sábado, fevereiro 28, 2009

Homem Aranha 3

Novamente o aracnídeo mais famoso do mundo enfrenta inimigos, alguns visíveis e outros não.

Os visíveis são o homem areia, doende macabro e, principalmente, Venon. Os internos são o egoísmo, vingança, vaidade. Afinal, por baixo daquela roupa de homem aranha existe um adolescente iniciando sua vida adulta.

O problema deste terceiro filme é que algumas peças simplesmente não encaixam. As situações ficaram meio forçadas e mesmo inverossímeis. Posso falar em verossimilhança em uma estória em quadrinhos? Posso. Uma das coisas que aprendi como Mario Vargas Llosa é que mesmo a fantasia tem que ter veracidade. Trata-se de uma arte, mostrar uma mentira como se fosse verdade. Para sermos conquistados por uma estória temos que acreditar nela, mesmo sabendo que é mentira.

E não são as cenas de ação ou os vilões que compromentem a veracidade da estória, mas as pessoas de carne e osso. Os personagens simplesmente passaram um pouco do tom e muitas situações ficaram pelo caminho. Em uma cena o doende macabro sequestra Mary Jane, na seguinte ela termina com Peter e depois a estória segue como se o deode nunca tivesse aparecido. A própria soberba de Peter, mesmo antes da influência de Venon, parece forçada.

Homem Aranha 3 vale pelas cenas de ação, mas é inferior aos outros dois no que diz respeito aos dramas humanos. Ficou parecendo que tentaram abordar muitas coisas ao mesmo tempo e acabaram se perdendo em algum ponto.

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