quarta-feira, março 04, 2009

Economia em tempos de Obama

Uma das coisas que estou aprendendo em meus estudos de economia é que impostos encolhem o mercado. Essa é uma verdade que não é suficientemente dita, embora tenhamos uma vaga noção dela. Se o governo deseja limitar a poluição, por exemplo, uma medida é taxar fortemente a gasolina. Com o tempo, o consumidor dará preferência a carros econômicos, álcool ou mesmo o transporte público. Uma das medidas que os governos usam contra o cigarro é a taxação. O mesmo vale para o pão, material escolar, etc. Quando se taxa um produto, ele aumenta seu preço e menos pessoas estão dispostas a pagar por ele.

Ao mesmo tempo, é uma constatação que o estado sempre aumenta seu poder tem tempo de crise. Principalmente pelo medo que se espalha na sociedade. Medo de perder o emprego, perder a aposentadoria, das pessoas pararem de comprar. Em tempos de pânico, indivíduos e empresas olham para o estado como uma espécie de salvador. O que não percebem é que o estado muitas vezes é parte do problema.

Juntando estas duas constatações, temos o pacotaço do Obama. Um trilhão de reais para estímulo da economia. Redução de impostos? Ao contrário, eles aumentam. O que o governo americano pretende é tirar dinheiro da sociedade para ele próprio estimular a economia.

Ninguém conseguiu ainda ler todo o pacote (tem mais de mil páginas, cheias de tecnicidades), que foi aprovado assim, como se os Estados Unidos fossem uma república bananeira qualquer. O que se conseguiu perceber, é que no meio do pacote, existe uma grande previsão de gastos sociais puro e simples; trata-se de uma autorização para implementação de políticas sociais dos democratas sob uma roupagem de incentivar o consumo. O pacote corresponde ao aumento do tamanho do estado e seu poder sobre os indivíduos. Com o apoio dos chamados "republicanos reformistas".

Estas idéias não deram certo na década de 30 quando Roosevelt implantou o New Deal, embora tenha sido bastante popular. Nem no governo Johnson, nem em 1979, e muito menos agora. Nenhum governo substitui a capacidade da sociedade em estimular sua economia. O melhor estímulo agora seria mais dinheiro nas mãos dos consumidores, o que seria possível com redução de impostos.

O presidente Obama solicitou autorização do Congresso para aumentar a dívida pública para 1,7 trilhões. Surgiu assim o "ato de responsabilidade". Não sei o que pode ter de responsável em se gastar mais do que arrecada (leiam 1984, novilíngua!). Deveria se chamar lei da irresponsabilidade.

Uma coisa parece certa, o governo vai aumentar e o indivíduo vai encolher. Os competentes terão que pagar pelos incompetentes, e as gerações futuras terão uma pesada herança para lidar. É questão de tempo.

Um comentário:

bambuamarelo chopoto disse...

http://cipotaneativa.ning.com/
Enquanto o EUA näo conter o desastre do mercado financeiro näo virá acalmar outros mercados financeiros dos países do Mercado mundial.

Epicentro – All Eyes on the US

Para muitos poderäo näo agradar que também a crise tem indicado o seu tom nos USA. Na grande Britânia tem o seu RBS, Alemanha sua Hypo Real Estate, Islandia sua mercadoria no negócio ilegal movimentado desde Lehman Bros. A vaca foi para o brejo quando todo mundo estremeceu a bolsa de valores no Mercado financeiro em todo mundo. Também a Bear Stearns, Merrill Lynch e Washington encorajado säo apenas boas lembrancas.
E ainda existe outros zombies: o Citigroup, anteriormente cerca do maior banco do mundo tem hoje um dollar no curso de uma acäo que em 2007 estava ainda por volta de 56 dollar. Ou entäo o banco of America está indo também muito mal. Outro ponto dramático: AIG, ela é a maior empresa de consórcio de seguros no mundo. Um Zumbi que para necessitous em preparar 180 Mrd. Dollar numa transfusäo sanguinea, näo permitindo o inválido a entrado no reino do extinto falecido sistema tributário do Mercado internacional financeiro. Na quinta quinzenal de 2008 a AIG perdeu por dia 670 Mio. dollar.
Daí deste ponto comeca inúmeras instituicoes financeiras e outras empresas gerando um rebolico no mundo e nos negócios interligados. Seria ainda um grande desastre como a Lehman-Crasch. Ninguém sabe até agora para onde sumiu 100, 200 Mrd. Dollar ou mais que nesta enorme quantidade de dinheiro que foi devorado? Muitos expertos no assunto acham que este caso é muito especial, faz a gente ficar furioso.
O governo Obama quer paralelamente 787 Mrd. Dollar para regular a economia e a salv-action de hipoteca. O preco imobiliário caiu e a obtencäo de crédito na compra e venda de imobili-arde é a maior atingida pela crise. A queda do setor de financas deverá ser mais ou menos 2 bilhöes dollar, algo que poderá calcular se por Hedgefonds e firmas privadas.
O ganhador do prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman e outros economistas säo do ponto de vista que as medidas tomadas pelos governos dos países industrializados näo é a direcäo a seguir, escassas de avaliacöes. Na opiniäo de muitos necessita primeiramente acabar com a queda do Mercado imobiliário, se caso os bancos realmente deveräo ser ajudado.
Sera que estamos ainda no fim da arma massacradora do capital especulativo?
O Terceiro mundo precisa de moeda, näo somente os países industrializados teräo um um grande problema. Asia, América Latina viräo ainda cada vez mais forte ficar no seu canto. Muitos países pobres näo tem dinheiro para fazer programas de conjunturas. Também a alta dos juros necessita ser cauteloso com sistema monetário e deixar cair o seu valor, sem nenhuma atracäo. A moeda monetária já cai porque os investidores que por causa de medo em subtrair o valor da moeda monetária, perdem se dinheiro.
A crise nos países em desenvolvimento calcula se que já perdeu cerca um bilhäo dollar em desenvolvimento avalia o FMI. Além disso, permite se que em torno de 50 milhöes de Pessoas que com apenas 2 dollar por dia para viver, sobreviver. Até mesmo o Japäo está metido numa profunda crise, mesmo injetando 100 Mrd. Dollar. O banco mundial solicita em todo caso novos meios de protecäo para os países em desenvolvimento para superar a crise, assim bem como 0,7 porcento do programa dos países industrializados a serem preparados e ajudados com este dinheiro e assim poderemos dormir sossegados.
Em outras palavras, nós necessitamos exatamente refletir, como nós iremos manusear Mercado global financeiro, apesar de näo estar claro como será um pesadelo para o Brasil entrar de novo numa crise como foi 1990 depois de tudo ter feito. Como reagir, ainda näo está claro. De qualquer forma sabemos e conhecemos como é perigosa a globalizacao financeira, isto é fato. Estou convencido que a nossa estrutura está preparada para superar e vencer esta barreira graduando um claro olhar do Ser Humano que se apresenta, remexe e assenta.
No Banku.
Hasta la vista Baby.