terça-feira, abril 27, 2010

Eleições 2010

Não tenho a mínima empolgação pelas eleições 2010, até porque muito pouca coisa vai mudar. Concorrem três candidatos de esquerda e um eleitor de perfil conservador não tem muito para onde correr. Coisas de uma democracia torta e com poucas chances de mudar a curto e médio prazo. Mais uma vez, um povo de maioria conservadora, vai se deixar governar pela esquerda.

Em tese, Serra é melhor candidato do que as suas concorrentes. Dilma é uma piada. Pode até ser eleita presidente, mas será única e exclusivamente por carisma de seu chefe, se é que ele quer a eleição de sua criatura. Marina ficaria muito melhor na continuação daquela bobagem filmada por Cameron, se é que não participou do primeiro. Ainda acho que aquela smurfete foi inspirada em nossa intérprete do "povo da floresta".

E Serra? Por que ele é melhor do que Dilma? Principalmente porque é mais fraco. Não tem ao seu lado a militância partidária, os sindicatos, os fundos de pensão, jornalistas e intelectuais de miolo mole. Jamais vai ter a liberdade que é dada a Lula, por exemplo. Seu governo em São Paulo foi um grande exemplo, não havia um passo que desse sem uma crítica negativa dos chamados formadores de opinião.

Então Serra seria melhor para o Brasil? Não necessariamente. Um governo seu será tão ruim que poderá custar caro ao projeto da esquerda e mesmo para Lula. Basta lembrar que Maluf nunca mais conseguiu ser eleito para um cargo do executivo depois de criar Celso Pitta. Ela tem potencial para enterrar o PT de vez.

Mas reconheço que é um risco grande. Nossos amigos jornalistas e intelectuais são vaidosos ao extremos, jamais reconhecerão o tamanho da bobagem que defendem. Podem protegê-la como fizeram este tempo todo com Lula, embora seja uma tarefa mil vezes mais difícil.

Resumindo, o quadro é uma lástima só. Não há como vencer nesta eleição, o máximo que se pode aspirar é pelo mal menor. O governante será trocado mas o poder continuará nas mãos de quem está hoje. Dias sombrios ainda estarão na frente desta pobre nação.

Nenhum comentário: