domingo, junho 14, 2009

Machado de Assis - Lúcia de Miguel Pereira

Em uma de suas últimas aulas, Bruno Tolentino disse que se Machado de Assis foi possível, então o Brasil era possível e sugeriu um livro, a biografia do maior autor brasileiro, de autoria de Lúcia de Miguel Pereira. Para ele, três livros eram fundamentais para entender o Brasil: Raízes do Brasil, Casa Grande e Senzala e Machado de Assis. Fiquei curioso, Tolentino substituía na lista usualmente apresentada, Caio Prado Júnior por "tia Lúcia".

Depois de ler "Machado de Assis" entendi o porque. Ao invés de uma análise econômica pelo viés marxista, Tolentia colocou o indivíduo em sua melhor acepção. Um mulato pobre, nascido ainda no período da escravidão, criado de favor, epilético e autodidata tornou-se o grande nome da literatura brasileira. Criou uma sombra tão poderosa que nenhum outro tentou fazer-lhe sombra, fugindo de qualquer comparação com este gênio. Machado mostra que o homem pode superar o meio em que vive e foi criado, superar os preconceitos e pelo próprio esforço e talento. Quer melhor resposta ao marxismo, esta doença que ainda nos aflinge, do que uma biografia de Machado de Assis?

Lúcia de Miguel Pereira mostra por que só podemos entender a pessoa de Machado por sua obra, o quando se desnudou nas páginas de seus livros. Na poesia, nos contos, na crônica, nos romances, Machado mostrou suas incertezas, sua angústias, suas culpas, seus receios. Tratou com extrema sensibilidade e paixão o tema que mais o impressionava, o homem, o indivíduo. O homem não era uma categoria, uma representação de um grupo. Era único, completamente imprevisível, cheio de nuances e vontade própria.

Apesar de pessimista, a visão de Machado era fundamentalmente irônica, mostrando pelo ridículo as imperfeições da condição humana. Imperfeições que pare ele não teria cura. Não existe um novo homem a ser construído e o mundo não é um lugar sério para se viver.

Quando vejo que cada vez mais querem banir a ironia do mundo, começo a entender por que. A ironia é a chave para desmascarar os absurdos, a falta de senso comum, a idiotice que assola o mundo de hoje. Não é a toa que os grandes reformadores querem bani-la de qualquer forma, temem ser desmascarados quando o observador reparar no ridículo de suas pretensões.

Através de sua ficção, Machado nos deu o caminho para entender melhor nossa condição e o mundo a nossa volta. Um santo remédio para as ilusões que nos são vendidas a cada dia e com maior rapidez.

Retomando Bruno Tolentino, "Machado de Assis" é um sopro de esperança. Se acreditarmos que o homem é possível, mesmo na imperfeição que se encontra, podemos acreditar que assim somos todos. A pergunta é: o quando de Machado de Assis temos em cada um de nós?

As 10 mais do Haiti

Chegando ao fim, é hora de registrar as músicas que marcaram esta época da minha vida. Se ainda é difícil fazer um balanço dos 9 meses de missão (contando desde a apresentação em Aquidauana para a preparação), fica esta lista, com seus significados.

A Matter of Time - Los Lobos

Primeiro fim de semana da missão; fomos para Campo Grande. Alugamos um carro em Aquidauana. Como tinha um rádio, acabei comprando alguns cds. Não sei bem por que, mas acabei comprando um coletânea do Los Lobos, banda que nunca tinha escutado. Nos rendeu momentos bastante divertidos andando pelas ruas da capital do Mato Grosso do Sul.

Como Ser Feliz Ganhando Pouco - O Bando do Velho Jack

Banda de Campo Grande, fez um show neste mesmo final de semana. Chegamos a ir no local, mas não tinha mais ingresso; estava lotado. Um monte de gente ficou do lado de fora, bebendo e escutado músicas. Eu e o Jair conhecemos o Bando pelo pouco que dava para escutar, do lado de fora do bar. No dia seguinte comprei um cd no shopping. Escutei o som do Bando praticamente durante todo o preparo. Além de lembrar de um amigo dos tempos de Santarém, que agora mora em Aquidauana, e que primeiro tinha me falado sobre a banda.

Seven Nation Army - The White Stripes

Outra banda que não tinha parado para escutar. Quando escuto Seven Nation Army, lembro do caminho para a praia, em um dos primeiros finais de semana em Porto Príncipe. Não foi um programa que se repetiu muito porque os domingos foram mais dedicados ao "nadismo", ou seja, a ficar morgado esperando o tempo passar. E recuperando das ressacas dos sábados.

Funk #49 - The James Gang

Esta foi uma presença constante nas corridas ao redor da base. No início até que tive empolgação, depois as corridas se transformaram em caminhadas sem som, normalmente conversando com o Jair. Tinha feito planos no Brasil de fazer algum plano de treinamento e usar o Haiti para entrar em forma; deu tudo errado. Só no final, nas últimas semanas, que usei a página da nike para montar um programa de 11 semanas e até agora, na quarta, segui a risca. Antes tarde do que nunca.

Going Up The Country - Kitty, Daisy and Lewis

De tanto escutar Donnas, Blondie e Jefferson Airplane, bandas com vocais femininos, acabei dando uma "googlada" para procurar coisas novas. Através de um site fiquei sabendo de uma banda formada por irmãos, ainda garotos, que tocavam... rockabilly! Fiquei curioso e assim descobri Kitty, Daisy and Lewis. O fato da banda ser uma família __ eles tocam com os pais acompanhando __ em um momento que estava longe da minha, acabou criando uma conexão interessante.

Where to Now St Peter - Elton John

Nunca dei a devida atenção para Elton John. No meu primeiro leave, teve o show do Rio de Janeiro e lembro que assisti, da televisão, junto com o Luan. Na volta, passando por Miami, comprei dois discos. Esta música, pela temática e letra, casou muito com as coisas que andei refletindo no período que passei aqui no Haiti.

Back to Black - Amy Winehouse

Esta é para lembrar das farras de sábado a noite. Por farra, entendam ficar bebendo, batendo papo e escutando música. Tinha um colega que depois de algumas doses, usando todo seu inglês, começava a pedir algo como: coloca Amy westwesthouse. Sempre rendeu boas gargalhadas. A música acabou virando hit dos fins de noite.

Somebody to Love - Jefferson Airplane

As corridas do início de missão também foram importantes para escutar mais Jefferson Airplane. Somebody to Love é uma daquelas músicas que não saem da cabeça e ficava constantemente cantarolando-a pela companhia.

It's a Mistake - Men At Work

Hino da República Dominicana. Não tem como esquecer eu, Jair e Bertoldo andando em um Corola de câmbio automático pelas ruas de Santo Domingo, muitas vezes perdidos. Uma das brilhantes idéias foi ir a um shopping no domingo rendendo-nos uma volta ao mundo para chegar lá. O pior é que o shopping era um grande m... Mas as lembranças foram as melhores possíveis, principalmente da noite do Hard Rock Cafe.

Maria - Blondie

Esta é a música que estou mais escutando no momento, o hit de final de missão. Enfim, acabou. Dentro de 9 dias estou voltando para o Brasil e retomando minha vida. Valeu a pena? Ainda é cedo para dizer, tenho que me livrar da carga emocional que ainda está muito presente para refletir com um pouco mais de isenção.



segunda-feira, junho 08, 2009

Sobre patriotismo

A Petrobrás é uma empresa pública. Deve prestar contas para a sociedade dentro da lei vigente.

É papel do poder legislativo fiscalizar o executivo. É papel da oposição a qualquer governo fiscalizá-lo. Para isso a constituinte instituiu a Comissão Parlamentar de Inquérito, instrumento que tornou possível expulsar um presidente da república corrupto, esmiuçar um esquema de corrupção do orçamento e desvendar um sistema de compra de votos no Congresso.

Defender que a Petrobrás não pode ser investigada é inaceitável. Defender que investigá-la é um ato anti-patriota é estupidez. No sentido mais rigoroso do termo.

Patriota é defender a sociedade brasileira, mesmo contra a opressão de um estado perdulário e ineficiente e um governo corrupto. Patriota é desejar que os brasileiros possam, por seus próprios métodos, melhorar suas condições de vida, de norte a sul do país.

Engraçado que os mesmos que defendem que todos os políticos são corruptos, são os mesmos que defendem que as riquezas de uma nação devem ficar no comando... dos políticos!

Será tão anti-patriótico tirar a carga de um estado incompetente de nossas costas para que possamos produzir?

Tirar os incompetentes da burocracia estatal da direção de um dos piores sistemas educacionais do mundo?

Desejar algo mais para nosso povo do que uma compra de votos na forma de esmola oficial?

Defender a liberdade de imprensa?

Defender a alternância de poder?

Defender que o partido do governo entenda que não possui direitos sobre o estado por que ganhou a eleição?

Defender que a constituição e as leis sejam cumpridas?

Defender que o público esteja separado do privado?

Quando foi que defender uma nação, e não o estado, tornou-se tão anti-patriota?

Hitler e os Alemães - Eric Voegelin

Mais do que esmiuçar as condições que permitiram que o nazismo fosse implantado na Alemanha, o que faz com extrema maestria, Voegelin mostra como um pensamento totalitário toma conta de uma sociedade no nível individual, através da perda de contato com a realidade. Hitler não tomou o poder por acaso ou por ter iludido toda uma nação, ele se tornou poderoso porque seu povo o aceitou e tolerou. A história do nazismo é uma história do desprezo pela sorte do próximo, da perda da noção fundamental que o que atinge a meu semelhante também me atinge.

A riqueza deste livro, a compilação de um seminátio dado por Voegelin na década de 60, está no diagnóstico da corrupção moral de uma sociedade, condição essencial para que aceitasse o nacional-socialismo e seus crimes. Vogelin ignora tanto a tese da culpa coletiva, a que toda a sociedade seria responsável por seu destino, o que implicaria na absolvição individual, quanto a que Hitler teria sido um gênio que a todos enganou. Na verdade, tratava-se de um estúpido __ termo que aplica com rigor filosófico __ mas com suficiente desejo de poder para conseguir representar os desejos dos alemães. A assenção dele ao poder foi a maior evidência da falência da própria sociedade que vivia.

É um livro fenomenal porque não se trata apenas de história; na verdade, é mais presente do que nunca. As ideologias estão aí, mais vivas do que nunca, afastando os homens do mundo real para viver um mundo idealizado por aqueles que não conseguem, ou não querem, viver o que herdaram. A personificação deste homem moderno, divorvidado da realidade, está em Dom Quixote. Sancho Pança é a sociedade que lentamente deixa-se levar pelo mundo fantástico do pretenço cavalheiro e abandona o mundo real para viver das promessas e esperanças dos ideólogos.

Hitler e os Alemães é um destes livros de utilidade pública. Para quem não quer ser arrastado pela massa e perder a capacidade de pensar por si próprio. Voegelin foi uma dessas pessoas que soube identificar o maior perigo das ideologias, a desumanização do homem.

Hitler e Os Alemães - Resenha Completa

Enquanto isso, na corte de Obama...

Os EUA estudam recolocar a Coreia do Norte na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, declarou ontem a secretária de Estado Hillary Clinton.


George W Bush deve estar gargalhando em seu retiro. Lista de patrocinadores do terrorismo? Deve ser bem diferente da "lista do terror" de Bush, né? Afinal, agora a Coreia é apenas "patrocinadora". Com armas nucleares, claro.

Chaaaaange!!!!!

sexta-feira, junho 05, 2009

Para reflexão

"A Corte Constitucional alemã acaba de dar um duro golpe no voto eletrônico, ao proibir seu uso. Seus defensores não convenceram os juízes de que a antecipação e seguranças compensavam o perigo de softwares manipulados para gerar fraude eleitoral. Ou que a economia com funcionários eleitorais compensasse. Os juízes entenderam que o voto eletrônico debilita o caráter público da eleição e o eleitor comum não entende o processo e não vê garantias que o voto emitido seja o mesmo do captado pelo computador. A Corte afirma algo que muitos políticos e consultores esquecem: ‘Na República, a eleição é coisa de todo o povo e assunto comunitário de todos os cidadãos e que a função do processo eleitoral é a delegação de poder do Estado à representação popular’. Por isso, a sua legitimidade não pode ser sacrificada em função da comodidade dos funcionários e da ansiedade dos políticos. A sentença teve amplo respaldo da opinião pública".

E chamam o PSDB de direita...

Estadão:

Para evitar a todo custo o rótulo de “privativistas”, em véspera de ano eleitoral, os tucanos querem proibir na Constituição a venda da Petrobrás. O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) foi incumbido de apresentar proposta de emenda constitucional (PEC) estabelecendo que o controle da Petrobrás é exclusivo da União. Líder da minoria na Câmara, Leite obteve apoio à proposta de praticamente todos os partidos. Foram 224 assinaturas de deputados do PMDB, do PT, do PP, do DEM, do PR, do PSB, além do PSDB.

Comento:

Leiam a resenha que fiz do livro de Sandenberg, ele matou a pau. Os tucanos fizeram privatizações porque não tinham escolha; fizeram de maneira envergonhada. Não foi à toa que deixaram de defender o governo FHC nas últimas eleições, não possuem orgulho nenhum do legado que deixaram. É fácil encontrar um tucano orgulhoso do bolsa escola, do vale gás... mas das privatizações? Da modernização resultante da venda das estatais de comunicações? Jamais.

E não dá para livrar a cara nem do PFL, que tem a palavra liberal no nome. A privatização da energia foi a que menos andou, justamente a que estava nas mãos do partido. Perdeu-se na disputa política de sempre, nos interesses dos grupos político regionais.

Não há um único partido no Brasil que defenda uma plataforma liberal. Uma grande pena.

quinta-feira, junho 04, 2009

Pensamento: Bernard Shaw

As revoluções nunca diminuíram o fardo da tirania: elas apenas o transferiram para outros ombros.

terça-feira, junho 02, 2009

Reabilitado

A CPI da Petrobrás está contribuindo para deixar algo bem patente: Renan Calheiros está novamente dando as cartas no Senado. E nem precisa sentar na presidência!

Mais um feito do governo Lula, aquele que coloca o país em primeiro lugar.

Fala o presidente do Brasil

“Um país que acha petróleo a 6 mil metros de profundidade pode achar um avião a 2 mil”.

Não existe absolutamente nada que eu possa escrever a altura desta frase.


Parabéns aos 120% de brasileiros que o aprovam.

Gran Torino (2008)

Walt Kowalski não consegue mais entender o mundo em que vive, sabe que não pertence a ele. Seu desconforto com a própria família fica evidente no funeral de sua esposa ao deparar-se com o desfile de uma classe média endividada, sem muita perspectiva e ainda assim orgulhosa. A neta, com seus piercings, chiclete e atitude desafiadora, aos seus olhos, só mostra a falta de personalidade de quem é levada pelos modismos da época. O velho veterano da Coréia só consegue ver a decadência de seu país espelhado em seus descendentes.

Clint Eastwood é um dos últimos gênios do cinema. Gran Torino é uma visão triste da corrupção moral que tomou conta de grande parte dos Estados Unidos. O bairro onde Walt viveu por toda sua vida empobreceu e foi tomado por asiáticos, a ponto dos novos moradores se perguntarem o que ele ainda faz ali. O veterano não quer confrontar ninguém, apenas que o deixem em paz, não pisem em seu jardim e, principalmente, não forcem uma intimidade que não está disposto a ter.

Observa os vizinhos, imigrantes do Laos, como bárbaros com seus costumes estranhos. Obrigado a conviver um pouco mais com eles logo percebe que no fundo eles são tradicionalistas e com forte laços de família. Walt vê em seus vizinhos a família que poderia ter tido, os herdeiros que poderia ter deixado. Vê nos imigrantes o que foi perdido em seu próprio país. Clint Eastwood ainda dá uma estocada na retirada do Vietnã (e do Iraque?) com uma frase da jovem oriental: nós lutávamos do lado de vocês até vocês terem desistido. Fugiram diante dos massacres dos comunistas vietnamitas. Foram para os Estados Unidos em busca da liberdade que perderam em seu país.

O Cineasta, observem a inicial maiúscula, não traz nenhuma solução. Não há uma mensagem de esperança no filme, não há uma lição a ser aprendida. Apenas a constatação que o mundo não é mais o que era e que este novo mundo pode não ser o progresso que se esperava. É impossível não pensar no Império Romano ruindo diante das invasões bárbaras. Não foram estes que o derrubaram, mas a própria decadência moral de Roma. Walt não soluciona o problema de ninguém; apenas tem o mérito de perceber o que está acontecendo e, principalmente, sua incapacidade de lidar com a nova realidade.

Outro ponto importante do filme é a relação de Walt com o jovem padre que prometeu a sua esposa conseguir sua confissão. Humilha de todas as maneiras o religioso, que vê apenas como mais um exemplo da juventude que aprendeu a desprezar. Como o tempo se rende ao senso de dignidade do padre e percebe que nem todos se deixam levar pela velocidade da descida ao abismo. Existem jovens que mantém uma ligação com o passado e conseguem visualizar o que vêem e resistir ao espírito da massa.

A angústia do filme vem da constatação que estas vozes são isoladas, sem conexão uma com as outras. A violência resultante de um mundo sem valores é mais forte e cíclica. As gangues continuarão impondo-se pelo terror, as pessoas continuarão preocupadas com seus próprios umbigos.

Gran Torino é um filme que perturba pois apresenta a primeira realidade descrita por Musil e Voegelin, o mundo como ele é. Infelizmente as pessoas estão imersas na segunda realidade, o mundo que inventaram em suas cabeças para dar algum sentido e uma falsa esperança para a tristeza de nossa queda. Estes mundos entram em conflito constantemente. Muitos escolhem o caminho de Don Quixote e ignorar as evidências do real, viver no mundo que compreendem em suas mentes. Outras optam por moldar a primeira realidade de acordo com a segunda. Daí surge a violência em todas as suas formas, até mesmo a opressão mental. Clint Eastwood é uma das raras mentes do cinema que estão dispostas a descer ao abismo da compreensão verdadeira e subir mantendo a sanidade.

A maioria está preocupada apenas em fazer filmes sobre a segunda realidade e vendê-la como a primeira. E ganham Oscars por isso.


Quote:

Father Janovich: What can I do for you Walt?
Walt Kowalski: I'm here for confession.
Father Janovich: Holy Jesus, what did you do?

Walt Kowalski: The hardest thing a man has to live with about war isn't the things he does that he was ordered to do. It's the things he does that he wasn't ordered to.

segunda-feira, junho 01, 2009

O Imperador Voltou!

Flamengo 2 x 1 Atlético-PR

Com 70 mil pessoas no Maracanã, o Flamengo fez a festa da torcida ao vencer o Atlético e com direito a gol do Imperador. Resta saber até onde vai a vontade de Adriano em recuperar sua forma física e o futebol. De qualquer forma, mais vale um Imperador com 100 kg do que um Obina com quase isso!

Vida longa ao Imperador!