terça-feira, janeiro 27, 2009

E aí Obama?

4 comentários:

Alexandra disse...

Eu prometi a mim mesma que não entraria mais nessas discussões, mas essa manipulação dos fatos foi ótima...

Marcos Guerson Jr disse...

Bem, não concordo com o uso da palavra "manipulação". Os fatos são esses. O que o vídeo evidencia é que segundo a ideologia abortista, o bebê em questão estaria completamente qualificado para ser abortado. Ou seja, o fato de um bebê ser gerado em uma situação muito ruim não significa necessariamente que seu futuro ou de sua família estará arruinado. Apenas isso.

Alexandra disse...

Bom, em primeiro lugar, os pais do Obama se separaram quando ele tinha 2 anos de idade, ou seja, quando a mãe dele engravidou e ele nasceu os pais dele ainda estavam juntos portanto não se pode dizer que ele veio ao mundo num lar desfeito e em circumstancias difíceis como o vídeo insinua. O fato dos pais se separarem, em si, não representa nada demais já que na America do Norte mais de 50% dos casamentos resultam em divórcio; a grande maioria antes de 3 anos de casados. Quando o Obama tinha 6 anos de idade a mãe dele já era casada de novo (não sei bem quando ela se casou, mas com 6 anos a família se mudou pra Indonésia). Então dizer que ele foi criado por uma mãe solteira é no mínimo um exagero. Mesmo se contarmos o tempo entre os 2-6 anos, não dá pra dizer que a mãe estava sozinha no mundo, criando-o com dificuldades já que eles moravam no Hawai e tinham o apoio dos pais dela, uma família estavel, trabalhadora e que foi quem o criou depois dos 10 anos de idade. Realmente, os fatos são esses, a manipulação está na maneira como foram enumerados como se tivesse passado pela cabeça da mãe do Obama abortar quando ela estava grávida, o que é no mínimo uma especulação sem nenhuma base.

Eu concordo completamente - e acho que todos os que defendem o direito de escolha (o que é muito diferente de ser "pró-abortista") concordam também - que o fato de alguém nascer numa situação difícil de maneira alguma determina seu futuro.

Marcos Guerson Jr disse...

Vamos analisar logicamente a manipulação dos fatos. Sugira que assista o video novamente:

1. O futuro desta criança é um lar desfeito.

Verdade. Não diz que estava desfeito, disse que o futuro seria um lar desfeito.

2.Ele será abandonado por seu pai.

Novamente verdade.

3. Sua mãe solteira sofrerá para criá-lo.

Verdade.

E assim por diante. Não há uma única manipulação dos fatos no video. Apenas a evidência que o caminho de Obama seria muito mais difícil e exigiria muito sacrifício tanto dele quando de sua mãe para conseguir vencer. E ele venceu não foi?

Em nenhum momento o vídeo sugere, nem de longe, que a mãe de Obama teria pensado em aborto. O que discute é que um aborto pode privar o mundo de um ser humano especial. Só isso.

Será que somos capazes de definir quando uma vida humana será válida ou não? Será que podemos condenar o futuro de uma criança ou de sua mãe de antemão? Será que qualquer ser humano tem a capacidade de decidir se um bebê deve viver ou não?

A Eliene está com menos de quatro meses de gravidez. Faz tempo que já vemos movimento dos dedos, das mãos, da cabeça. O coração já bate desde o primeiro ultra-som que fizemos. Como dizer que não é uma vida?

E se é uma vida, como defender que possa ser sacrificada?

Obama como senador votou a favor de verbas para o tal do "aborto com nascimento parcial", o que inclui bebês de oito meses. Qual a diferença de um bebê de oito meses para ou de nove? Ou de sete? Se pode sacrificar um de oito porque não poderia também sacrificar um que nasceu com alguma anomalia, digamos com sindrome de down? Chegaremos realmente a este ponto? Brincaremos de Deus a esse nível?