volta a verdade manifesta

em cada pequena folha da imensa floresta,
existência que tentamos em vão controlar,
impedido que somos pela sabedoria infinita.

No coração do homem a verdade é posta,
para que possa com esperança e paciência aguardar
a verdadeira justiça que será sua maior conquista.

Oliver Marcus

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