sábado, janeiro 31, 2009

Passeando pelos livros que estou lendo

Dubliners (Joyce)

Terminei o conto "The Boarding House", em que a filha de uma dona de pensão tem um romance com um hóspede e a mãe desta chama-o para uma conversa. A moralidade cristã, como em todos os contos, está sempre à espreita e ao final a reparação deve ser feita. O casamento.

What is History (Carr)

Fim do capítulo 2, "Society and the Individual". Carr defende o pensamento que o indivíduo é um produto do seu tempo histórico, assim como o historiador. Coloca-se em oposição à histórica baseada nas suas grandes personalidades, nas biografias dos grandes homens.

A Traição dos Intelectuais (Benda)

Fim do capítulo 1, "Aperfeiçoamento moderno das paixões políticas. A era do político". Benda apresenta um dos traços fundamentais da sociedade contemporânea, o acirramento dos ódios políticos, principalmente em função da raça, classe e paixões nacionais.

A Verdade das Mentiras (llosa)

Acabei a resenha sobre "A Condição Humana" de Malraux. Ler Llosa falando de literatura é sempre um prazer e a apresentação do ponto de vista de um escritor ao ler uma obra.

Marília de Dirceu (Gonzaga)

Lira XII. Gonzaga narra a luta com o Deus do amor e sua ressureição nas mãos da donzela por quem se apaixonou. O amor não morre enquanto existir a mulher amada.

Intelectuals (Johnson)

Terminei o capítulo que conta a intensa vida de Hemingway. Renegando radicalmente o cristianismo e Deus, o escritor viveu livre de qualquer consciência moral mostrando que Karamazov estava certo: onde não existe Deus, tudo é permitido. O desfecho trágico de sua vida mostra o que dá libertar-se de qualquer moralidade.

Introdução à Economia (Mankiw)

Terminado o capítulo 5, "Oferta e Demanda", onde é apresentada uma das leis fundamentais da Economia e o leitor é chamado a responder: em que o aumento da venda de cachorro quente influi no mercado de suco de laranja. Muito interessante.

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Now playing: Grand Funk Railroad - Gimme Shelter
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Top 5: músicas em 2008

As músicas mais escutadas em 2008 pelo Jota:


  1. Shadow Play (Rory Galagher): o guitarrista irlandês era um gênio. Uma das suas maiores qualidades era a energia que conseguia colocar em suas músicas. Shadow Play é um grande exemplo. Riff arrasador, solos maravilhosos, impossível escutar sem balançar a cabeça!
  2. Truckin' (The Grateful Dead): nunca fui muito fã da geração do flower power. Um pouco por causa do seus excessos psicodélicos. Por causa da participação de Phill Lesh no Gov't Mule e uma entrevista de Ann Coulter sobre a banda. Truckin' é uma marcha quase constante e contagiante com um baixo inspiradíssimo de Lesh.
  3. Shattered (The Rolling Stones): o que dizer do Rolling Stones? a palavra chave aqui é ritmo. Shattered tem um ritmo que não sai da cabeça, fiquei martelando estes acordes na cabeça por muito tempo. Várias corridas em Brasílias foram ao som do Some Girls, terminando nesta grande música.
  4. Como Ser Feliz Ganhando Pouco (O Bando do Velho Jack): o meu período em Aquidauana me levou a ter contato com esta banda de Campo Grande, com raízes no classic rock. E mais importante, a bande é muito boa! Rockão de primeira, Como Ser Feliz Ganhando Pouco é um senhor cartão de apresentação.
  5. Seven Nation Army (The White Stripes): uma banda com um guitarrista e uma baterista? Pois é. Os acordes desta música ficam grudados no cérebro. Por enquanto está sendo minha música do Haiti.

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    Now playing: O Bando Do Velho Jack - Como Ser Feliz Ganhando Pouco
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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Até que pontos somos um produto social?

Que o homem é um animal social eu nunca tive dúvidas. Nascemos dentro de uma sociedade, somos educado dentro dela, estamos interagindo com ela durante todo o tempo. Muitos acreditam que o homem é um produto social. Tudo que falamos, pensamos e falamos seria uma expressão da sociedade em que vivemos. O homem seria um produto de seu tempo.

Será mesmo? Que a sociedade tenha enorme influência sobre o indivíduo parece claro, mas será que a sociedade define o indivíduo? Poderemos chegar no pensamento do homem através da sociedade em que pertence? Onde fica a liberdade individual dentro deste pensamento? Seremos seres livres? E Deus? Há espaça para Deus nesta concepção?

Tudo que nega a individualidade me incomoda profundamente; mais do que isso, me angustia profundamente. Se existe hoje um eixo para os meus estudos, para minha tentativa de compreender melhor o mundo é justamente a defesa da liberdade individual. A minha desconfiança da modernidade e seu fabuloso progresso está justamente neste ponto, a submissão do indivíduo.

Por isso esta concepção do homem como um produto social me coloca na defensiva, me levanta muitas dúvidas, me convida à reflexão. Aceitar que o homem na verdade faz parte de um devir histórico, de um constante fluxo cultural implica em compreender que não há liberdade possível. Ou não?

Qual seria o papel de Deus neste pensamento? Nossa idéia da divindade seria também um produto social? Uma explicação de um sentimento que existiu no homem desde a origem dos tempos? Deus seria apenas uma figura através do qual encontraríamos explicações para o que não conseguimos compreender?

Jesus Cristo também teria sido um fenômeno social? Um produto da sociedade judaica que estava inserido, uma espécie de reação às fórmulas religiosas de seu tempo?

Custa-me a crer neste pensamento. O homem de todas as épocas ainda parecem ter algo que os fazem muitas vezes serem capazes de transcender ao seu tempo e espaço, algo de inexplicável, de incompreensível. Ainda acho que no final de tudo está o livre arbítrio do homem, a sua individualidade. Por mais que a sociedade tenha influência sobre seus atos e decisões, a última palavra cabe a sua própria consciência, esta uma ligação direta com sua própria alma, uma alma eterna, uma expressão do divino.

Talvez por acreditar na existência da alma eu não consiga aceitar que o homem é apenas parte da sociedade em que vive. Fica faltando algo, fica faltando o mistério. E como dizia Chesterton, sem o mistério tudo mais se torna misterioso. Aceite-o e o mundo se torna claro como o dia.

Por isso prefiro acreditar no indivíduo e desconfiar da sociedade. E considerar que o homem é bem mais do que um produto social.

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Now playing: Joe Jackson - Steppin' Out
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quinta-feira, janeiro 29, 2009

João Pereira Coutinho - Parte 4

Onde Coutinho fala de seus hábitos, das mulheres e de Deus. Segundo ele, a mulher é o maior fator de civilização do homem e que os livros que contestam a existência de Deus só podem ser considerados como Tratados de Ilógica.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Barreiras a importações

O governo resolveu criar dificuldades para as importações com objetivo de diminuir o prejuízo na balança comercial. Voltamos algumas décadas no tempo e mais uma vez vamos na contra mão da história impondo obstáculos para o comércio entre países.

Não tenham dúvidas. O consumidor será o principal prejudicado pois haverá menos concorrência e com isso a tendência é aumentar os preços. O governo ajuda as empresas mal preparadas e quem vai pagar o preço é cada um de nós.

Como sempre.

terça-feira, janeiro 27, 2009

E aí Obama?

Correria

Hoje foi um dia bem corrido, normal para uma volta de mini-férias. Tinha que me atualizar sobre o que aconteceu em minha área no período que estive ausente. Tomar pé da situação.

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Now playing: Bachman-Turner Overdrive - Down And Out Man
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Maníaco do Gelo

Uma das novidades que apareceram na Companhia durante meu afastamento foi o surgimento do maníaco do gelo.

Existe uma máquina de gelo que permanece no galpão de jogos para a utilização do pessoal. A noite, vários ficam jogando sinuca, pebolin e tomando refrigerantes, ou mesmo água. Nos fim de semanas a máquina se torna a fonte de gelo para whisky.

Pois no período que estive fora, por diversas vezes, alguém de madrugada desligou o dijuntor da máquina e cortou o fio na tesoura. Foi montada uma proteção metálica para a máquina. Hoje ela amanheceu toda riscada. O responsável já ficou conhecido como o maníaco do gelo.

A questão agora é descobrir quem está praticando estes atos de vandalismo. O que levaria alguém a praticar estes atos? Revolta? Distúrbio psicológico? Ate onde ela seria capaz de ir? Talvez haja mais perigo do que se imagina com alguém assim circulando.

Duas semanas

Depois de duas semanas no Brasil, de férias mesmo, até do blog, estou de volta ao Haiti. Neste período tive muito pouco tempo para a internet, a prioridade ficou toda para a familia. Além de quatro dias passados no Guarujá sem computador.

Amanhã retomo a normalidade do blog.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Os Lusíadas (Camões)

Aos 35 anos de vida, posso enfim dizer que li aquela que é considerada a grande obra da língua portuguesa, Os Lusíadas. Por que demorei tanto? Bem, pode parecer idiotice mas eu deixei-me convencer que era uma obra muito difícil de ler. Logo eu! Fui escutar a opinião de um monte de gente cujo ideal de leitura é a páginas de esportes do Globo!

A isso somou-se uma reação que sempre tive à poesia. É curioso porque sempre gostei de escrever versos! O que mostra a mediocridade evidente destes versos. Uma coisa que Machado demonstrou tão bem é que para ser um verdadeiro poeta a inspiração não basta, é preciso também dominar a técnica. Caso contrário, será apenas um habilidoso, nunca um artista.

O que dizer dos Lusíadas que já não tenha sido escrito antes por gente infinitamente mais gabaritada? Que o cara foi um gênio? Isso até as paredes já sabem, embora não deva ter muito pouco brasileiro que já encarou a leitura dos 10 cantos que compõe o épico de Camões sobre a viagem de Vasco da Gama até a Índia.

Só que Camões foi muito além dessa viagem. Através de uma narrativa ao rei de Melinde, já perto do fim da viagem, o poeta declama a história de Portugal. Não se trada de uma simples viagem de descobrimento, trata-se do triunfo de um povo. Até os deuses do Olimpo acompanham e se interessam pela epopéia lusitana.

E é nessa narrativa da história portuguesa que nos deparamos com alguns dos versos mais emocionantes que já li; trata-se da tragédia de Inês de Castro, aquela que depois de morta foi rainha. São estrofes e mais estrofes de puro deleite, como estes versos:

Tu só, tu, puro amor, com força crua
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa ã molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tua aras banhar em sangue humano.


E a morte de Inês de Castro? O que dizer?

Assim como a bonina, que cortada
Antes do tempo foi, cândida e bela,
Sendo das mãos lacivas maltratada
Da menina que a trouxe na capela,
O cheiro traz perdido e a cor murchada:
Tal está, morta, a pálida donzela,
Secas do rosto as rosas, e perdida
A branca e viva cor, com a doce vida.

E tem muito mais. Tem geografia, tem religião, tem política. Os Lusíadas é um épico em todos os sentidos. Por suas páginas me transportei no tempo, visualizei os marinheiros portugueses, a geografia da África, da Europa, os diversos reinos, os conflitos hereditários. Um sentimento de honra pessoal que hoje em dia não existe mais, que se perdeu na modernidade.

Os Lusíadas é uma experiência e tanto. Basta dizer que ao mesmo tempo que escrevo esta pequena resenha, estou na minha segunda leitura. Estou deixando que os Lusíadas me transporte para um outro tempo. Para um mundo mais antigo, mas mais civilizado.

domingo, janeiro 18, 2009

Quinta-Coluna (Contardo Calligaris)

Contardo Calligaris é mais do que um psicanalista, é um pensador na verdadeira acepção da palavra. Dotado de imensa sensibilidade, é capaz de a partir de um acontecimento banal buscar tentar entender as origens do comportamento humano, tentar descobrir o homem. Não oferece respostas, leva sim a muitas perguntas.

Quinta-coluna é uma sucessão de artigos que publicou na Folha de São Paulo analisando os mais diversos temas, muitas vezes com pontos de vista curiosos, que desafiam ao que se chama de bom senso. Através de seus textos, paramos e refletimos sobre a condição humana e suas infinitas nuances.

Contardo estabelece pontes entre seu conhecimento profissional, política, religião, artes em geral mostrando que não vivemos por áreas isoladas; há uma conexão. Seu texto sobre a Fantástica Fábrica de Chocolates nos faz pensar na educação de nossas crianças; o sobre adolescente que brincam de se asfixiar sobre a seriedade da vida e da morte; na maioridade penal, da hipocrisia de nossa sociedade; em Ratatouille, a necessidade de ter sonhos mais elevados.

A reunião destes ótimos textos um presente para aqueles, como eu, nunca acompanharam e nem sabiam quem era Contardo. Ele produziu um fascinante painel sobre o ser humano. E a principal lição que fica deste livro é que somos extremamente defeituosos, mas ao mesmo tempo frágeis. É nessa fragilidade que reside nosso maior bem, nossa capacidade de ser amado, a nossa esperança como espécie.

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Now playing: Elton John - Rotten Peaches
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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Desaparecido

Só agora conseguir sentar no computador. Foi por uma boa causa; estou de volta ao Brasil para passar alguns dias com a família. Durante este período estarei um tanto quanto ausente. Só para atualizar:

- Ontém fomos no O'Rilley. Tocou uma banda com rock anos 90 e 2000. Alguma coisa eu conhecia, outras não. Finalizaram o show tocando... Michael Jackson! Uma versão interessante de Beat It.

- Hoje temos ultrasom. Aparentemente a médica não está totalmente convencida do diagnóstico do último exame, que apontou ser uma menina. Quer ter a certeza. Depois que eu comprei um monte de coisas para menina em Miami!

-Hoje tem mais uma parte da minha saga com implante. Hora de moldar o provisório.

Bem, por enquanto é isso.

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Now playing: Rory Gallagher - 20:20 Vision
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terça-feira, janeiro 13, 2009

Como The Secret salvou minha vida

Um leitor escreve no site da Amazon como o livro The Secret salvou sua vida.

The Secret saved my life!,
By Ari Brouillette

Please allow me to share with you how "The Secret" changed my life and in a very real and substantive way allowed me to overcome a severe crisis in my personal life. It is well known that the premise of "The Secret" is the science of attracting the things in life that you desire and need and in removing from your life those things that you don't want. Before finding this book, I knew nothing of these principles, the process of positive visualization, and had actually engaged in reckless behaviors to the point of endangering my own life and wellbeing.
At age 36, I found myself in a medium security prison serving 3-5 years for destruction of government property and public intoxication. This was stiff punishment for drunkenly defecating in a mailbox but as the judge pointed out, this was my third conviction for the exact same crime. I obviously had an alcohol problem and a deep and intense disrespect for the postal system, but even more importantly I was ignoring the very fabric of our metaphysical reality and inviting destructive influences into my life.
My fourth day in prison was the first day that I was allowed in general population and while in the recreation yard I was approached by a prisoner named Marcus who calmly informed me that as a new prisoner I had been purchased by him for three packs of Winston cigarettes and 8 ounces of Pruno (prison wine). Marcus elaborated further that I could expect to be raped by him on a daily basis and that I had pretty eyes.
Needless to say, I was deeply shocked that my life had sunk to this level. Although I've never been homophobic I was discovering that I was very rape phobic and dismayed by my overall personal street value of roughly $15. I returned to my cell and sat very quietly, searching myself for answers on how I could improve my life and distance myself from harmful outside influences. At that point, in what I consider to be a miraculous moment, my cell mate Jim Norton informed me that he knew about the Marcus situation and that he had something that could solve my problems. He handed me a copy of "The Secret". Normally I wouldn't have turned to a self help book to resolve such a severe and immediate threat but I literally didn't have any other available alternatives. I immediately opened the book and began to read.
The first few chapters deal with the essence of something called the "Law of Attraction" in which a primal universal force is available to us and can be harnessed for the betterment of our lives. The theoretical nature of the first few chapters wasn't exactly putting me at peace. In fact, I had never meditated and had great difficulty with closing out the chaotic noises of the prison and visualizing the positive changes that I so dearly needed. It was when I reached Chapter 6 "The Secret to Relationships" that I realized how this book could help me distance myself from Marcus and his negative intentions. Starting with chapter six there was a cavity carved into the book and in that cavity was a prison shiv. This particular shiv was a toothbrush with a handle that had been repeatedly melted and ground into a razor sharp point.
The next day in the exercise yard I carried "The Secret" with me and when Marcus approached me I opened the book and stabbed him in the neck. The next eight weeks in solitary confinement provided ample time to practice positive visualization and the 16 hours per day of absolute darkness made visualization about the only thing that I actually could do. I'm not sure that everybody's life will be changed in such a dramatic way by this book but I'm very thankful to have found it and will continue to recommend it heartily.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Charge que nasceu clássica

Colin Hay no Scrubles

Se não me engano foi no primeiro episódio da primeira temporada do Scrubs. Não lembro o motivo, mas a primeira temporada tinha terminado com a união dos personagens para a solução de um problema. Eles conseguiram, mas ao final receberam na cara tudo de podre que havia entre eles. Assim começou a segunda temporada, cheia de ressentimentos. Foi assim que encaixaram, brilhantemente, a participação especial de Colin Hay. Vale a pena!

O que o divórcio tem a ver com a crise econômica

No livro Freakonomics, os autores chamam atenção __ no que é o grande mérito da obra __ da relação entre a economia e o mundo real, particularmente em acontecimentos que aparentemente não possuem a menor relação uns com os outros.

É o caso da crise financeira mundial. O fato foi observado pelos americanos e relatado na revista Dinheiro. A crise econômica tem reduzido o número de divórcios!

Não é surpresa para ninguém que separar é uma coisa cara. Diz uma piada que o motivo é que vale e pena. Em época de economia bombando, fica fácil tomar a decisão de arcar com este custo. O quadro mundou, está sendo necessário cortar despesas, muitos empregos estão sendo perdidos. Parece que os casais americanos estão pensando duas vezes antes de tomar a decisão de encarar o divórcio. Alguns estão encontrado na crise econômica um fator de união, uma aventura em comum. Já não querem que a crise passe tão rápido...

Coisas do ser humano moderno.

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Now playing: The Who - [The Who] 01-Heaven And Hell [Live at the Isle of Wight] [1970]
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domingo, janeiro 11, 2009

Contra os Acadêmicos - Santo Agostinho


Contra os Acadêmicos foi o primeiro livro escrito por Santo Agostinho. Trata-se de um diálogo onde o filósofo inicia sua busca pela sabedoria, o que aliás é o próprio assunto da obra. Agostinho tinha acabado de se converter ao cristianismo e refugiou-se durante 6 meses com seus discípulos em uma cidade perto de Milão, período onde seus primeiros diálogos foram escritos.

Agostinho acreditava que a pergunta era o método mais apropriado para buscar a verdade. Seus diálogos começam pela colocação da questão, a disputa (discussão) e termina na descoberta.

Na colocação da questão a ser discutida, Agostinho reflete sobre a fortuna, entendido por ele como o destino. O filósofo afirma sua crença na existência de uma ordem no mundo e, o que denominamos destino, nada mais é do que parte de um plano maior e além de nossa compreensão.

"Talvez o que vulgarmente se chama fortuna é regido por uma ordem secreta e o que chamamos acaso nos acontecimentos se deve ao nosso desconhecimento das suas razões e causas, e não há nenhum acontecimento particular feliz ou infeliz que não se harmonize e não seja coerente com o conjunto de tudo. (...) Se a divina providência se estende até nós, do que não se deve duvidar, acredita-me, o que está acontecendo contigo é o que é necessário acontecer."


A grande questão do seu primeiro diálogo é a possibilidade de encontrar a verdade. Os Acadêmicos, intelectuais de sua época, sustentavam que não. O sábio era aquele que procurava a verdade, mesmo que nunca a encontrasse. Em função disso, deveria abster-se de emitir qualquer opinião para evitar o erro e ser exposto ao ridículo.

Através de uma série de diálogos, entre seus discípulos inicialmente, e depois entre ele e um colega, Alípio, as questões são discutidas. Fiel à dialética platônica, a discussão só tem sentido quando opiniões contrárias são colocadas e confrontadas. Inicialmente entre Licêncio e Trigécio e finalmente entre Alípio (defendendo os acadêmicos) e Agostinho (refutando-os).

Em resumo, Agostinho defende que:

1. É irrelevante discutir se é possível alcançar a felicidade apenas pela busca da sabedoria, mesmo sem alcança-la. Argumentava que de qualquer forma a busca da sabedoria era necessária para ser feliz, mesmo que não fosse suficiente. O importante era engajar-se nesta busca.

2.Não deve achar que não é possível encontrar a verdade na filosofia, que já entendia como o cristianismo. Deveriam acreditar naquele que disse: procurai e achareis.

3.Não fazia sentido a crença dos acadêmicos de que era possível identificar o verosímil embora não se soubesse a verdade. Ou se conhece a verdade ou não. Se não a conhece, não se pode chamar algo de verosímil.

4.Embora não se pudesse afimar ser possível encontrar a verdade, por não ser um sábio, acreditava que era provável que fosse encontrada.

5. Para que alcançasse a sabedoria era necessário que a fortuna assim o permitisse, pois ela poderia tirar o filósofo de seu caminho, muitas vezes até com a interrupção da vida. Agostinha expunha pela primeira vez uma das idéias centrais de sua filosofia, para alcançar a verdade era necessário a graça divina.

6. O sábio tem a consciência da verdade, por isso não teria problemas em dar seu assentimento a ela, já que não seria mais uma opinião. O verdadeiro sábio não tinha como errar pois se pudesse, não seria ainda um sábio.

7. Acreditar que a verdade está vedada ao homem é cair no que chamou de cepticismo acadêmico, a crença que nada se pode saber.

Agostinho, assim como Platão antes dele, levantou questões que são extremamente atuais nos dias de hoje. Em um mundo em que o relativismo encontra cada vez mais abrigo, cada vez mais o homem se pergunta não só se é possível encontrar a verdade, mas se ela realmente existe; afinal, tudo é relativo. Inclusive a verdade.

O filósofo iniciava também sua incorporação do platonismo ao cristianismo. Da crença da separação da existência em dois mundos, o dos sentidos e o das formas, Agostinho identificou o primeiro como a realidade que o homem percebe e a segunda como o reino de Deus. A filosofia para ele seria o próprio cristianismo já que a verdade não poderia ser encontrada em outro lugar que não fosse em Cristo.

“Esta filosofia não é a deste mundo, que nossos mistérios com toda a razão abominam, mas a de outro mundo intelegível, ao qual a sutileza da razão jamais teria levado as almas cegadas pelas multiformes trevas do erro e soterradas sob a enorme massa das impurezas corporais, se o sumo Deus, movido de misericórdia pelo seu povo, não tivesse inclinado e abaixado até o corpo humano a autoridade do Intelecto divino, de tal sorte que, excitadas não só pelos preceitos mas também pelas obras pudessem, mesmo sem as disputas, entrar em si mesmas e olhar para a pátria.”


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Now playing: Grand Funk Railroad - 06 Shinin' On
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quinta-feira, janeiro 08, 2009

A velhinha

Toda noite ela bate a nossa porta
Velhinha chata, pede a si atenção
estende a mão chamando, tudo em vão,
temos mais que fazer, esquisita

aparição que nunca nos esquece.
Não percebe essa pobre alma, o mundo
não para, escutamos o chamado,
mas outro dia ou outra hora a você

atendemos, o tempo sempre é escasso.
Temos uma curta vida e nossa idade
alarga-se em rugas, a cada passo

que damos na existência e a verdade
é fecharmos a porta, até com aço,
em sua face, esta chata, a santidade.

Heleno Marques

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Now playing: Black Sabbath - Zero The Hero (live)
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Mais J P Coutinho

Coutinho explica porque acha o humor a forma mais profunda de expressão artística e porque é um conservador.



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Now playing: ACDC - Let There Be Rock
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quarta-feira, janeiro 07, 2009

A Imitação do Amanhecer - I.19

O esforço fabuloso que a alma doente faz
para tornar-se música, é sempre um exagero,
mas é todo o seu bem, conquanto guarde o cheiro
da obsessão mais acre e o sabor que o fugaz

vai colocando tudo. É um ladrão contumaz,
um assassino lento, esse esforço estrangeiro
à harmonia do ser __ ao coração primeiro,
ao instinto em seguida, à carne e a tudo mais

do humano, eu sei, eu sei. No entanto, esse demente,
a alma que se esbate contínua e cegamente
contra as migalhas da visão que tem nos braços,

forçando-se a arrancar um todo a seus pedaços,
anda aos abraços com um fantasma impenitente,
assassino e ladrão, sombra entre o chão e os passos.

Bruno Tolentino


Minha Interpretação:

Tolentino trata aqui da alma doente por não conseguir enxergar o mundo real, impedida que está pelas camadas que escondem a realidade. O esforço fabuloso que faz é a busca pela sabedoria, pela verdade, única forma de remover estas camadas. Este é o verdadeiro bem dos homens, embora nesta procura estamos sujeitos ainda aos efeitos da ilusão.

Da ilusão do mundo surgem as tentações, o pecado, sempre agindo contra à harmonia do ser. Primerio este chamado chega aos nossos corações, depois ao instinto e finalmente à carne. A alma se debate com estas epinfanias, estes vislumbres da realidade, tentando formar um quadro maior através destes pedaços. É um embate contínuo pois o homem está abraçado por toda estes efeitos, com a falsidade, a "sombra entre o chão e os passos".

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Now playing: Dio - Stay Out Of My Mind
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Aguns dados interessantes

O economista Alexandre Schwartsman apresenta alguns dados interessantes sobre a nossa economia nos últimos anos, particularmente sobre o aumento da carga tributária.

De 1994 até 2007, os anos da política chamada "neoliberal" de FHC e Lula, visto que o segundo seguiu a mesma rota econômica do primeiro, conseguiu engordar a arrecadação em 7,8% do PIB, enquanto que o gasto primário do governo aumentou 8%.

Enquanto que o PIB brasileiro aumentou, no período, mais de 800 bilhões de reais, a arrecadação cresceu mais de 400, o que significa que mais da metade da riqueza produzida no país foi capturada pelo governo. Como ainda se pode chamar esta política de neoliberal?

O governo brasileiro tem aumentado nos últimos anos, sempre a custas da sociedade. Estamos em um processo de inchamento da máquina pública. O governo defende este aumento dizendo que é em benefício da sociedade. Volta a mesma questão que parecia superada na discussão econômica: o governo é mais eficiente que a sociedade para utilizar as riquezas produzidas?

A tentação é dizer que com o governo a equidade será maior. Será mesmo? Ainda acredito na mão invisível de Adam Smith. Não que ela seja perfeita, longe disso. Tanto que em alguns casos é preciso a intervenção do estado para corrigir as distorções, mas no geral a soma das individualidades, sejam pessoas ou empresas, ainda é melhor do que alguns burocratas tomando decisões em nome de todos.

O fato é que Schwartsman constata o aumento inequívoco do tamanho do estado. Não vivemos um regime neoliberal, como pregam os incautos, mas um pleno regime de estatização econômica. Mais uma vez.

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Now playing: The Who - You
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Morandi


Cheguei à obra do italiano Giorgio Morandi(1890-1964) através de uma das crônicas de Contardo Calligaris que usou a arte do pintor para exemplificar o entendimento de Heidegger sobre o papel da arte.

Segundo o alemão, a arte produzia o efeito de tornar o mundo "presente" aos nossos olhos. Muitas vezes não o reparamos, não conseguimos enxergá-lo apesar de estar diante de nossos olhos.

Morandi dedicou-se à pintura de naturezas mortas, principalmente garragas. Quantas garrafas não encontramos pela vida a ponto de não reparar-mos mais nelas? Talvez até mesmo nas garrafas seja possível ver a beleza. Sair um pouco da feiura que vemos todos os dias. Quem sabe o mundo só se torna bonito quando o observamos com atenção.

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Now playing: Faith No More - Falling To Pieces
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terça-feira, janeiro 06, 2009

Lei seca. Quando considerar os números?

O número de acidentes de carros nos feriados de fim de ano aumentou 7% em relação ao ano passado. É claro que a lei seca fica em discussão. Os jornais trazem "numerosavaliações" de inspetores de polícia dizendo que se não fosse pera nova lei, aprovada sem discussão na sociedade, seria ainda pior. Não discuto. Pode ser realmente que seja verdade. O que quero chamar a atenção é este método de raciocinar que desafia qualquer lógica.

Digamos que o número tivesse reduzido. O que os mesmos especialistas, se é que inspetor de trânsito é agora especialista em interpretação de números, estariam dizendo? Que teria reduzido por causa da lei seca. Mas aumentou. Aí não tem nada a ver com a lei seca. Deveriam ter menos certezas e mais dúvidas, seria bem melhor para todos.

Vou dizer que a lei seca não evita acidentes? Não tenho esta certeza. Só levanto alguns pontos:

  • A lei seca está punindo os motoristas irresponsáveis, que causavam acidentes, ou motoristas comuns por conta de um miligrama a mais de álcool?
  • A lei seca não pode está gerando um sentimento nos demais motoristas que basta não beber?
  • A polícia não estaria colocando esforços demais para pegar alguns miligramas de álcool em detrimento de outro tipo de ações que poderiam ser mais eficazes? Tipo prestar atenção em excesso de velocidade?
  • Como fica a questão da punição para homicídios culposos? Por que isso não entra em discussão? Remediar também não seria uma forma de prevenir? Pelo menos neste caso?
  • Toda a discussão do efeito da lei seca não estaria tirando a atenção em outros fatores, talvez mais significativos, como a qualidade das estradas, sinalização ou mesmo o efeito do sono?
  • Em um país onde se tanta coisa inútil tem que passar pelo parlamento não é uma incoerência que um ato desses tenha sido tomado em um gabinete de burocratas, sem qualquer discussão envolvendo a sociedade?

Bruno Tolentino em sua última aula deu um conselho aos jovens: tenham menos certezas e mais dúvidas.

É um bom ponto de partida para entender a realidade.

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Now playing: Van Halen - I'm The One
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Mais um personagem haitiano..

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Mais estórias de um bravo capitão

Nosso brabo capitão, digo, bravo capitão, foi protagonista de outra cena para os anais do Haiti.

Eis que nosso herói foi realizar um reconhecimento de uma estrada entre Porto Príncipe e uma cidade chamada Jacmel, onde existe uma Companhia do Sri Lanka. Chegando lá, resolveu mostrar para seus subordinados sua habilidade com idiomas. Tentou puxar conversa com um oficial daquele país. Começou pelo básico.

__ Du iu ispique ingriche?

O oficial do Sri Lanka balançou a cabeça negativamente.

__ Hablas espanhol?

Novamente nada. Nosso jovem capitão coçou a cabeça. E agora? Resolveu fazer mais uma tantativa?

__ Parlu francê?

Nada.

__ Português?

Nada.

__ Que diabo de língua que tu fala então macho?

Obras de arte de uma pequena artista

Agora deixo qualquer papel de objetividade. É minha princesa que fez estas obras de artes. Só agradeço a Deus, profundamente, por ter me dado a benção de receber este tesouro em minha família.

alfabeto e números


linda girafa


Os patinhos



As meninas do "Hi5"

sábado, janeiro 03, 2009

Apascentando o Rebanho de Deus

Não cheguei nesta obra por força do acaso. Quem a recomendou foi o falecido poeta Bruno Tolentino em sua última aula, apresentada no primeiro número da magnífica revista "Dicta & Contradicta". A íntegra da aula, em gravação, pode ser escutada no site da revista.

Tolentino apresenta duas obras como fundamentais para compreender o século XX. A primeira, é a encíclica de Pio X, Apascentando o Rebanho de Deus; a segunda, A Traição dos Intelectuais, de Julien Benda. Este eu já encomendei. Como o primeiro está disponível na internet, comecei por ele.

Foi uma destas obras que fui obrigado a fazer um resumo bem mais cuidadoso, e mais longo. Na verdade, li as 32 páginas da encíclica três vezes. Houveram passagens que foi preciso ler outras várias. A riqueza e profundidade de Pio X é impressionante. O papa inaugurou, com este texto de 1905, a análise do modernismo, coisa que ninguém ousara antes.

Até então, o modernismo se definia pelo que não era. Pelo que não pretendia. A palavra de ordem era, e é, mudança. Para onde? Ninguém parecia saber muito bem, divergiam muito neste particular. Mas era preciso mudar e o grande vilão era a tradição, a história, a cultura. Se Pio X estivesse vivo hoje derramaria talvez sua última lágrima ao ver a maior nação da terra eleger um líder com esta única palavra: mudança.

Na verdade, o papa não precisaria esperar até hoje. Em 1914 ele viu horrorizado que estava certo. A Europa inteira iniciava uma guerra sem sentido. Seus piores receios se concretizaram, talvez nunca um homem tenha lamentado tanto estar certo. Pio X morreu pouco depois. Angustiado.

Em sua encíclica, Pio X não analisava nenhuma doutrina modernista em particular, fazia o mais difícil. Analisava o que tinha em comum, o que tinha de corpo principal em todas elas. Identificava o caminho para a negação da fé, para o relativismo religioso que acabaria não só com a Igreja Católica, mas com todas as religiões. O ateísmo dominaria o mundo, fundado em uma falsa ciência, senhora absoluta dos destinos da Terra, e os valores se perderiam para sempre.

Pio X não viveu para ver uma segunda guerra mundial, os gulags, os fornos crematórios nazistas, a crueldade comunista, as bombas nucleares, o terrorismo. Estamos hoje em um buraco, no fracasso da humanidade, e o cerne de tudo está nestas 32 páginas. Não é uma leitura fácil, exige reflexão, exige atenção. Mas é um destes textos que mudam sua visão de mundo.

O papa temia mais que tudo a infiltração das teorias modernistas na Igreja Católica. Foi outra coisa que não chegou a ver.

O quadro que Pio X visualizou era a perda total da autoridade da Igreja e a transformação do cristianismo em um religião moldável à evolução moral da humanidade. Os dogmas, o culto, os sacramentos, a Bíblia, até mesmo as palavras de Cristo seriam atualizadas, modificadas para seguir os novos tempos. Ao final, a religião seria disforme, algo a ser superado por um laicismo moderno e redentor.

Na origem de tudo, duas causas: o fascínio pelo novo e o orgulho. No fim, o ateísmo. A morte de Deus. A novo mundo.

Pio X viu o futuro. E tentou não acreditar. Infelizmente, acertou.

Resumo de Apascentando o Rebanho de Deus


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sexta-feira, janeiro 02, 2009

Rápidas do Haiti

__ Acendeu o sinal vermelho!
Levantei os olhos do meu livro.
__ Que sinal?
__ O sinal de alerta!
__ Que alerta?
__ Estou com 84 quilos! Nunca pesei isso na minha vida! Tenho que emagrecer. Acabou a farra. Acabou refrigerante, acabou janta, acabou cerveja. Tenho que emagrecer 6 quilos até ir embora.
Olhei no relógio. Seis da tarde.
__ Não vai nem jantar?
__ Nada. Acabou. Chega de calorias. Agora é perder peso.
Duas horas depois, enquanto dividíamos um panetone inteiro, acompanhado por pepsi, eu não me contive:
__ Como é essa estória do sinal vermelho mesmo?

__ Sim senhor, comandante. Gostaria de dizer que hoje vai ter seção de cinema.
__ Que horas?
__ 20:00.
__ Qual o filme?
__ Batman. Batman e o não sei o quê das trevas.

Palavras na virada do ano, depois de uma dose de Jameson
__ Em primeiro lugar gostaria de desejar feliz natal a todos...

__ Cadê os médicos?

Em tempo: o bichinho de assar pão ainda não voltou do leave...

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10 Princípios Básicos da Economia

Comecei a ler o livro de Introdução à Economia de Gregory Mankiw. Na verdade é mais que uma leitura, é um estudo. Sentei-me em uma mesa, caneta de iluminar texto na mão e devorei o primeiro capítulo. Ficou aquele texto lindo, todo marcado, do jeito que minha esposa odeia. Ela tem aversão a marcar livros!

Para minha surpresa levei uma chamada do Mankiw!

Ao término do capítulo ele deixou uma advertência mais ou menos nestes termos: não se limite a marcar o texto com uma caneta iluminativa, estude, faça resumo. Esta atitude é passiva demais. Exatamente o que eu tinha feito!

Tudo bem, tratei de fazer o resumo do capítulo 1, Os 10 Princípios Básicos da Economia. E divido com vocês!

Os 10 Princípios Básicos da Economia


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quinta-feira, janeiro 01, 2009

Onde estou em minhas leituras

Meu atual estágio de leituras:

Terminado:

Apatecendo o Rebanho do Senhor

Encíclica de Pio X, escrita em 1907, que trata das doutrinas modernistas. O que são e como elas pervertem a fé em uma espécie de relativismo religioso que conduz ao ateísmo como um fator de progresso. Estou fazendo um resumo mais cuidadoso que o normal pela riqueza da obra.

Na pessoa de Cristo, dizem, a ciência e a história não acham mais do que um homem. Portanto, em virtude do primeiro cânon deduzido do agnosticismo, da história dessa pessoa se deve riscar tudo o que sabe de divino. Ainda mais, por força do segundo cânon, a pessoa histórica de Jesus Cristo foi transfigurada pela fé; logo, convêm despojá-la de tudo que a eleva acima das condições históricas. Finalmente, a mesma foi desfigurada pela fé, em virtude no terceiro cânon; logo, se devem remover dela as falas, as ações, tudo enfim que não corresponde ao seu caráter, condição e educação, lugar e tempo em que viveu.


Contra os Acadêmicos

Na verdade, trata-se do primeiro diálogo de uma edição com outros três. Estou relendo. Tem obras que são assim, é preciso de uma segunda leitura. Principalmente quando estou tentando captar as idéias do autor. Santo Agostinho trata da possibilidade de se atingir a verdade, de se obter a sabedoria.

Pois desejamos a felicidade. Quer esta consista em encontrar a verdade, quer em buscá-la diligentemente, devemos em todo caso, se quisermos ser felizes, fazer passar antes de tudo pela busca da verdade.


Lendo:

Quinta-Coluna

Estou economizando este livro ao máximo! Se quisesse já tinha acabado. Os temas tratado por Contardo Calligaris são um chamado à reflexão sobre a vida contemporânea. São 101 crônicas. Leio uma por dia para adiar seu término. Cada leitura é uma nova experiência. A última que li trata do livro de uma italiana Rossana Rossanda, seu livro de memória, onde reflete sobre o silêncio dos socialistas europeus sobre o horror soviético; ela incluída.

Em 1949, Rossana visitou a União Soviética (...) Quase 40 anos mais tarde, em Moscou, ela encontrou uma velhinha que tinha passado metade da sua vida nos campos de concentração soviéticos. A velhinha lhe perguntou: "Mas porque você veio em 1949 ajudar Stalin?".


Intellectuals

Estou no capítulo que trata de Ibsen. Paul Johnson mostra uma semelhança dele com outros intelectuais tratados anteriormente. Ibsen mostrava em seus escritos um imenso amor pela humanidade, mas era incapaz de demonstrá-lo para o individuo. Como Rosseau, Marx e Shelley, sua criação era em função de um homem genérico, não conseguia se relacionar com a pessoa real ao seu lado.

"Here was the Great Liberator, the man who had studied and penetrated mankind, wept for it, and whose works taught it how to see itsell from the fetters of convention and stuffy prejudice. But if he fell so strongly for humanity, why did he seem to repel individual people?"


Os Lusíadas

Estou no Canto IV. A segunda parte da narrativa de Vasco da Gama ao rei de Melinde sobre a história de Portugal. Acabei de ler uma parte que conhecia, e não canso de admirar. A estória de Inês de Castro, aquela "que depois de ser morta foi rainha". Inês era amante de D Pedro I, príncipe de Portugal, que com a morte da princesa ficou desimpedido para o casamento. Aproveitando-se da ausência do herdeiro, D Afonso, influenciado por seus conselheiros, manda executar Inês. Ao retornar, e tornar-se rei, D Pedro executa os assassinos de sua amada, manda desenterrá-la e realiza sua coroação.

Assim como a bonina, que cortada
Antes deo tempo foi, cândida e bela,
Sendo das mãos lacivas maltratada
Da menina que a trouxe na capela,
O cheiro traz perdido e a cor murchada:
Tal está, morta, a pálida donzela,
Secas do rosto as rosas, e perdida
A branca e viva cor, com a doce vida.


The Story of Philosophy

Bryan Magee apresenta um livro muito bonito, visualmente, sobre a história da filosofia. Seus textos são bastante didáticos e bem colocados. Não estou lendo na ordem, tem horas que vou para o fim do livro, outras para o começo; tudo depende a inspiração. A última parte que li trata de Aristóteles.

The key question from with Aristotle started out was: What are the objects in this world? What is it for something to exist? In his own words:"The question that was asked long ago, is asked now, and is always a matter of difficulty [is] What is being?


Introdução à Economia

Comecei esta semana. O livro de Mankiw é uma referência para a introdução à economia em vários cursos de graduação e pós-graduação no Brasil e no mundo. O primeiro capítulo trata da apresentação sumária dos 10 princípios básicos da economia.

O Céu e o Inferno

Livro de Alan Kardec, um dos que deram a base para a doutrina espírita. Trata da justiça divina. Depois de apresentar o céu e o inferno, Kardec apresenta o purgatório, que segundo ele seria nossa própria existência atual.

O Espiritismo não vem, pois, negar a penalidade futura; ao contrário, vem constatá-la. O que ele destrói é o inferno localizado, com suas fornalhas e as suas penas irremissíveis. Não nega o purgatório, uma vez que prova que nele estamos; define-o e o precisa, explicando a causa das misérias terrestres, e com isso nele faz crerem os que o negam.


Outras leituras:

Dicta e Contradicta, vol I

Teoricamente trata-se de uma revista. Mas são mais de 200 páginas, em duas colunas, praticamente sem propaganda ou ilustrações! E seu conteúdo é fantástico! Já li a última aula de Bruno Tolentino, uma apresentação do Eclesiastes, sobre Gasset, Eliot, Kafka, Hayek e tantos outros. Estou no final. Acabei de ler um conto de autoria de Antonio Fernando Borges.

A Imitação do Amanhecer

É a releitura. Com muito mais calma agora. Em quatro dia, li 3 sonetos e decorei um! Vale a pena.

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