segunda-feira, abril 06, 2009

Maratona de My Name is Earl

Na última semana tive alguns problemas de insônia, parte pela notícia que ficaremos um mês a mais aqui no Haiti. Foi uma ducha de água fria para quem já começava a se preparar para ir embora.

Como estava com a terceira temporada de My Name is Earl, aproveitei para assisti-la toda. Na verdade tentei resistir, mas fui vencido. A temporada foi muito boa!

Uma das coisas legais do seriado são os questionamentos que ele faz sobre o politicamente correto, um dos males que está corroendo a sociedade americana e mundial. O mundo de Earl é um mundo de estereótipos criados pelos próprios esquerdistas que só conseguem raciocinar com o ser humano por categorias. Temos de tudo lá, a loira burra e preconceituosa, o negro vendedor de maconha, o americano médio preconceituoso, o homossexual no armário, a imigrante mexicana ilegal com sua cultura exótica e tantos outros. Nada é poupado, desde anões, prostitutas e deficientes físicos.

O interessante é que quando as pessoas são retratadas por seus estereótipos, elas não parecem reais. Somente quando enxergamos mais de perto e começamos a perceber que a loira não é tão burra assim, que o negro é o mais inteligente da turma, que a mexicana é trabalhadora e etc, é que começamos a ver uma realidade mais presente, mostrando que temos muito mais em comum do que diferenças, que não podemos ser representados por categorias! My Name is Earl é um seriado que fala do indivíduo e de seu imenso poder transformador na sociedade. Limitá-lo é limitar a sociedade.

O estado aparece sempre como algo bizarro, como algo que na verdade não consegue resolver os problemas mais comuns. Os problemas só se resolvem na verdade quando o senso de comunidade aparece. Ao empenhar-se, como indivíduo, em fazer o que é certo, Earl desenvolve a sua volta um senso de comunidade que o estado nunca conseguirá desenvolver.

My Name is Earl é sobre o triunfo do indivíduo sobre os falsos consensos impostos na sociedade pelos coletivistas pois parte de um princípio que não deveria ser esquecido: uma sociedade muda quando o indivíduo se transforma de maneira voluntária, pela reforma interior. Esta transformação tem que ir neste sentido, indivíduo para a sociedade e não o contrário, sociedade, ou melhor, quem fala em nome dela, em direção ao indivíduo, que é justamente o que faz o politicamente correto.

É preciso resgatar o papel do indivíduo na sociedade e lutar contra a visão que o representa em categorias. Não existe o negro, o imigrante, o deficiente, o branco, o índio. Existe João, Maria, José, Pedro, que por acidente são negros, imigrantes, brancos, deficientes e etc. Não é o acidente que define o que somos, é o que nos é comum, a nossa própria humanidade.

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