domingo, julho 25, 2010

Não se deixem enganar...

Desde que Índio da Costa disse o que a oposição tinha que ter dito lá em 2002, talvez evitando este governo que está aí, tenho acompanhado a repercussão pela imprensa. Claro que me refiro a ligação da petralhada com as FARCs.

No primeiro dia comentei com um colega: a única coisa que eu garanto é que o PT não vai negar a ligação.

Foi o que aconteceu. Esperneou, acusou Índio da Costa de tudo, a imensa imprensa marrom fez beicinho, deu chilique e claro partiram para a desqualificação pessoal, a tática preferida da esquerda em qualquer lugar do mundo. O presidente da petralhada inclusive declarou que processaria o deputado __ como se eles não soubessem que não podem dar uma chance para que se mostre na justiça os inúmeros documentos que comprovam a ligação, via Foro de São Paulo.

Por fim, foram para a justiça eleitoral, aquela que faz de tudo para evitar que as campanhas eleitorais discutam... política! Pelo TSE os candidatos podem apenas declarar quantas pontes vão construir, o que vão fazer na Saúde, na Educação, desde que tudo muito abstrato evidentemente. Em 2006, por exemplo, a oposição não pode fazer a ligação do PT com o mensalão, como se esta informação fosse irrelevante para a escolha dos dirigentes políticos do país. E depois comemoram o sucesso do "processo democrático".

Bem, o TSE, bedel da disputa "política" no Brasil, decidiu que o PSDB teria de dar direito de resposta para o PT no caso das FARCs. Confesso que fiquei curioso. Como o PT negaria a ligação com as FARCs sem... negar a ligação com as FARCs!

A resposta está aqui. Não há uma única linha sobre as FARCs no documento que o PT encaminhou para a justiça eleitoral. Por que é tão difícil dizer que o PT não teve, não tem e jamais terá qualquer ligação com as FARCs e rejeita o narco-tráfico colombiano como expressão aceitável de uma luta política.

Que o eleitor pense bem antes de dar mais um mandato para esta corja.

A propósito, leio que o crime aumentou no país nestes últimos anos. Apenas uma coincidência, claro.

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