sábado, abril 18, 2009

chesterton e o Universo - Scott Randall Paine

O nome de Chesterton é pouco conhecido no Brasil. É uma pena. Trata-se de uma mente extraordinária que torna-se mais importante à medida que o tempo passa. Difícil dizer qual foi o seu papel na interpretação do mundo que se estabelecia no fim do século XIX, o mundo moderno. Esta foi a tarefa que Scott Randall Paine se propôs em “Chesterton e o Universo”.

Paine rejeita classificá-lo como um simples escritor cristão, ou mesmo filósofo; para ele, o papel que melhor caberia a Chesterton é o de retórico. Não no sentido depreciativo da palavra, mas na melhor acepção proposta por Aristóteles, aquele capaz de comunicar a verdade da melhor maneira possível. Paine sustenta que precisamos cada vez mais de Chesterton porque somos incapazes de ler Platão, Aristóteles e Tomás de Aquino. O mundo moderno tirou esta nossa capacidade. O principal papel desempenhado por Chesterton foi o de compreender a mensagem desses gigantes e conseguir comunicá-las de uma forma que une simplicidade com beleza. Chesterton foi acima de tudo um comunicador.

Chesterton foi quem melhor soube procurar e entender o senso comum, a sabedoria das coisas ordinárias sobre as extraordinárias. Para ele, tudo começava com a constatação da existência do mundo. Não só sua existência, mas sua beleza. O grande mal da filosofia moderna, que muito se aproximou das religiões orientais, foi recusar aceitar o princípio da existência do mundo. Para ele, só era possível filosofar a partir do universo, só se entenderia as partes vendo o todo. De tanto procurar este senso comum, acabou encontrando o que rejeitara na juventude, o cristianismo.

Este é mais um daqueles livros que merecem um artigo mais apurado, que pode ser conferido no link abaixo. Eu sou fão do cara. Dizer mais o que?

Artigo Completo

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