terça-feira, dezembro 15, 2009

The Great Gatsby - Scott Fitzgerald

A década de 20, nos Estados Unidos, foi uma época de grande otimismo, onde nada parecia que poderia dar errado. As pessoas enriqueciam, a bolsa de valores subia sem parar, a I Guerra ficava para trás, o jazz tomava conta do país. Nem tudo eram flores, a sociedade ainda era bastante hierarquizada, a máfia ganhava força e preparava-se para desafiar o país, o desalento moral se aprofundava. Os novos ricos buscavam seu lugar em uma sociedade que não os queria, uma reação aos emergentes.

Fitzgerald narra seu curto e rico romance a partir do ponto de vista de Nick Carraway, um já não tão jovem operador da bolsa de valores que por destino vai morar ao lado da mansão do misterioso Jay Gatsby, um novo rico. O motivo do seu enriquecimento nunca fica claro, mas Nick fica sabendo que o vizinho enriqueceu ao lado do crime, que sua fortuna tem uma origem para lá de duvidosa.

Gatsby tem uma obsessão, retomar o ponto em que parou seu romance com a rica e fútil Daisy, prima de Nick. O romance não prosperou por conta da pobreza do personagem título e Daisy casou-se com um homem rico. A grande questão de Fitzgerald é aquele sonho do retorno ao momento perfeito, ao instante em que acreditamos termos tido a completa felicidade, embora isso tudo seja uma grande ilusão. Gatsby quer o retorno no tempo, a volta ao momento decisivo em que foi deixado de lado, sem perceber que já não eram as mesmas pessoas, que a situações haviam se transformado e que este instante nunca se repetiria da forma como imagina.

The Great Gatsby mostra que um livro não precisa ser grande para contar uma boa estória e nos fazer viajar no tempo. Uma obra sensível que colocou um marco na história literária americana.

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