segunda-feira, dezembro 21, 2009

Sabrina(1995)

A refilmagem do clássico de de 1954 manteve a magia original mostrando a simpática estória da filha do chofer que apaixonada por um dos patrões, acaba conquistando o outro. Sabrina é um dos filmes que não me canso de assistir e me divertir, em qualquer uma das duas versões. Nem entro no mérito de qual das versões é melhor, deixo isso para os críticos profissionais.

O que acho interessante, ao comparar as duas versões é a diferença do papel da mulher na sociedade entre ambas as fitas. Realmente, muita coisa mudou em relação as mulheres em 40 anos e Sidney Pollack tratou de inserir estas mudanças na trama original, por vezes um tanto quanto exagerado.

Desta forma, Sabrina não vai mais para Paris para fazer um curso de culinária. Vai trabalhar com moda e termina como fotógrafa. Elizabeth Tyson era apenas a filha de um rico industrial; na nova versão é uma médica pediatra dedicada a salvar vidas. Desaparece o senhor Larrabee e seus charutos e Maude passa a ser a cabeça da família, agora uma viúva.

O politicamente correto também age sobre os irmãos Larrabee. David na versão original era muito mais cínico, agora é apenas um jovem sensível e incompreendido. Linus também foi suavizado, deixando de ser um apaixonado defensor do capitalismo como forma de transformação social para ser apenas um rico executivo a busca de um sentido para a vida.

Felizmente nada disso atrapalha o filme, mas fica o registro de que nos tempos de hoje fica cada vez mais difícil ter personagens com vícios e uma moral meio relaxada. O resultado é um mundo mais insípido e sem espaço para as ironias da vida.

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