segunda-feira, agosto 24, 2009

Governo aumenta o custeio

Reportagem do Estadão mostra que o governo aumentou, no período de um ano, as despesas de custeio em 2,44% do PIB. Como o PIB não retraiu no período, manteve-se estagnado, conclui-se que houve uma nova farra no aumento dos gastos com a máquina. Isso é muito ruim para o país pois cada real gasto com o elefante estatal é um real a menos para investimento ou abatimento da dívida pública.

Em 6 anos de governo Lula, o estado só fez aumentar de tamanho desfazendo muito das boas práticas econômicas do governo FHC. A redução do peso do estado tinha sido um dos fatores de sucesso do plano real, que nos tirou do atoleiro da inflação e nos colocou em um rumo de desenvolvimento. Agora, damos uma passo para trás.

Não é segredo para ninguém que estamos no limite da infra-estrutura existente, o que implica em uma séria limitação para o crescimento. O PAC é um fracasso colossal que só se mantém por força da propaganda milionária, obra do ex-terrorista Franklin Martins. Diante de uma crise econômica mundial, com repercussões no Brasil, o governo não deu bolas para a necessidade de apertar o cinto ou estimular a economia. Tratou de inchar ainda mais a máquina e contentar uma grande base eleitoral de funcionários públicos, além de reforçar o caixa dos aliados da base alugada e da própria companheirada.

O futuro presidente vai herdar uma herança pesada do atual governo pois diminuir o tamanho do estado é muito mais complexo e custoso do que aumentar. O custo ficará para as próximas gerações que terão que sofrerão os reflexos da falta de investimentos por parte de um governo preocupado apenas em contentar suas bases e aumentar o poder político de seu grupo. Tudo em detrimento de quem realmente produz, estes tratados a pontapés como se vê na extrema má-vontade do governo com o agro-negócio.

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