domingo, maio 30, 2010

Mrs Dalloway (Virginia Woolf)


Mrs Dalloway é a esposa de um político de certo sucesso na Londres pós I Guerra Mundial. Com uma vida confortável, sem nunca ter passado nenhuma privação em sua vida, ela prepara-se para dar uma festa em sua casa para um grupo de convidados. Ao longo do dia da festa, Virginia Woolf acompanha instantes de vários personagens, mostrando sua visão da sociedade de sua época.

Além de Clarissa Dalloway, uma mulher que optou pela segurança do casamento com Richard ao invés do passional Peter Walsh e que guarda a lembrança de um beijo da amiga Sally, 34 anos atrás. Clarissa é a típica pessoa que reflete sobre uma decisão do passado e sua vida atual, procurando responder para si mesma se fez a melhor escolha.

Trata-se de um romance existencialista, onde os diversos personagens passam por momentos que os fazem questionar suas vidas e descobrir um pouco de si mesmos. Além de Clarissa, Septimus Warren Smith, veterano de guerra, enfrenta o trauma do pós-guerra, talvez por nunca ter superado a perda de seu comandante, Evans, em nova sugestão de homossexualismo pela autora.

Eu esperava mais do livro. Algumas situações me pareceram inverossímeis, como o suicídio de Septimus. A crítica que faz do cristianismo, através de Miss Kilman, também me pareceu sem muito propósito. Para Virginia Woolf, o cristianismo só tinha sentido como um escape para o fracasso pessoal, como forma de dar vazão ao enorme ressentimento pelo fracasso pessoal.

No entanto, o romance tem seus méritos, como o talento da escritora em usar acontecimentos corriqueiros de uma vida pessoal para fazer reflexão sobre seu significado e a investigação da própria personalidade.

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