quarta-feira, maio 20, 2009

Estado avança ainda mais sobre a sociedade

Ontem saiu a notícia sobre a fusão da Perdigão com a Sadia. Sempre é uma preocupação quando duas grandes empresas se fundem pois é uma empresa a menos para concorrer no mercado. Mas o pior só fui ler hoje pela manhã:

Os fundos de pensão - que controlam a Perdigão - e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) planejam comprar pelo menos 50% - se possível até 65% - das ações a serem emitidas até o fim de julho pela Brasil Foods, a companhia formada por Sadia e Perdigão. A oferta dos papéis para reforçar a companhia deverá atingir R$ 4 bilhões. Com essa compra agressiva, os fundos querem ampliar, de 26% para 35%, sua participação no capital total da nova empresa. O BNDES ficaria com algo como 9%. Juntos, passariam a ter 44% da Brasil Foods.

Os fundos de pensão são controlados pelas estatais, particularmente pelo Banco do governo, ou melhor, o Banco do Brasil. Tudo feito sob aplausos, pois o que o brasileiro gosta mesmo é de estado. Quanto maior, melhor. O atual governo está aproveitando a crise, como acontece no mundo inteiro, para avançar sobre a sociedade civil. O grande problema é que passado a crise, a volta nunca é natural e nunca é total. Tirar poder do estado é um trabalho que exige líderes de verdade, coisa cada vez mais rara.

O mais curioso é que o estado brasileiro está na raiz da maioria dos nossos problemas econômicos e o remédio é sempre mais estado. Um ciclo danoso que não só impede nosso desenvolvimento, mas aprofunda nosso atraso econômico. O Brasil está de fato andando para trás. O termo atraso é tecnicamente incorreto, estamos na verdade nos afastando do caminho correto. Estamos, mais uma vez, fazendo as escolhas erradas.

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