sábado, março 14, 2009

O Problema da violência

Leio no blog do Clausewitz que, em 12 horas, quatro policiais militares foram mortos no estado do Rio de Janeiro. Enquanto isso, o ministro da justiça está preocupado em justificar o asilo político a um assassino e o presidente Lula vai bater um papo com Obama.

O noticiário político brasileiro só trata do PAC. A caravana da alegria do governo petista passeia pelo Brasil inaugurando promessas de obras que seriam realizadas de qualquer forma, com ou sem o carimbo publicitário que criaram. Ou obras que nuncam sairão do papel.

O assunto da violência urbana fica restrito às páginas das cidades, ao cotidiano, aos assuntos policiais. Não deveria. O assunto deveria estar nas primeiras páginas, nas páginas de política pois é um assunto político.

No Brasil o crime ceifa mais vidas, em termos relativos, que a guerra do Iraque. Em qualquer país mais ou menos civilizado, daí se conclui, mais uma vez, que não o somos, a sociedade estaria precionando o governo por uma atitude. Por que isso não acontece no Brasil? Por que não vamos às ruas pedindo que parem com este banho de sangue?

Depois de algumas décadas de doutrinação socialista nos formadores de opinião, intelectuais e jornalistas, o brasileiro adotou, sem tomar conta, uma das falácias principais do pensamento de esquerda: que o crime é consequência da pobreza. Melhor ainda, o brasileiro se convenceu que pedir justiça é execrável, que é coisa de reacionário, embora não saiba bem o que é este demônio.

E que opção foi lhe dada? Qual a voz que se levanta para bradar outra leitura do mundo? A leitura que somos individualmente responsáveis por nossos atos? Cadê a voz para mostrar que existem países mais pobres que o nosso com taxas de criminalidade menor? Que é a descrença na existência do bem e do mal que leva uma pessoa ao crime? Que é a insuficiência de vontade para combater o mal que habita em todos nós é que leva muitos a fazer o mal ao próximo?

Por que não se pode ligar a frouxidão da legislação brasileira ao crime? O número de condenações e o período das penas ao crime? Por que não se pode dizer que é justamente as idéias dos esquerdistas e sua atuação na constituição de 88, que nos colocaram no caminho para este desastre de grandes proporções?

Sim. Para proteger os socialistas que tentaram implantar uma ditadura comunista no Brasil, criou-se uma proteção constitucional ineficaz, que permite que um estrupador assassino receba indulto de natal! Que esteja livre em poucos anos! Que volte a cometer o mesmo crime que foi condenado!

Uma das noções mais básicas da vida é nosso instinto de sobrevivência. Antes de qualquer coisa, o homem teme pela própria vida. Mais do que emprego, bolsa família, o homem deseja se sentir seguro. A partir daí ele vai se preocupar com o resto. O paradoxo é que o pobre é justamente quem mais sofre com a violência, uma violência que teria sido causada justamente por ele. Um dos problemas da responsabilidade social da violência é a despersonalização do criminoso. Ele não tem face, ele é uma vítima. Por que condená-lo então?

O problema central do Brasil hoje é a violência, que não está mais limitada às grandes cidades. Já espalhou-se como um câncer por todo o país; este movimento de interiorização do crime é cada vez mais forte. Quanto tempo vai levar para os nossos políticos compreenderem? Que o crime é um dos ingredientes para perpetuação da pobreza?

Políticos de esquerda não gostam de enfrentar o crime de frente. Gostam de repetir que o combate à pobreza é o melhor remédio para diminuir a criminalidade. Não é, trata-se de apenas um componente. Criminosos se combatem com polícia, leis e prisão. Qualquer pessoa que não esteja completamente cega pelos absurdos progressistas sabe disso, lugar de bandido é na cadeia. Tendo em vista esta constatação básica podemos nos perguntar: o Brasil consegue colocar seus bandidos na cadeia? Por que? O que nos impede? As leis? O governo? O judiciário? A falta de vontade política?

São 16 anos de poder hegemônico da esquerda no Brasil. Neste período a criminalidade cresceu sem parar. Quando tempo levará para o brasileiro compreender que o remédio está errado? Que a leniência apenas causa mais violência? Que a esquerda não tem a leitura correta para o problema e portanto nunca conseguirá resolvê-lo? Quantos morrerão pela recusa de encarar a realidade?

A violência é sim um problema político, e da maior gravidade. O dia em que ela se tornar de fato um problema de polícia é porque teremos avançado como civilização. O Brasil precisa lidar efetivamente com a violência. E vencê-la.

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