quinta-feira, março 26, 2009

Além do Bem e do Mal - Nietzsche

Em Além do Bem e do Mal, Nietzsche vai aprofundar suas idéias sobre a moral, desenvolvidas em seu livro anterior, Assim Falou Zaratrusta.

Primeiro, o filósofo coloca em suspenso tudo que foi produzido anteriormente pela filosofia, principalmente no que se refere ao problema moral. Todos os filósofos ocidentais poderiam estar errados por tentar descobrir a verdade como sinônimo de sabedoria. Nietzsche argumenta que a sabedoria poderia estar na mentira e que a verdade poderia nem existir. Os juízos mais falsos seriam os mais importantes pois o homem não conseguiria viver sem a falsificação da realidade. A inverdade seria uma condição de vida e quem ousasse afirmar isso estaria se colocando além do bem e do mal. O que os filósofos colocavam como afirmação da moralidade eram apenas preconceitos próprios e isso incluía o próprio cristianismo, uma moral que enfraquecia o homem ocidental.

Nietzsche distinguia duas formas de moral. Uma, daqueles que tinham força para impor seus conceitos, era a moral dos senhores e baseava-se no que tornava o homem mais forte em relação ao seu semelhante como força, coragem, orgulho, vontade. A esta moral se opunha a moral dos escravos, daqueles que sofrem, que valorizava o sofrimento, a compaixão, a humildade. Uma moral que poderia ser bem resumido na crença cristã. Esta moral buscava sobretudo subjugar o homem mais forte contribuindo para o enfraquecimento do europeu.

O filósofo critica profundamente a religião que seria contra a natureza do homem e o impediria de realizar sua potencialidades e seu destino sobre a Terra. O homem precisaria superar a religião para conseguir viver além do bem e do mal e se realizar. O homem que conseguisse isso seria o super-homem e teria a vontade como expressão de sua moralidade, uma vontade que denominou vontade de poder. Este homem não se prenderia por noções de certo ou errado justamente por não existir esta diferença, apenas a tentativa dos escravos em domar sua própria força. “O essencial e inestimável em toda moral e o fato de que ela é uma prolongada coação”.

“O julgamento e a condenação morais constituem a vingança preferida dos espiritualmente limitados contra aqueles que são menos, também uma espécie de indenização por terem sido precariamente contemplados pela natureza e, por fim, uma ocasião de obterem espírito e se tornarem refinados :_ a malícia espiritualiza. No fundo, lhes faz bem ao coração que exista um critério diante do qual mesmo aqueles cumulados com os bens e os privilégios do espírito se tornem seus iguais __ eles lutam pela “igualdade de todos perante Deus” e quase chegam a necessitar da fé em Deus para tando”.

3 comentários:

CINNAMON CARTER disse...

Estou lendo esse livro de Nietzsche ainda... ainda nas primeiras paginas... gostei do seu blogger...vc jah leu outros livros dele?!

ateh

O Andarilho disse...

visite meu blog, andarilhoinconformado.blogspot.com, acho que vai gostar!

Anônimo disse...

muito bom, gostei do comentário sobre Além do Bem e do Mal! parabéns!
bolseiro6@yahoo.com.br
Bruno